O que é uma Infecção Urinária nas Mulheres?

Fonte: 

Tradão e Edição de Imagem Científica:

Adaptação Científica:

Drª. Ana Correia

Validação Científica:

Prof. Alfredo Mota

Leia aqui o artigo:

O que é?

A infecção urinária é uma infecção que afecta os órgãos que produzem a urina e que a transportam para fora do corpo. Estas estruturas incluem os rins, os ureteros (os tubos longos e finos que ligam os rins à bexiga), a bexiga e a uretra. Os médicos dividem frequentemente as infecções urinárias em dois tipos ? as infecções urinárias baixas e as infecções urinárias altas:

Infecções urinárias baixas — A infecção da bexiga é denominada cistite. As bactérias normalmente encontradas no intestino constituem a causa principal de infecção urinária baixa. Estas bactérias disseminam-se a partir do ânus para a uretra e ascendem para a bexiga, onde proliferam e causam infecção.

Infecções urinárias altas — Estas infecções envolvem os rins e são denominadas pielonefrites. As infecções urinárias altas geralmente ocorrem devido à deslocação de bactérias da bexiga para o rim. Noutros casos, as pielonefrites ocorrem quando bactérias que têm origem noutras áreas do corpo chegam ao rim através da circulação sanguínea.
As mulheres têm infecções urinárias muito mais frequentemente do que os homens, uma vez que as mulheres têm uretras mais curtas que permitem a passagem de bactérias para a bexiga com relativa facilidade. As relações sexuais podem facilitar a disseminação das bactérias para a bexiga. Além disso, a utilização de diafragmas contraceptivos e de espermicidas pode modificar o meio ambiente bacteriano em redor da uretra e facilitar a ocorrência de infecções.

Nas grávidas, as modificações temporárias na fisiologia e na anatomia do aparelho urinário tornam as mulheres mais susceptíveis à ocorrência de cistites e de pielonefrites. As infecções do rim e da bexiga podem consequências graves tanto para a grávida como para o feto, uma vez que aumentam o risco de contracções ou de parto prematuro e, por vezes, de morte do feto ou do recém-nascido.

Sintomas

As infecções urinárias baixas e altas podem provocar um ou mais dos seguintes sintomas:

  • micções invulgarmente frequentes
  • grande urgência em urinar
  • dor, desconforto ou sensação de queimadura durante a micção
  • dor, pressão ou hipersensibilidade na área da bexiga (na zona média da parte inferior do abdómen, abaixo de umbigo)
  • urina com aspecto turvo, com odor fétido ou extremamente intenso
  • urina com sangue
  • febre, acompanhada ou não de calafrios
  • náuseas e vómitos
  • dor no flanco ou na região lombar
  • acordar de noite para urinar
  • incontinência urinária durante a noite numa pessoa em que isso habitualmente não acontece.

Diagnóstico

O médico irá interrogar a doente sobre os seus sintomas, bem como se teve infecções urinárias anteriormente. Irá também interrogá-la sobre a sua história sexual, incluindo antecedentes de doenças sexualmente transmitidas (da doente e do parceiro), utilização de preservativo, existência de múltiplos parceiros, utilização de um diafragma e/ou de espermicidas e se existe a possibilidade de estar grávida. O médico irá também perguntar à doente se tem outros problemas médicos, tais como diabetes, que podem aumentar a propensão para desenvolver infecções.

Será pedido à doente para fornecer uma amostra de urina, que será examinada num laboratório para verificar se contém bactérias ou outros sinais de infecção. A amostra de urina pode também ser enviada para um laboratório para identificar o tipo de bactérias e os antibióticos específicos que podem ser utilizados para as eliminar. Se a mulher tiver febre ou outros sintomas sugestivos de uma infecção urinária alta, o médico pode pedir uma análise de sangue para determinar a contagem de glóbulos brancos, cuja elevação permite avaliar a gravidade da infecção. Também pode ser realizada uma colheita de sangue para exame microbiológico, ou seja, para verificar se existe crescimento de bactérias; este exame é denominado hemocultura.

