Cancro do ovário

Fonte:

 

Tradão e Edição de Imagem Científica:

 

Adaptação Científica:

Dr. André Carvalho

Validação Científica:

Dr. Ricardo da Luz

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre Cancro pelo Prof. Ricardo da Luz: Cancro do Ovário

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Leia aqui o artigo:

O que é?

O cancro do ovário é o crescimento descontrolado de células anormais nos ovários. Os ovários são os órgãos reprodutores femininos que produzem os óvulos e hormonas sexuais, como os estrogénios.

As células do cancro do ovário podem formar-se em três áreas distintas:

  • na superfície de um ovário (o tumor mais comum)

  • nas células produtoras de óvulos de um ovário

  • em tecidos no interior de um ovário.

O cancro do ovário com frequência não causa quaisquer sintomas, até se disseminar para fora do ovário. É muito difícil detectar a doença durante um exame ginecológico, antes deste estadio tardio. Antes de a doença estar disseminada, os sinais ou sintomas, como micções frequentes e aumento do volume do abdómen, podem ser vagos ou ligeiros e atribuídos a outros problemas. Por estas razões, a maior parte dos cancros do ovário não é diagnosticada até aos estadios tardios da doença, o que conduz a mais mortes do que qualquer outro cancro, no sistema reprodutor feminino.

A ciência médica está actualmente a tentar desenvolver testes para que se consiga detectar o cancro do ovário nos seus estadios iniciais, altura em que é mais provável que seja curado ou controlado.

Não se conhece exactamente a causa do cancro do ovário. No entanto, algumas situações aumentam o risco como por exemplo, a história de cancro do ovário, mama ou cólon, num familiar directo (irmã, mãe ou filha).

Alguns grupos de mulheres, tais como as mulheres de ascendência da Europa de Leste, têm uma maior probabilidade de serem portadoras dos genes do cancro da mama, BRCA1 e BRCA2, que também se associam ao cancro do ovário.

A probabilidade de desenvolvimento de um cancro do ovário aumenta com a idade. A maior parte dos cancros do ovário ocorrem em mulheres com idade superior a 50 anos e, em especial, naquelas com idade superior a 60 anos que nunca tiveram filhos.

Manifestações clínicas

O cancro do ovário geralmente não causa sintomas antes de estar disseminado e mesmo nessa altura, estas queixas não são específicas. Elas podem incluir:

  • desconforto e dores abdominais, especialmente na parte inferior do abdómen

  • inchaço abdominal

  • urinar frequentemente

  • aumento ou diminuição súbita do peso

  • hemorragias vaginais anormais.

Diagnóstico

Só muito raramente um médico consegue encontrar sinais de cancro do ovário nos estadios iniciais, ou seja, antes de se ter disseminado para fora do ovário. Por vezes pode acontecer acidentalmente, quando se encontra um ovário aumentado no tamanho e com uma consistência mais dura. A ecografia pélvica é o exame de eleição para ajudar a diagnosticar a doença num estadio inicial (a ecografia utiliza ultra-sons para criar imagens de órgãos e de outras estruturas). No entanto, os ovários parecem frequentemente normais nos estadios iniciais da doença.

A tomografia computorizada (TAC) e a ressonância magnética nuclear (RMN) podem ajudar a identificar um ovário deformado ou aumentado de tamanho, permitindo também revelar outros aspectos que podem indicar a presença de cancro.

O doseamento no sangue de um marcador tumoral, como o CA-125, pode ajudar a confirmar um cancro do ovário, mas a utilidade deste teste é limitada, uma vez que mesmo em doenças não cancerosas os níveis de CA-125 podem ,também, estar elevados.

A única forma de ter a certeza de que está presente um cancro é fazer uma biópsia, removendo um pequeno fragmento de tecido do ovário e avaliando-o ao microscópio, para verificar se existem alterações cancerosas.

Prevenção

O uso de contraceptivos orais reduz o risco de cancro do ovário para metade, possivelmente, devido ao facto de estes medicamentos prevenirem a ovulação (libertação de um óvulo do ovário todos os meses). Este efeito protector da pílula é maior nas mulheres que a utilizam durante quatro anos ou mais. A amamentação, que também reduz o número de vezes que a mulher tem a ovulação, pode reduzir igualmente o risco de cancro do ovário.

