Acordo Terapêutico na Asma

Drª. Cristina Santa Marta

Leia o artigo aqui:

O êxito da terapêutica das doenças alérgicas depende da sua eficácia e da taxa de adesão à mesma, sendo que baixas taxas de adesão constituem um importante desafio ao controlo destas doenças, incluindo da asma.

A adesão à terapêutica pode ser definida como o nível de concordância do comportamento do doente, no que diz respeito à medicação ou à execução de mudanças no estilo de vida, relativamente a conselhos de saúde.Duas grandes categorias de não adesão estão identificadas: não intencional ou acidental e intencional ou deliberada.

No primeiro caso os doentes desconhecem que não estão a cumprir a terapêutica; razões para tal incluem a não compreensão do esquema prescrito (sendo que uma má comunicação médico-doente é um factor de extrema importância), técnica de utilização de dispositivos de inalação incorrecta (ou mesmo incapacidade física de utilizar adequadamente os inaladores) e barreiras de linguagem.

No caso da não aderência intencional, há uma decisão consciente por parte do doente de rejeitar, até certo grau, quer o diagnóstico, quer a terapêutica; neste tipo de não adesão poderá ocorrer redução da frequência das tomas ou do número de medicamentos para o nível que os doentes acreditem ser necessário ou apropriado, ou mesmo suspensão de terapêuticas que acreditem ser desnecessárias, ineficazes ou perigosas; no entanto, factores socioeconómicos podem ser responsáveis por dificuldade em adquirir a medicação e esta situação verifica-se cada vez mais na prática clínica.

É fácil compreender que não há uma só solução capaz de melhorar a adesão à terapêutica em todos os doentes, dada a multiplicidade de factores que poderão estar implicados.

Deverá ser promovido o diálogo e não o paternalismo, a negociação versus a imposição, e compreender que por vezes um tratamento sub-óptimo pode ser melhor do que nenhum.

As condições do atendimento e a simplificação do esquema terapêutico é essencial. O custo do tratamento é também um importante factor a considerar.

Os profissionais de saúde devem desenvolver técnicas de comunicação de forma a melhorarem o modo como apresentam a informação, motivam os doentes e reforçam o seu progresso; isto poderá incluir o uso de folhetos, esquemas terapêuticos escritos com discussão dos mesmos e estabelecendo as metas a atingir.

Estas abordagens individualizadas, envolvendo os doentes nas decisões terapêuticas, permitem uma atmosfera de responsabilidade mútua que levará a uma maior concordância por parte dos doentes e das suas famílias na toma da medicação prescrita.

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