O que é a Taquicárdia?

Fonte: 

Tradão e Edição de Imagem Científica:

 

Adaptação Científica:

Drª.Carolina Vaz Macedo

Validação Científica:

Prof. António Vaz Carneiro

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre Cardiologia pelo Dr. João de Sousa: O que é a Taquicárdia?

Leia o artigo aqui:

O que é?

A taquicárdia é uma frequência cardíaca superior a 100 batimentos por minuto. O coração normalmente bate com uma frequência de 60 a 100 vezes por minuto e o pulso (sentido no punho, no pescoço ou em outros locais) condiz com as contracções dos ventrículos do coração, as suas duas poderosas câmaras inferiores.

A taquicárdia pode fazer parte da resposta normal do organismo à ansiedade, à febre, a uma perda rápida de sangue ou a um exercício extenuante, podendo igualmente ser causada por problemas médicos, tais como um nível anormalmente elevado de hormonas tiroideias, denominado hipertiroidismo. Em algumas pessoas, a taquicárdia é o resultado de uma arritmia cardíaca (uma anomalia da frequência ou do ritmo cardíacos), de doença coronária ou de uma anomalia numa válvula cardíaca. A taquicárdia pode também ser causada por problemas nos pulmões, tais como pneumonia ou um coágulo de sangue numa das artérias pulmonares (tromboembolismo pulmonar).

Noutros casos, a taquicárdia pode constituir um efeito secundário de alguns alimentos ou bebidas, incluindo o café, o chá, o álcool e o chocolate, do tabaco ou de medicamentos.

Os sintomas da taquicárdia podem incluir:

  • Tonturas, vertigens e desmaios
  • Fadiga (uma sensação anormal de cansaço)
  • Palpitações (consciência de batimentos cardíacos rápidos)
  • Falta de ar

Se a taquicárdia for causada por uma doença médica, irão estar presentes sintomas adicionais que são específicos dessa doença. Por exemplo, as pessoas que têm taquicárdia causada por um hipertiroidismo podem igualmente sentir nervosismo, insónias, sudação, tremores e outros sintomas relacionados com níveis elevados de hormonas tiroideias. A taquicárdia causada por uma doença cardíaca ou pulmonar é frequentemente acompanhada por dor no peito ou por falta de ar ou tonturas.

Diagnóstico

O médico irá interrogar o doente acerca da sua história familiar de doenças e arritmias cardíacas. Irá igualmente rever a história clínica e irá perguntar se o doente tem algum problema que possa causar taquicárdia, incluindo doença coronária, anomalias nas válvulas cardíacas, doença valvular cardíaca resultante de uma febre reumática, doenças pulmonares, doenças da tiroideia, ingestão de medicamentos e factores dietéticos. Também lhe será pedido para descrever os sintomas.

Durante o exame físico, o médico irá avaliar a frequência e o ritmo cardíacos, juntamente com os pulsos. Na taquicárdia, o pulso pode não condizer com os sons cardíacos auscultados através de um estetoscópio. O médico irá igualmente investigar a presença de um aumento das dimensões do coração, de sopros cardíacos (possível sinal de um problema numa válvula cardíaca), de sons pulmonares anormais e de sinais físicos de anomalias da tiroideia (aumento de volume da glândula tiroideia, tremores, perda da massa muscular e uma protusão anormal dos olhos).

Para melhor avaliar a taquicárdia, o médico irá pedir um electrocardiograma (ECG). No entanto, uma vez que algumas formas de taquicárdia são paroxísticas (ocorrem intermitentemente), um único ECG efectuado no consultório pode ser normal. Se for este o caso, pode ser necessário recorrer à electrocardiografia de ambulatório. Para efectuar este teste o doente irá usar durante um determinado período de tempo, geralmente durante 24 horas, um aparelho de ECG portátil chamado de monitor de Holter. Se os sintomas ocorrerem com pouca frequência, o doente poderá ter de usar um monitor durante muito mais tempo e ser-lhe-á ensinado a pressionar um botão para registar as leituras do ECG quando os sintomas ocorrem.

Dependendo dos resultados do exame físico, podem ser necessários outros testes, incluindo análises de sangue para dosear os níveis das hormonas tiroideias, um ecocardiograma para avaliar a presença de anomalias nas válvulas cardíacas e uma angiografia coronária para verificar se existe doença coronária, entre outros. Por vezes, os médicos fazem “estudos electrofisiológicos”, nos quais inserem cateteres especiais dentro do coração para recolher informações sobre os padrões da sua actividade eléctrica.

