O que é a Prova de Esforço?

Fonte: 

Tradão e Edição de Imagem Científica:

Adaptação Científica:

Drª.Carolina Vaz Macedo

Validação Científica:

Dr. Rui Cruz Ferreira

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre Cardiologia pelo Dr. João Sousa: O que é a prova de esforço?

Leia aqui o artigo:

O que é?

A prova de esforço, também conhecida como prova do tapete rolante ou prova de tolerância ao exercício, indica se o coração consegue obter fluxo de sangue e oxigénio suficientes quando está a trabalhar no seu máximo, durante o exercício físico. As provas de esforço são por regra realizadas em pessoas com dor no peito ou com outros sintomas que sugerem uma doença coronária, habitualmente após um exame médico e realização de um electrocardiograma (ECG). No entanto, estes exames são, por vezes, usados para outros fins, como a avaliação da eficácia de um tratamento para a doença cardíaca ou a aferição da segurança de um programa de exercício proposto.

A saúde do coração pode ser examinada durante e após o exercício físico, quer através da realização de um ECG quer de um ecocardiograma (ecografia do coração). Quando neste teste se utiliza um ecocardiograma é usada a denominação “ecocardiograma de esforço ou de sobrecarga”.

As provas de esforço encontram-se entre os melhores instrumentos para o diagnóstico de doença cardíaca e alguns estudos sugerem que podem igualmente ser úteis para estimar o risco de doença nas pessoas que não têm sintomas mas que apresentam factores de risco como, por exemplo, um nível elevado de colesterol no sangue. A realização de uma prova de esforço deverá ser considerada em pessoas, sobretudo com mais de 40 anos, que apresentam um risco aumentado de doença coronária devido, por exemplo, ao facto de fumarem ou serem hipertensas.

Preparação

O doente deve usar um vestuário largo e confortável e sapatos de desporto. Deve comunicar ao médico que realiza o exame a totalidade da medicação que efectua no momento da prova e se pensa que pode não ser capaz de andar no tapete rolante ou de usar uma bicicleta por qualquer motivo de saúde, por exemplo por uma doença reumática. O médico deve também ser informado se o doente sofrer de diabetes, pois, dado que o exercício físico pode baixar o nível de açúcar no sangue (glicemia), o médico pode querer efectuar o seu doseamento antes do início do exame para confirmar que não está demasiado baixo. É igualmente importante o doente comunicar ao médico ou a outro profissional de saúde na sala de exames se sentiu alguma dor ou pressão no peito no dia do exame. Deve evitar ingerir uma grande refeição imediatamente antes do exame, pois tal poderá fazer com que o exercício se torne desconfortável.

Em alguns casos, os medicamentos podem ser temporariamente ajustados antes da prova de esforço, particularmente se o doente tomar medicamentos que impeçam o seu coração de aumentar a frequência cardíaca.

Como é realizada?

Nos casos em que tenha sido pedida uma avaliação da função cardíaca em esforço através de um traçado electrocardiográfico, o doente deve realizar previamente um ECG em repouso em decúbito dorsal (isto é, deitado de barriga para cima) e de pé. A pressão arterial é igualmente avaliada e são colocados diversos eléctrodos nos braços e numa perna, para que o padrão eléctrico do coração possa também ser monitorizado durante o exame. O doente deve andar sobre um tapete rolante (ou, em alguns casos, fazer exercício numa bicicleta estática) durante aproximadamente 10 minutos. O doente deve comunicar imediatamente à pessoa que está monitorizar a prova se sentir uma dor ou peso no peito, falta de ar, dor ou fraqueza nas pernas ou outros sintomas fora do habitual, bem como se achar que não consegue continuar a fazer exercício. Depois de o período de exercício ter sido completado, a pressão arterial será novamente avaliada.

Se a função cardíaca for avaliada através de um ecocardiograma e não de um ECG, o doente deve deitar-se após ter realizado exercício físico. Depois de ser espalhada uma porção de gel no peito para ajudar o sensor de ecografia a deslizar facilmente, um técnico ou um médico coloca o sensor (que se assemelha a um microfone) sobre a pele do doente. Será então observada uma imagem do coração num ecrã de vídeo e o médico deslizará o sensor para trás e para a frente sobre o peito para obter diferentes perspectivas do coração. Por vezes, o som do aparelho pode ser ligado, transmitindo um som semelhante a um assobio que representa o coração a bater, bem como o fluxo de sangue.

Uma variação deste teste utiliza um radionuclídeo para visualizar partes do coração que não estão a receber sangue suficiente. Este exame é denominado prova de esforço com tálio ou prova de esforço com MIBI (dependendo do radionuclídeo usado). Se realizar este exame, o doente irá provavelmente necessitar de repeti-lo num dia em que não tenha feito exercício para que possa ser efectuada uma comparação.

Noutros casos, para além do electrocardiograma é realizada uma análise dos gases respiratórios (prova cardiopulmonar).

Uma prova de esforço sugere fortemente a presença de uma doença coronária se a marcha no tapete rolante produzir sintomas como desconforto no peito, falta de ar ou tonturas e se estes sintomas forem acompanhados por alterações electrocardiográficas que indiquem um fluxo de sangue inadequado em determinadas zonas do coração. Um teste é considerado normal se o doente puder realizar uma quantidade normal de exercício físico sem que ocorram sintomas nem alterações electrocardiográficas. Muitas pessoas apresentam desconforto no peito mas não alterações electrocardiográficas, ou vice-versa. Nestas situações, a prova de esforço tem menos utilidade e o resultado deverá ser interpretado como consistente com doença coronária mas não conclusivo, caso em que podem ser necessários exames adicionais.

Riscos

Se o doente tiver doença cardíaca, pode desenvolver dor no peito durante o exame. Uma vez que isto constitui um sinal de que o coração não está a receber oxigénio suficiente e que pode estar em risco de sofrer uma lesão, é importante alertar o técnico ou o médico imediatamente para que o exame possa ser interrompido. Embora muitas pessoas possam preocupar-se com a possibilidade de a prova de esforço ser perigosa para um indivíduo com doença cardíaca, este exame é extremamente seguro se os médicos examinarem previamente os doentes para se certificarem de que estão suficientemente saudáveis para o realizar.

Seguimentos e curiosidades

Se a pressão arterial se tornar extremamente elevada ou se descer subitamente durante o exercício físico, os seus valores serão novamente registados alguns minutos após o exame terminar e será mantida a monitorização por ECG. Se o doente desenvolver dor no peito, podem ser-lhe dados comprimidos de nitroglicerina para aliviar a dor e para reduzir as necessidades do coração ao dilatar os vasos sanguíneos.

Tempo até ao resultado

Geralmente são necessários vários dias para o médico avaliar aprofundadamente o registo do padrão eléctrico do coração.

Informação Adicional

Fundação Portuguesa de Cardiologia
Sociedade Portuguesa de Cardiologia
Alto Comissariado da Saúde
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