Análises mais comuns de urina (Urina II e Urocultura): como se realizam e para que servem?

Fonte:

 

Tradão e Edição de Imagem Científica:

 

Adaptação Científica:

Drª. Ana Correia

Validação Científica:

Dr. Pedro Nunes

Leia aqui o artigo:

O que é?

Uma análise de urina é um exame de diagnóstico importante, não só em caso de doença urológica ou renal como também de outras patologias.O teste da urina com fita reactiva permite ter resultados imediatos, semi-quantitativos, relativos à presença de determinadas substâncias na urina (proteínas, glicose, nitritos, esterase leucocitária, corpos cetónicos, hemoglobina, urobilinogénio, bilirrubina). Por outro lado, a urina tipo II é enviada para um laboratório e tem a vantagem de permitir uma avaliação quantitativa das substâncias na urina, além de ser possível a observação ao microscópico de microrganismos (nomeadamente bactérias) e outras células da urina (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, células epiteliais). No entanto, os resultados da urina tipo II demoram algumas horas.A urocultura (ou exame microbiológico da urina) é utilizada quando se suspeita de infecção urinária, para detectar o microrganismo que está a provocar a infecção.
Preparação
Para realizar uma análise de urina com fita reactiva ou para uma análise de urina tipo II, o doente deve urinar para um recipiente de plástico. Quando a colheita de urina se destina à realização de uma urocultura, são necessários outros cuidados e a amostra deve ser asséptica, isto é, a amostra não deve estar contaminada pelas células e bactérias da pele. Na pele que rodeia a uretra (o orifício por onde sai a urina) existem muitas bactérias. Assim, uma boa técnica de colheita implica que o doente deve urinar directamente para dentro de um recipiente esterilizado sem que o jacto de urina toque previamente na pele dos genitais externos (o que é mais difícil numa mulher do que num homem).Para colher uma amostra de urina asséptica, é fornecido ao doente um recipiente de plástico. Preferencialmente deve ser colhida uma amostra de urina da primeira micção da manhã. O doente deve lavar a área em volta da uretra com água e sabão neutro. As mulheres devem afastar os grandes lábios (as paredes exteriores da vagina) com uma mão enquanto urinam, de forma a que o jacto de urina entre directamente no recipiente esterilizado. Uma vez que o primeiro jacto de urina arrasta muitas bactérias que se encontram em volta da abertura da uretra, o doente deve começar a urinar para a sanita e, em seguida, deve usar o recipiente para colher o “jacto médio” de urina.Como é realizado
Na análise de urina com fita reactiva, a fita tem vários reagentes para cada parâmetro a ser avaliado, que mudam de cor quando a fita é mergulhada no recipiente com urina. A avaliação de cada parâmetro é feita através da alteração da cor do reagente.Na análise de urina tipo II, a urina é avaliada em termos de características físicas (cor, densidade), são realizadas determinações químicas e é feita uma observação através de um microscópio. A presença de glóbulos brancos pode ser um sinal de infecção urinária, de cálculos renais ou de outros problemas. Os nitritos (substância química produzida pela maior parte das bactérias) e a esterase leucocitária (produzida por um tipo de glóbulos brancos) sugerem a existência de uma infecção. O açúcar na urina (glicosúria) constitui um sinal de diabetes, enquanto que outras substâncias químicas, denominadas corpos cetónicos, podem indicar uma complicação diabética (mas também podem surgir noutras circunstâncias, por exemplo, quando o doente está em jejum). A presença de proteínas na urina pode indicar uma doença nos rins mas também pode ocorrer de forma transitória na ausência de doença. Por vezes poderá ser também pedida uma pesquisa de substâncias tóxicas na urina.

No caso da urina tipo II, é ainda realizado um exame ao microscópio depois da urina ser centrifugada dentro de um tubo. Este procedimento permite concentrar as partículas sólidas no fundo do tubo (ou seja, obter o sedimento urinário), para que possam ser estudadas mais facilmente. O exame ao microscópio pode revelar a presença na urina de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, bactérias, cristais, células epiteliais e, raramente, parasitas. Em alguns casos, o aspecto das células sugere a sua origem uma vez que podem ter entrado na urina por contaminação da amostra ou a partir da bexiga ou do rim.

Por sua vez, na urocultura, uma amostra de urina é colocada num meio de crescimento para facilitar a proliferação das bactérias que existam na urina e, deste modo, seja possível identificá-las.

Riscos
Não existe qualquer risco associado.

Seguimento e cuidados
Não é necessário qualquer cuidado depois da realização da análise de urina.

Tempo até ao resultado
O médico pode realizar uma análise de urina com fita reactiva no consultório e obter resultados imediatos. Se a urina for enviada para um laboratório (urina tipo II), geralmente são necessárias várias horas para que os resultados estejam prontos. A urocultura demora pelo menos 24 a 48 horas a estar pronta, podendo ser necessário aguardar vários dias até chegar o resultado definitivo.

Informação Adicional
Associação Portuguesa de Urologia
http://www.apurologia.pt/

Sociedade Portuguesa de Nefrologia
http://www.spnefro.pt

Alto Comissariado da Saúde
http://www.acs.min-saude.pt/

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Uma resposta to “Análises mais comuns de urina (Urina II e Urocultura): como se realizam e para que servem?”

  1. jorge manuel bastos das neves Says:

    Excelente revisão, ao nível que o Harvard Medical School Portugal nos habituou.
    Parabéns.


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