Carcinoma pavimento-celular da pele

Fonte:

 

Tradão e Edição de Imagem Científica:

Adaptação Científica:

Dr. André Carvalho

Validação Científica:

Prof.Américo Figueiredo

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre Cancro, pelo Prof. Ricardo da Luz: Cancro de Pele

Leia o artigo aqui:

O que é?

As células espinhosas também chamadas queratinócitos são células pequenas e achatadas que constituem a camada mais superficial da pele, designada de epiderme. Quando estas células se tornam cancerosas, elas evoluem tipicamente para tumores planos, salientes ou ulcerados, rodeados por vezes por pele vermelha e inchada – carcinoma pavimento-celular ou espinho-celular da pele.

A maior parte dos casos de carcinoma espinho-celular ocorre em pessoas que passaram muito tempo ao sol devido à sua profissão ? especialmente as de pele clara e olhos azuis. Alguns casos desenvolvem-se numa pele que foi lesada ou exposta a agentes químicos, físicos ou biológicos, como alguns vírus, que podem causar cancro. Este tipo de cancro de células pavimentosas pode desenvolver-se em:

  • Queratoses actínicas ou arsenicais

  • Cicatrizes viciosas de queimadura ou úlceras de longa duração

  • Escroto, pernas e tronco de trabalhadores expostos a químicos agressivos e a agentes como o alcatrão e a fuligem

  • Pele afectada por verrugas genitais (alguns serótipos do vírus do papiloma humano)

  • Em doentes de psoríase que foram tratados com determinadas terapêuticas, nomeadamente ultravioletas e imunossupressores.

 As pessoas com um sistema imunitário enfraquecido também apresentam um risco especialmente elevado de desenvolverem um cancro de células espinhosas. Nesta situação estão incluídas as seguintes:

  • VIH-positivas

  • que receberam um transplante de órgão

  • que estão a tomar medicamentos citotóxicos ou imunossupressores por qualquer outra razão.

Quando é identificado e removido precocemente, o carcinoma espinho-celular tem pouca probabilidade de dar complicações. Mas se o cancro não for removido enquanto é de pequenas dimensões para além de deixar uma cicatriz, pode já se ter espalhado para os gânglios linfáticos ou pelo sangue para outras partes do corpo. O carcinoma espinho-celular tem uma maior propensão para se espalhar quando se localiza nos lábios, orelhas, órgãos genitais e pernas.

Manifestações clínicas 

O carcinoma espinho-celular da pele surge geralmente como um pequeno nódulo duro ou mancha indolor da pele, por vezes rodeado por uma área vermelha e inchada. O cancro propriamente dito pode ser uma área de descamação bem delimitada, coberta de crostas, com o aspecto de uma verruga ou de um nódulo com ou sem ferida aberta no centro.

Embora o carcinoma espinho-celular se possa desenvolver em qualquer parte do corpo, os locais mais comuns são:

  • a cabeça, incluindo a face, os lábios, as orelhas e a mucosa oral

  • as pernas

  • o dorso das mãos e os braços.

Diagnóstico

Se for encontrada uma lesão suspeita ao examinar a sua pele, poderá ter de ser removida uma pequena amostra para ser examinada num laboratório (biópsia). Ocasionalmente, pode também ser removida a totalidade da área anormal realizando-se, desta forma, uma biópsia excisional.

No laboratório, um patologista irá examinar o tecido ao microscópio para confirmar a presença de um cancro da pele. Se assim for, o patologista irá observar as margens (bordos) e o fundo da amostra e caso o carcinoma esteja presente nesta área terá de ser realizada uma outra intervenção para assim ser removido o cancro restante.

O carcinoma espinho-celular que se tenha desenvolvido na pele, apresenta geralmente um crescimento lento. Porém, se for negligenciado e crescer até ter mais de 2 cm de diâmetro, ele vai apresentar uma probabilidade três vezes superior de se disseminar quando comparado com um cancro de menores dimensões.

Prevenção

Uma vez que o carcinoma espinho-celular está relacionado com a exposição ao sol, é necessário de tomar algumas medidas preventivas:

  • Aplicar, nas áreas expostas, protector solar antes de sair de casa. Escolha um com um factor de protecção solar (SPF) de, pelo menos, 30 e certifique-se de que ele protege tanto contra os raios ultravioleta A como contra os raios ultravioleta B.

