Cancro colorretal

Fonte:

 

Tradão e Edição de Imagem Científica:

Adaptação Científica:

Dr. André Carvalho

Validação Científica:

Prof. Luis Costa

O que é?

O cancro colorretal é um tumor que resulta do crescimento descontrolado de células anormais do cólon e/ou reto (intestino grosso).

De uma forma simples o intestino grosso é a parte do intestino que transporta os resíduos do intestino delgado e os elimina através do ânus.

Os tumores colorrectais começam frequentemente como pequenos crescimentos (pólipos) no interior do intestino grosso. Quando estes não são removidos podem, ao fim de vários anos, acabar por se tornar cancerosos.

Factores de risco

Os factores de risco para os cancros colorretais incluem:

  • Idade avançada
  • História familiar de cancro colorretal
  • História pessoal prévia de cancro colorretal
  • História pessoal de pólipos
  • Doença inflamatória intestinal, incluindo a colite ulcerosa e a doença de Crohn
  • Dieta pobre em fibras e rica em gorduras saturadas
  • Estilo de vida sedentário

Manifestação clínica

Os pólipos e os cancros colorretais numa fase inicial geralmente não causam quaisquer sinais ou sintomas. Assim sendo, durante esta fase só poderão ser descobertos se for realizado um rastreio dirigido.

Porém, os cancros mais avançados podem causar:

  • Diarreia ou obstipação
  • Sangue nas fezes (vermelho vivo, preto ou muito escuro)
  • Fezes estreitas (com uma espessura próxima da de um lápis)
  • Inchaço abdominal, sensação de plenitude ou dores abdominais
  • Cólicas abdominais frequentes
  • Sensação de que o intestino não esvazia completamente
  • Perda de peso inexplicável
  • Fadiga persistente

Diagnóstico

Se suspeitar de um cancro colorretal deverá consultar o seu médico e efetuar uma retossigmoidoscopia ou uma colonoscopia. Estes exames são realizados com um instrumento chamado colonoscópio. Um colonoscópio é um tubo flexível com uma câmara fixa a uma extremidade e que, ao ser inserido no reto e no cólon, permite visualizar e biopsar pólipos ou cancros localizados nesta porção do intestino.

Para confirmar, ou estadiar, o cancro colorretal podem ser usados outros exames de imagem e laboratoriais como por exemplo radiografias, tomografia computorizada (TAC) e análises de sangue.

Prevenção

A melhor defesa contra o cancro colorretal é o rastreio regular. Os testes de rastreio são concebidos para encontrar e remover os pólipos antes de se tornarem cancerosos.

 Actualmente é recomendado que todos os adultos iniciem o rastreio aos 50 anos de idade. No entanto, aquelas pessoas de maior risco devem iniciar o rastreio mais cedo, em especial se:

  • Tiverem sido diagnosticados pólipos antes dos 50 anos de idade.
  • Tiverem uma doença inflamatória intestinal, incluindo a colite ulcerosa ou a doença de Crohn
  • Tiverem uma doença genética que aumente a probabilidade de desenvolver cancro colorretal.
  • Tiverem um ou mais familiares em primeiro grau (pais ou irmãos) a quem foi diagnosticado um cancro do cólon antes dos 50 anos de idade.

Os métodos de rastreio recomendados incluem:

  • Exame por toque rectal. Neste exame o médico insere um dedo com luva no ânus para procurar nódulos ou massas anormais. Este exame não deve ser utilizado como único método de rastreio.
  • Pesquisa de sangue oculto nas fezes. Este teste permite detectar pequenas quantidades de sangue nas fezes. Contudo, o sangue nas fezes não significa necessariamente que tenha cancro do cólon.
  • Retossigmoidoscopia. Um colonoscópio é utilizado para examinar o reto e parte do cólon.
  • Colonoscopia. Um colonoscópio é utilizado para examinar todo o cólon e reto.
  • Colonoscopia virtual. São obtidas imagens do cólon através de uma tomografia computorizada (TAC) abdominal especial.

O exercício físico diário e uma dieta pobre em gorduras saturadas estão associados a baixo o risco de cancro colorretal. Tomar aspirina ou ácido fólico todos os dias pode igualmente reduzir o risco, mas discuta com o seu médico antes de iniciar qualquer destes medicamentos.