A duração da taquicárdia depende da sua causa. Por exemplo, a taquicárdia resultante da febre irá desaparecer quando a temperatura do corpo voltar ao normal. A taquicárdia resultante de uma perda de sangue irá terminar quando o doente estiver estabilizado com líquidos endovenosos e/ou transfusões de sangue. A taquicárdia resultante de um hipertiroidismo ou de um tumor da glândula supra-renal irá desaparecer quando a doença for tratada. A taquicárdia causada por medicamentos ou pela dieta irá desaparecer rapidamente, geralmente dentro de horas, quando a substância química que está a causar a situação é consumida pelo organismo ou excretada na urina. Já a taquicárdia causada por problemas cardíacos pode prolongar-se por muito tempo.

Prevenção

A taquicárdia causada por uma doença coronária pode ser prevenida pelas seguintes medidas para modificar os factores de risco cardíaco:

  • Ingerir uma dieta com um baixo teor de gorduras.
  • Controlar a pressão arterial elevada e os níveis de colesterol.
  • Não fumar.
  • Controlar o peso.
  • Efectuar exercício físico regularmente.

A taquicárdia que ocorre como um efeito secundário da medicação pode ser prevenida através da redução da dose ou da alteração da medicação. De um modo geral, as pessoas que têm tendência para a taquicárdia devem evitar ou limitar o consumo de bebidas com cafeína, chocolate e álcool. Nem todos os episódios de taquicárdia podem ser prevenidos.

O tratamento da taquicárdia depende da causa:

  • Febre. A taquicárdia relacionada com a febre pode ser tratada com medicamentos para baixar a febre, tais como o paracetamol ou o ibuprofeno. Se a febre for causada por uma infecção bacteriana, podem igualmente ser necessários antibióticos.
  • Perda de sangue. Para tratar a perda de sangue, o doente deve, em primeiro lugar, ser estabilizado com líquidos administrados por via endovenosa (na veia) ou com transfusões de sangue. Em seguida, a fonte da hemorragia deve ser encontrada e suturada ou corrigida através de uma intervenção cirúrgica.
  • Hipertiroidismo. O hipertiroidismo pode ser tratado com medicamentos anti-tiroideus, como o propiltiouracilo ou o metimazol. Os tratamentos alternativos incluem o iodo radioactivo, que destrói a tiroideia com radiações, e a remoção de parte da glândula tiroideia por meio de uma intervenção cirúrgica denominada de tiroidectomia subtotal.
  • Arritmias cardíacas. O tratamento depende da causa da arritmia. Em algumas pessoas a massagem do seio carotídeo no pescoço irá acabar com o problema. Outras pessoas requerem medicamentos, tais como digitálicos, beta-bloqueantes, bloqueadores dos canais do cálcio, quinidina ou flecaínida. Alguns doentes respondem apenas à ablação por cateter de radiofrequência, um procedimento que destrói a área de tecido cardíaco anormal que está a desencadear a taquicárdia. Outros doentes podem ser tratados através de cardioversão eléctrica, um procedimento em que se aplica um choque eléctrico temporizado ao coração para restabelecer o ritmo cardíaco normal.
  • Doença coronária. A doença coronária pode ser tratada com medicamentos (nitratos, beta-bloqueantes, bloqueadores dos canais do cálcio, aspirina), com uma cirurgia de pontagem (bypass) das artérias coronárias ou com uma angioplastia com balão.
  • Anomalias das válvulas cardíacas. As anomalias graves das válvulas cardíacas geralmente requerem que a válvula cardíaca lesada seja substituída cirurgicamente.
  • Doença pulmonar. Se a taquicárdia for causada por um coágulo de sangue nos pulmões, o tratamento habitual consiste na administração de medicamentos que dissolvem o coágulo e evitam a formação de novos. A pneumonia ou outros problemas pulmonares podem ser tratados com medicamentos para estas doenças.

Contacte o seu médico se sentir uma taquicárdia inexplicada, diferente do aumento normal da frequência cardíaca após o exercício. Isto é especialmente importante se também sentir palpitações, tonturas, vertigens, desmaios, fadiga, falta de ar ou dor no peito.

O resultado a longo prazo é geralmente bom quando a taquicárdia é causada por febre, perda de sangue, hipertiroidismo, medicamentos ou dieta. Muitas taquicárdias relacionadas com problemas do coração ou dos pulmões podem ser controladas com medicamentos, cirurgia ou outros procedimentos.

Informação adicional:

Sociedade Portuguesa de Cardiologia

http://www.spc.pt

Campo Grande 28, 13º   1700-093 Lisboa

Telefones: 217978605, 217817630

Fax: 217931095

Alto Comissariado da Saúde

http://www.acs.min-saude.pt

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