  • Utilizar protector solar nos lábios. Escolha um próprio para os lábios, com um SPF de, pelo menos, 30.

  • Não se expôr ao sol quando ele está mais forte, isto é, entre as 11 horas da manhã e as 17 horas.

  • Usar óculos de sol certificados que protejam contra a luz ultravioleta.

  • Usar calças compridas, camisa com mangas compridas e um chapéu com abas largas.

Se tomar medicamentos e passar bastante tempo ao ar livre, pergunte ao seu médico se necessita de tomar algumas precauções adicionais. Alguns medicamentos aumentam a sensibilidade ao sol e portanto o risco de lesões da pele, nomeadamente determinados antibióticos e medicamentos utilizados para tratar doenças psiquicas, a pressão arterial elevada, a insuficiência cardíaca e a acne. Além destes, alguns produtos cosméticos que contêm ácidos alfahidroxíácidos podem tornar a sua pele mais vulnerável às lesões provocadas pelo sol.

Se um carcinoma espinho-celular se desenvolver na pele, é possível limitar a progressão da lesão se a detectar precocemente. Para isto, examine a sua pele cuidadosamente com intervalos de um a dois meses. Utilize um espelho para ver as costas, os ombros e outras áreas que são difíceis de observar.

Tratamento

 

Existem muitas formas de tratar o carcinoma espinho-celular que não se disseminou. Estas incluem:

  • Retirar o cancro e uma pequena quantidade de tecido saudável à sua volta. Se for removida uma área grande de pele, pode ser necessário um enxerto cutâneo para a reparação.

  • Curetar o cancro com um instrumento cirúrgico. O médico utiliza ainda uma sonda eléctrica ou LASER de CO2 para matar quaisquer células cancerosas que tenham sido deixadas.

  • Congelar as células cancerosas com uma substância química chamada azoto líquido. Este tratamento é geralmente reservado para tumores muito pequenos e para manchas rugosas da pele que podem predecer o aparecimento de lesões cancerosas..

  • Retirar o cancro, retirando uma área de cada vez. Cada camada é examinada ao microscópio após ter sido removida de forma sequencial até se ver que se chegou a tecido são, ajudando a preservar a maior quantidade possível de pele saudável.

  • Aplicar medicamentos citotóxicos ou imuno-estimulantes directamente sobre a lesão ou injectá-los no tumor.

  • Utilizar um feixe estreito de LASER de CO2  para destruir o cancro.

A escolha do tratamento ideal depende de muitos factores, incluindo o tamanho e a localização do cancro, se voltou a aparecer depois dum tratamento prévio e da idade e do estado de saúde geral do doente.

Uma vez terminado o tratamento deverão ser programados exames regulares de seguimento com intervalos de três meses durante o primeiro ano e de cerca de seis meses em seguida.

Quando contactar o seu médico

Contacte o seu médico ou um dermatologista (um médico especializado em problemas da pele) se notar que tem um nódulo ou uma mancha anormal na sua pele ou se tiver uma ferida que não cicatriza.

Prognóstico

Na maior parte dos casos, o prognóstico é excelente. De um modo geral, 95 a 98% dos carcinomas espinho-celulares podem ser curados se forem tratados precocemente. Quando um carcinoma espinho-celular se espalhou para além da pele, menos de metade dos doentes sobrevive passados cinco anos, mesmo com tratamentos agressivos.

Informação Adicional

Institutos de Oncologia em Portugal

http://www.ipolisboa.min-saude.pt/ (Lisboa)

http://www.ipoporto.min-saude.pt/Homepage (Porto)

http://www.croc.min-saude.pt/ (Coimbra)

Alto Comissariado da Saúde – Coordenação Nacional para as Doenças Oncológicas

http://www.acs.min-saude.pt/pt/doencas-oncologicas/

Liga Portuguesa Contra o Cancro

http://www.ligacontracancro.pt/

Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia

http://www.dermo.pt/default.asp

Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo

http://www.apcc.online.pt/

Instituto Nacional de Câncer (Brasil)

http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/inca/portal/home/

Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO)

http://www.esmo.org/

Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO)

http://www.cancer.net/portal/site/patient

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