O qué uma Insónia?

Fonte: 

Tradução e Edição de Imagem Científica:

Adaptação Científica:

Drª.Carolina Vaz Macedo

Validação Científica:

Prof. João Relvas

Leia o artigo aqui:

O que é?

A insónia é a dificuldade em dormir o suficiente ou a dificuldade em dormir sem interrupção. A pessoa pode ter dificuldade em adormecer, pode acordar demasiado cedo ou pode acordar periodicamente durante a noite. Uma insónia de qualquer tipo pode impedir a pessoa de se sentir repousada e revigorada durante o dia.
Quase todas as pessoas têm episódios de insónia em alguma altura da sua vida, mas nem para todas as pessoas as insónias são um problema de curta duração. As insónias são classificadas como crónicas quando ocorrem praticamente todas as noites durante pelo menos um mês. Podem estar relacionadas com uma doença médica ou psiquiátrica, podem ser causadas por uma situação de stress mental ou de excitação ou podem estar dependentes dos hábitos da pessoa durante o dia e na altura de deitar.
Os hábitos e meio ambiente da pessoa constituem causas habituais das insónias de curta duração. Os seguintes factores podem contribuir para insónia:
  • Stress ou ansiedade
  • Alteração no meio ambiente para dormir (estar hospedado num hotel ou em casa de um familiar)
  • Meio ambiente desconfortável para dormir (demasiado quente, demasiado frio, com luminosidade excessiva ou demasiado ruidoso)
  • Colchão desconfortável
  • Pijama demasiado apertado
  • Ter um parceiro de cama que ressona ou que tem padrões do sono perturbadores 
  • Ver televisão, ler um livro ou resolver problemas na cama, fazendo com que o cérebro associe estar deitado na cama com outras actividades que não o dormir
  • Ingerir uma refeição pesada antes de deitar
  • Tomar um medicamento sujeito a prescrição médica que tenha como efeito secundário insónias
  • Ingerir bebidas alcoólicas antes de deitar
  • Ingerir muita cafeína (no café, chá ou coca-cola) durante o dia
  • Tabagismo
  • Fazer exercício físico imediatamente antes de deitar
  • Não fazer exercício suficiente durante o dia, levando a que tenha energia por libertar
  • Tomar um banho quente de imersão ou de chuveiro antes de deitar
  • Viajar para uma região com um fuso horário diferente
  • Viajar para uma zona com uma altitude muito mais elevada
  • Trabalhar por turnos.
 
As grávidas são particularmente susceptíveis às insónias devido às alterações hormonais, à azia, às cãibras ou à necessidade de urinar com uma maior frequência. Além disso, o aumento de tamanho do feto torna frequentemente mais difícil para a mãe encontrar uma posição confortável para dormir.
As insónias crónicas podem ser causadas por um problema médico ou psiquiátrico. Algumas causas comuns de insónias crónicas incluem:
  • Doenças psiquiátricas, como depressão ou perturbações da ansiedade
  • Doenças médicas crónicas, como doença renal, insuficiência cardíaca ou asma
  • Doenças dolorosas, como doenças reumáticas, neuropatias, refluxo esofágico ou cancro
  • Desequilíbrio hormonal, como a peri-menopausa ou o hipertiroidismo
  • Tomar um medicamento sujeito a prescrição médica que causa insónias como efeito secundário
  • Síndrome das pernas inquietas ? esta perturbação causa sensações desconfortáveis nas pernas, podendo as manifestações incluir contracções das pernas, um hábito de efectuar movimentos repetitivos com as pernas e cãibras nas pernas
  • Apneia obstrutiva do sono.
A apneia do sono é um problema comum. No entanto, muitas vezes as pessoas que sofrem desta situação não têm consciência dela. Os indivíduos que ressonam ou que têm excesso de peso podem ter episódios repetidos em que a respiração pára durante 10 a 30 segundos durante o sono, na altura em que a pessoa está a relaxar e a entrar num sono mais profundo.
A apneia do sono é habitualmente causada pelo relaxamento da língua e dos tecidos da garganta, que podem colocar-se numa posição que encerra as vias aéreas. O corpo reage à apneia do sono libertando hormonas de “alarme” do tipo da adrenalina que vão acordar a pessoa e fazer com que esta recomece a respirar.
 
Manifestações clínicas
As manifestações de insónia podem incluir:
  • Dificuldade em adormecer
  • Acordar periodicamente durante a noite
  • Acordar de manhã cedo sem se sentir repousado
  • Sensação de cansaço e irritabilidade durante o dia
  • Dificuldade de concentração.
Diagnóstico
O médico pode conseguir determinar a causa das insónias interrogando o doente sobre os seus hábitos e meio ambiente em que dorme, revendo os seus sintomas e examinando-o. O médico pode sugerir a manutenção de um diário dos padrões do sono para proporcionar um registo exacto do número de horas que a pessoa dorme, a que horas acorda e se existem sintomas que constituam um factor desencadeante para os despertares.