Nas pessoas com uma infecção renal grave ou com episódios frequentes de infecções urinárias baixas ou altas, pode ser necessário realizar alguns exames adicionais, tais como:

  • uma tomografia computorizada (TC) dos rins e do aparelho urinário
  • uma ecografia
  • uma cistoscopia, um exame no qual o médico avalia o interior da bexiga através de um instrumento fino semelhante a um telescópio.

Duração esperada

Com o tratamento apropriado, a maior parte das infecções urinárias não complicadas pode curar ao fim de dois a três dias. Em caso de infecção renal podem ser necessários mais dias para que os sintomas desapareçam completamente.

Prevenção

Para ajudar a prevenir as infecções urinárias, as mulheres devem:

  • beber vários copos de água por dia. Os líquidos diminuem a proliferação bacteriana ao limparem o aparelho urinário.
  • limpar-se da frente para trás. Para prevenir a disseminação de bactérias intestinais do ânus para o aparelho urinário, as mulheres devem sempre limpar-se com o papel higiénico da frente para trás depois de evacuar.
  • diminuir a disseminação de bactérias durante as relações sexuais. A mulher deve urinar depois de ter relações sexuais para limpar as bactérias da uretra. Se a mulher continuar a ter infecções, deve falar com o médico sobre a possibilidade de tomar antibióticos depois de ter relações sexuais para diminuir o risco de desenvolver infecções urinárias.

Tratamento

Os médicos tratam as infecções urinárias baixas e altas com antibióticos. O exame microbiológico da urina (urocultura) pode determinar qual o melhor antibiótico a utilizar no tratamento. A maior parte das infecções urinárias baixas não complicadas são tratadas com antibióticos administrados durante três dias, embora as grávidas ou as mulheres com doenças que suprimem o sistema imunitário, como a diabetes, necessitem geralmente de tomar antibióticos durante mais tempo.

As pessoas com infecções urinárias altas são geralmente tratadas com antibióticos durante um período de 10 a 14 dias. As pessoas com infecções urinárias altas graves podem precisar de tratamento em regime de internamento hospitalar com antibióticos administrados por via endovenosa, sobretudo se não for possível tomar a medicação por via oral devido a náuseas e vómitos e se a doente estiver desidratada.

Quando contactar um médico

Contacte o médico se urinar com frequência e se sentir uma grande urgência em urinar, desconforto durante a micção ou outros sintomas de infecção urinária. Deve procurar obter cuidados médicos imediatos se apresentar adicionalmente sintomas sugestivos de uma infecção renal, tais como febre, náuseas, vómitos e dores no flanco ou na região lombar.

Qualquer grávida que tenha sintomas de infecção urinária deve contactar imediatamente o médico.

Prognóstico

Após uma infecção urinária baixa (cistite) curada, uma mulher apresenta uma probabilidade de 20% de desenvolver uma segunda infecção. Depois da segunda infecção, ela apresenta um risco de 30% de desenvolver uma terceira. Se a mulher tiver três ou mais episódios de cistite num ano, o médico pode prescrever um regime antibiótico especial para diminuir o risco de futuras infecções.

Informação adicional

Associação Portuguesa de Urologia
Rua Nova do Almada 95 – 3ºA  –  1200-288 LISBOA  –  Portugal
Telefone: 213 243 590
Fax: 213 243 599
E-mail: apurologia@mail.telepac.pt
http://www.apurologia.pt/

Sociedade Portuguesa de Nefrologia
Largo do Campo Pequeno nº 2, 2º A  1000-078 Lisboa
Telefone: (+351) 217 970 187
Fax: (+351) 217 941 142
E-mail: geral@spnefro.pt
http://www.spnefro.pt

Alto Comissariado da Saúde
http://www.acs.min-saude.pt/

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