Colonoscopia

Fonte:

 

Tradão e Edição de Imagem Científica:

Adaptação Científica:

Drª.Carolina Vaz Macedo

Validação Científica:

Prof. Carla Rolanda

O que é?

A colonoscopia total é um exame da totalidade do cólon, isto é, do intestino grosso. A colonoscopia total é semelhante a outro tipo de exame denominado rectossigmoidoscopia (ou colonoscopia esquerda), que permite observar apenas a última parte do cólon. Para realizar uma colonoscopia, o médico utiliza um aparelho denominado colonoscópio, que é um tubo flexível com uma pequena câmara e uma luz na extremidade. Usando tecnologia de fibra óptica e um pequeno chip, o colonoscópio transmite as imagens para um ecrã de vídeo à medida que percorre o interior do cólon.

Durante a colonoscopia, o médico pode avaliar o cólon para verificar a presença de massas anormais denominadas pólipos, de zonas de hemorragia e de outros problemas, tais como uma colite (inflamação do cólon). O procedimento pode demorar uma hora e é realizado numa sala especial de endoscopia ou na área ambulatória de um hospital. Embora o colonoscópio seja lubrificado e muito flexível, o doente poderá ser ligeiramente sedado para minimizar o desconforto. Dependendo das condições do local onde a colonoscopia seja realizada e da disponibilidade de presença de um anestesista, poderá ainda existir a opção de uma sedação mais profunda, em que a pessoa não terá memória do exame.

Para que é usada

A colonoscopia é utilizada para observar o revestimento interno ou mucosa do cólon, sendo útil para a detecção do cancro do cólon, de pólipos, de inflamação e de outros problemas do aparelho gastrointestinal. Para efectuar um rastreio de rotina do cancro do cólon, o médico pode recomendar a realização de uma colonoscopia com intervalos de 5 a 10 anos. A colonoscopia deve começar mais cedo nas pessoas com um risco elevado de cancro colorrectal devido a uma história familiar deste tipo de cancro, a doença inflamatória intestinal crónica ou a determinadas síndromes hereditárias, incluindo a polipose adenomatosa familiar. A colonoscopia regular realizada com intervalos mais curtos é igualmente recomendada para qualquer pessoa a quem tenha sido removida uma massa cancerosa ou um pólipo – lesão pré-maligna do cólon.

A colonoscopia pode ser realizada como exame de seguimento depois de uma pesquisa de sangue oculto nas fezes positiva, podendo igualmente ser utilizada para identificar a fonte da hemorragia rectal ou para confirmar se existem áreas de colite (inflamação do cólon) numa pessoa que apresenta sintomas.

Se o médico observar uma área suspeita durante uma colonoscopia, pode usar um instrumento introduzido pelo canal de trabalho do colonoscópio para realizar uma biópsia, isto é, para obter uma pequena amostra de tecido que será subsequentemente examinada num laboratório. Se for encontrado um pólipo durante uma colonoscopia, o médico pode usar um instrumento específico mais propriamente uma ansa metálica com electrocoagulação, para o remover na sua totalidade e então ser enviado para um laboratório para análise.

Preparação

O intestino deve estar vazio durante a colonoscopia para permitir ao médico visualizar adequadamente a parede intestinal. Para ajudar a esvaziar o intestino, o médico irá fornecer ao doente orientações específicas sobre a utilização de laxantes no dia que antecede o procedimento. Médicos diferentes podem recomendar diferentes regimes de laxantes, com ou sem enemas/clísteres. Nalguns casos, o doente irá igualmente necessitar de seguir uma dieta líquida durante um ou dois dias antes do procedimento, com um jejum total depois da meia-noite da véspera do exame. O médico irá dar ao doente detalhes mais exactos sobre a dieta quando programar a colonoscopia. Uma vez que o doente irá receber medicamentos que podem fazer com que se sinta sonolento, deve pedir a um amigo ou a um familiar para o levar do consultório médico para casa.

Como é realizada

O doente deve colocar uma bata do hospital e um calção apropriado e deitar-se de lado na marquesa (sobre o lado esquerdo) com os joelhos dobrados. Serão monitorizados os seus sinais vitais, particularmente o pulso e a pressão arterial. Se o exame for realizado sob sedação ou anestesia, será colocado no dedo ou na orelha um sensor para avaliar a oximetria de pulso (para medir o nível da saturação de oxigénio no sangue), podendo ainda ser colocados no peito eléctrodos para registar o electrocardiograma (ECG), de forma a monitorizar os batimentos cardíacos. É-lhe administrada medicação que o irá sedar ligeiramente (ou de forma mais profunda consoante a opção). O médico irá inserir um colonoscópio flexível, lubrificado, no recto e, consoante o necessário, irá insuflar uma pequena quantidade de ar para distender o intestino e facilitar a visualização. O médico pode igualmente obter uma amostra de fezes ou uma biópsia do interior do intestino.

Seguimento

Depois de ter terminado a colonoscopia, o doente pode vestir-se. No entanto, uma vez que ainda se pode sentir sonolento com a medicação, um amigo ou um familiar deve ajudá-lo a ir para casa. Pode sentir a eliminação do gás que foi insuflado no intestino durante o exame e com isso aliviar algum possível desconforto.

O doente pode retomar a sua dieta normal logo que o desejar. Se o médico tiver procedido à colheita de uma amostra de fezes ou se tiver realizado uma biópsia durante o exame, o doente deve contactá-lo posteriormente para saber os resultados.

Riscos

As complicações graves, incluindo uma hemorragia importante, ou uma perfuração ou lesão da parede do cólon, ocorrem em aproximadamente 1 a 3 em cada 1.00 colonoscopias.

Quando contactar um profissional

O doente deve contactar imediatamente o médico se verificar a existência de uma hemorragia rectal depois de uma colonoscopia ou se sentir tonturas, fraqueza, falta de ar ou tiver palpitações. Deve fazê-lo igualmente se tiver náuseas, vómitos, cólicas abdominais ou qualquer outro tipo de dores abdominais com agravamento progressivo, ou ainda se desenvolver febre, calafrios, dores de cabeça intensas ou dores musculares.

Informação adicional

Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia

http://www.spg.pt/

 

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