Tratamento

A cirurgia constitui o principal tratamento para o cancro colorretal, mas com frequência é necessário realizar também quimio ou radioterapia.

A extensão da cirurgia e a possibilidade de precisar de tratamento após a cirurgia depende:

  • Do cancro se localizar apenas no cólon ou no reto.
  • Do estádio da doença, ou seja de quanto este se disseminou.

Os estádios do cancro colorretal e as recomendações de tratamento para além da cirurgia são as seguintes:

  • Estádio 0. O cancro permanece na camada interna do cólon ou do revestimento rectal. Não se recomenda qualquer tratamento após a cirurgia para remover pólipos ou cancro.
  • Estádio I. O cancro cresceu através da parede interior do reto ou do revestimento interno do cólon e das camadas subjacentes, mas não atravessou a parede do cólon. Normalmente não é recomendado qualquer tratamento após a remoção cirúrgica.
  • Estádio II. O cancro cresceu através da parede do cólon ou do reto, mas não se espalhou para os gânglios linfáticos próximos. Pode ser recomendado iniciar quimioterapia após a cirurgia em alguns casos de cancro do cólon. No cancro do reto, a quimioterapia e a radioterapia podem ser utilizadas antes ou após a cirurgia.
  • Estádio III. O cancro espalhou-se para gânglios linfáticos próximos, mas não para outras partes do corpo. No cancro do cólon é normalmente recomendada quimioterapia após a cirurgia, enquanto no cancro do reto são normalmente proporcionadas quimioterapia e radioterapia, antes ou após a cirurgia.
  • Estádio IV. O cancro espalhou-se para órgãos distantes. Aqui o tratamento é paliativo e consiste em quimioterapia, radioterapia ou ambas, apenas para aliviar os sintomas do cancro avançado e, no caso de cancro do reto, para tentar prevenir a obstrução do reto. Ocasionalmente, é necessário remover o cancro dos locais para onde este se espalhou.

Cancro do cólon

A cirurgia para o cancro do cólon deve remover a área cancerosa do cólon, algum tecido normal circundante e os gânglios linfáticos próximos.

O tempo de recuperação depende de vários fatores, incluindo a idade do doente, do seu estado geral e da extensão da cirurgia.

Cancro do reto

O tratamento para o cancro do reto combina frequentemente a cirurgia com a quimioterapia e a radioterapia, realizadas antes ou após a cirurgia.

Os cancros retais em estádio inicial podem requerer apenas a remoção de pólipos, mas os de fase tardia podem requerer a remoção do reto, do ânus e de parte do cólon. Nalguns destes poderá ser necessário redirecionar o cólon através de um orifício no abdómen de forma a criar um novo caminho para o corpo eliminar os resíduos (colostomia).

Quando contactar um médico

Consulte o seu médico para realizar oportunamente o rastreio regular do cancro colorretal. Discuta com ele se tiver alguns sinais ou sintomas de cancro colorretal.

Prognóstico

As perspectivas para o cancro colorretal dependem do estádio da doença. Praticamente todas as pessoas com um cancro em estádio 0 sobrevivem cinco anos ou mais. As perspetivas são obviamente menos favoráveis para pessoas com cancro em estádio IV.

Informação adicional

Institutos de Oncologia em Portugal

http://www.ipolisboa.min-saude.pt/ (Lisboa)

http://www.ipoporto.min-saude.pt/Homepage (Porto)

http://www.croc.min-saude.pt/ (Coimbra)

Alto Comissariado da Saúde – Coordenação Nacional para as Doenças Oncológicas

http://www.acs.min-saude.pt/pt/doencas-oncologicas/

Liga Portuguesa Contra o Cancro

http://www.ligacontracancro.pt/

Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia

http://www.spg.pt/

Instituto Nacional de Câncer (Brasil)

http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/inca/portal/home/

http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/colorretal/definicao

Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO)

http://www.esmo.org/

Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO)
http://www.cancer.net/portal/site/patient

http://www.cancer.net/patient/Cancer+Types/Colorectal+Cancer

 

Uma resposta to “Cancro colorretal”

  1. Cancro Colorretal « Programa Harvard Medical School – Portugal Says:

    […] o artigo aqui: Cancro Colorretal Share this:TwitterFacebookGostar disto:GostoBe the first to like this . Na categoria Cancro, […]


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