Se o médico suspeitar que as insónias são causadas por uma doença médica, pode ser necessária a realização de exames adicionais. Em alguns doentes, irá proceder-se a um estudo do sono durante uma noite no hospital ou numa clínica do sono, com monitorização das ondas cerebrais, do padrão de respiração e dos níveis de oxigénio, bem como dos movimentos do corpo.

Evolução clínica

As insónias podem durar apenas uma ou duas noites ou podem prolongar-se durante semanas, meses ou anos. A duração das insónias depende da sua causa e do sucesso das alterações do estilo de vida e do tratamento.

Prevenção
É útil manter hábitos que promovam um sono saudável:
  • Manter um horário regular do sono: manter uma rotina de adormecer e de acordar aproximadamente à mesma hora todas as manhãs
  • Dormir com vestuário largo e confortável numa cama confortável
  • Eliminar todas as fontes de ruído ou luzes intensas que impeçam ou perturbem o sono; se os ruídos exteriores ao quarto não puderem ser eliminados, pode ser útil encobrir esse ruído criando um ruído monótono próprio (usar uma ventoinha, um canal de rádio com ruído estático ou uma gravação do som das ondas do oceano para produzir um som que ajude a pessoa a adormecer)
  • Manter uma temperatura confortável no quarto
  • Reduzir o consumo de bebidas contendo cafeína durante o dia, uma vez que os efeitos estimulantes da cafeína podem prolongar-se durante muitas horas
  • Evitar as refeições pesadas antes de deitar
  • Eliminar o álcool, uma vez que muitas pessoas têm insónias quando o efeito do álcool se desvanece
  • Praticar exercício físico diariamente, de preferência no início do dia
  • Se a pessoa ler antes de dormir, deve fazê-lo numa cadeira ou noutro quarto
  • Ponderar dormir numa cama separada ou num quarto separado se o parceiro mantiver a pessoa acordada.

Se uma pessoa sofrer de insónias crónicas devido a dores crónicas, a uma doença médica ou a problemas psiquiátricos, deve procurar com prontidão tratamento para o seu problema de saúde. Não se deve assumir que a insónia é uma consequência inevitável da doença.

Tratamento
As alterações do meio ambiente e dos hábitos ao deitar que podem promover o sono constituem geralmente a forma mais importante de controlar as insónias.
Podem igualmente ser utilizadas terapêuticas comportamentais para tratar alguns doentes com insónias. Estas terapêuticas incluem:
  • Terapêutica de relaxamento — técnicas especiais para tranquilizar a mente e relaxar os músculos.
  • Restrição do sono — um programa que inicialmente permite apenas algumas horas de sono por noite e, em seguida, aumenta gradualmente o tempo de sono durante a noite.
  • Recondicionamento — um programa que ensina o doente a associar a cama apenas ao sono (e à actividade sexual) fazendo com que o doente vá para a cama apenas quando está sonolento e evitando as sestas durante dia.

Se as insónias constituírem um dos sintomas de uma doença médica, o tratamento do problema subjacente pode ser o suficiente. Por exemplo, o tratamento da síndrome das pernas irrequietas com medicamentos específicos ou da apneia do sono com uma máscara especial pode melhorar de forma acentuada a qualidade do sono.

O médico pode prescrever comprimidos para dormir para uma utilização de curta duração ou ocasional. Actualmente existe uma grande diversidade de medicamentos que podem ser utilizados para este fim. Alguns actuam rapidamente e são mais úteis se a pessoa tiver dificuldade em adormecer. Outros têm uma duração de acção mais prolongada, devendo ser utilizados quando o problema reside na dificuldade em manter o sono. As pessoas idosas devem evitar os medicamentos de acção mais longa, uma vez que a sedação pode prolongar-se por muito mais do que oito ou nove horas.

A melatonina, também vendida como um suplemento dietético, resulta para algumas pessoas mas não para outras. Este produto apresenta um bom perfil de segurança quando utilizado nas doses indicadas no rótulo.

Quando contactar um médico

Contacte o médico se estiver preocupado com a dificuldade em dormir, especialmente se um sono insuficiente ou perturbado estiver a interferir com a sua capacidade para funcionar normalmente durante o dia. As insónias constituem um problema médico urgente se as dificuldades com o sono fizerem com que seja pouco segura a condução de veículos automóveis ou a realização de tarefas potencialmente perigosas na actividade profissional.

Prognóstico
Em muitas pessoas com insónias, os padrões normais do sono regressam ao fim de alguns dias, especialmente se um factor do estilo de vida (stress, o hábito de consumir refeições pesadas antes de deitar, uma alteração no fuso horário) desaparecer ou for modificado.
Nas pessoas com insónias crónicas, o prognóstico depende do problema subjacente. Nas pessoas com uma apneia do sono obstrutiva, a maioria sente alívio quando usa durante a noite uma mascara nasal que proporciona uma pressão de ar contínua ligeira através da boca e do nariz. Esta máscara deve ser prescrita por um médico.
Informação adicional
Associação Portuguesa de Sono
Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental
Alto Comissariado da Saúde
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