Dado o risco elevado para desenvolver um cancro do ovário, aquelas mulheres que sabem ser portadoras do gene BRCA1 ou BRCA2, deverão considerar a possibilidade de serem submetidas a uma operação para remoção dos ovários antes do cancro se desenvolver.

Tratamento

O cancro do ovário é geralmente tratado através da cirurgia, o que na maioria dos casos consiste na remoção dos ovários, trompas de Falópio (estruturas que ligam os ovários ao útero), útero e colo do útero. Pode ser igualmente necessário retirar o tecido fino que cobre o estômago e os intestinos, assim como os gânglios linfáticos próximos.

Em geral, após a cirurgia é usada quimioterapia para tentar destruir quaisquer células cancerosas remanescentes. Este tratamento pode ser infundido, directamente no abdómen,  para atingir quaisquer células cancerosas no revestimento do abdómen, ou então ser tomada por via oral ou endovenosa. A radioterapia é raramente utilizada.

O propósito da quimioterapia e da radioterapia é atingir as células cancerosas, mas estes tratamentos afectam igualmente as células saudáveis, pelo que com frequência surgem efeitos secundários. Estes dependem do tipo de tratamento e da sua duração e podem incluir:

  • anemia (uma contagem baixa de glóbulos vermelhos)

  • infecções (devido a uma contagem baixa de glóbulos brancos)

  • equimoses fáceis e problemas com a coagulação do sangue devido a uma contagem baixa de plaquetas

  • náuseas e vómitos

  • queda do cabelo

  • diarreia.

Quando contactar o seu médico

Consulte o seu médico se notar algum destes sintomas:

  • desconforto ou dores abdominais que não desaparecem ou que se agravam

  • inchaço abdominal

  • náuseas ou diarreia inexplicadas e que não desaparecem ou que se agravam

  • urinar frequentemente

  • aumento ou perda súbita de peso

  • hemorragia vaginal anormal.

Os sintomas de cancro do ovário são vagos e frequentemente atribuídos a outros problemas. Se apresentar um risco elevado de cancro do ovário, é importante que inicie ou mantenha exames ginecológicos regulares. Vigie igualmente o aparecimento de sintomas suspeitos, em especial, se apresentar um risco elevado de desenvolvimento de cancro do ovário como por exemplo se:

  • apresentar uma forma específica de genes do cancro da mama, como o BRCA1 ou o BRCA2

  • tiver uma familiar em primeiro grau (irmã, mãe ou filha) a quem foi diagnosticado um cancro do ovário

  • tiver um familiar em primeiro grau que teve um cancro da mama ou do cólon.

Prognóstico

A probabilidade de sobreviver a um cancro do ovário depende da extensão da sua disseminação. Quase todas as mulheres a quem é diagnosticado um cancro do ovário e que são tratadas antes do cancro se disseminar para fora do ovário sobrevivem pelo menos cinco anos, mas apenas um quarto dos cancros do ovário são encontrados neste estádio.

Cerca de três quartos de todas as doentes com cancro do ovário sobrevivem pelo menos um ano depois do diagnóstico. Mais de metade sobrevive mais de cinco anos. De um modo geral, as mulheres mais idosas com cancro do ovário apresentam um pior prognóstico do que as mulheres mais jovens.

Informação adicional

Institutos de Oncologia em Portugal

http://www.ipolisboa.min-saude.pt/ (Lisboa)

http://www.ipoporto.min-saude.pt/Homepage (Porto)

http://www.croc.min-saude.pt/ (Coimbra)

Alto Comissariado da Saúde – Coordenação Nacional para as Doenças Oncológicas

http://www.acs.min-saude.pt/pt/doencas-oncologicas/

Liga Portuguesa Contra o Cancro

http://www.ligacontracancro.pt/

Instituto Nacional de Câncer (Brasil)

http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/inca/portal/home/

http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/ovario

Sociedade Europeia de Oncologia Médica

http://www.esmo.org/

Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO)

http://www.cancer.net/portal/site/patient

http://www.cancer.net/patient/Cancer+Types/Ovarian+Cancer

Coligação Nacional para o Cancro do Ovário (Estados Unidos da América)

http://www.ovarian.org/

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