Tabagismo: Um inimigo da longevidade?

Fonte: 

Tradão e Edição de Imagem Científica:

 

Adaptação Científica:

Dr. Nuno Ferreira

Validação Científica:

Prof. António Vaz Carneiro

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre Dependências pelo Dr. Carlos Martins: Tabagismo

Faça o Quiz aqui: Questionário sobre Tabagismo

Leia o artigo aqui:

Apesar dos malefícios causados pelo tabaco terem sido detalhados exaustivamente, há ainda muitas pessoas que começam, ou não abandonam, o acto de fumar. Segundo um estudo recente do departamento de epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge quase 27.6% dos homens e 10.6% das mulheres continuam a fumar. Felizmente, entre as pessoas com idade igual ou superior a 65 anos, a percentagem de fumadores é mais baixa, na ordem dos 12.6%.

Se quiser viver uma vida longa e saudável, certifique-se de que se encontra incluído no grupo dos não fumadores.. Uma linha de investigação extensa indica que o tabagismo aumenta o risco de mais de 10 cancros diferentes, desde o cancro do pulmão e o cancro da bexiga até à leucémia mielóide. Por exemplo um estudo publicado no Journal of the National Cancer Institute verificou que as pessoas que tinham fumado durante pelo menos 20 anos apresentavam um aumento significativo no risco de morrerem devido a um cancro colorrectal – os homens em 32% e as mulheres em 41% – em comparação com as pessoas que nunca tinham fumado. O tabagismo passivo também mata, sendo responsável por um número considerável de mortes, apesar de inferior ao número de mortes nos fumadores devido a complicações do tabagismo crónico.

O tabagismo contribui para a doença cardíaca, a osteoporose, o enfisema pulmonar, o acidente vascular cerebral entre outras. Dificulta bastante a respiração durante o exercício físico e, deste modo, pode tornar a actividade física menos agradável. Parece comprometer igualmente a memória.

Mas nem tudo são más notícias. As pessoas que deixam de fumar podem reparar uma parte, senão a totalidade, das lesões que anos de fumo prévio provocaram. Depois de um fumador deixar de fumar, o risco de doença cardíaca começa a diminuir ao fim de alguns meses e, após decorridos cinco anos, é semelhante ao de uma pessoa que nunca tenha fumado. De acordo com um estudo realizado em pessoas com idade compreendida entre 34 e 55 anos, o risco de acidente vascular cerebral desce para níveis idênticos aos de um não fumador ao fim de dois a quatro anos depois de um fumador abandonar o hábito. A taxa de mortalidade devido ao cancro colorrectal também diminuiu em cada ano após o início da abstinência. Em qualquer idade, deixar de fumar diminui progressivamente o risco de morrer de um cancro relacionado com o tabaco, embora esta diminuição seja mais marcada nos indivíduos que deixam de fumar antes dos 50 anos de idade.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: