O que é a Angioplastia?

Fonte: 

Tradão e Edição de Imagem Científica:

Adaptação Científica:

Drª.Carolina Vaz Macedo

Validação Científica:

Prof. António Vaz Carneiro

A Professora Dulce Brito, cardiologista, esteve hoje na Edição da Manhã da SIC Notícias para falar de “Angioplastia e Stent”.

Veja o vídeo aqui:

Leia o artigo aqui:

O que é?

A angioplastia é um procedimento no qual um pequeno dispositivo é inserido em vasos sanguíneos estreitados que fornecem sangue ao coração com o objectivo de dilatar as artérias e aumentar o fluxo de sangue.

 

Na angioplastia com balão, também conhecida por angioplastia coronária transluminal percutânea (PTCA), utiliza-se um tubo pequeno e fino (denominado cateter) com um balão minúsculo na sua ponta que é inserido na circulação através de um grande vaso no braço ou na perna. Com verificação da progressão por radioscopia, o tubo é orientado até ao coração e inserido numa artéria coronária estreitada. O pequeno balão é então insuflado para dilatar a área estreitada.

Durante a maior parte destes procedimentos, insere-se igualmente uma estrutura de arame, denominada stent, que serve de suporte para manter a artéria aberta. Uma artéria bloqueada apresenta uma menor probabilidade de encerrar se tiver sido colocado um stent no seu interior, constatando-se que cerca de 30% dos doentes terão um reencerramento da área bloqueada dentro de 6 meses se esta estrutura não tiver sido utilizada. Os novos stents que são impregnados com medicamentos podem reduzir a taxa de recorrência do estreitamento da artéria, mas os doentes que recebem estes novos stents devem tomar medicamentos durante um ano ou mais após o procedimento para diminuir a espessura do sangue de forma a reduzir o risco de formação de coágulos.

Na aterectomia utiliza-se um dispositivo para cortar a placa, removendo-a fisicamente do revestimento interno do vaso sanguíneo afectado. Este procedimento é frequentemente efectuado ao mesmo tempo que a angioplastia com balão ou a colocação do stent.

Para que é usada?

A angioplastia é utilizada para alargar as artérias coronárias que foram significativamente estreitadas por placas gordas. Como é que sabe se as suas artérias se apresentam estreitadas ou entupidas? Muitos doentes consultam o médico queixando-se de dor no peito ou de outros sintomas de doença coronária. O médico irá rever a sua história clínica, perguntar se tem familiares com doença cardíaca e examiná-lo, podendo igualmente necessitar de realizar análises de sangue, um electrocardiograma (ECG), uma prova de esforço ou uma ecocardiografia para ajudar a determinar se deve efectuar uma angioplastia. Se o seu médico pensar que a dor no peito é devida a um ataque cardíaco em evolução, poderá ser encaminhado rapidamente para um laboratório de cateterização para efectuar uma angioplastia de emergência.

Na maior parte dos doentes, a angioplastia melhora a dor no peito causada pelo estreitamento da artéria coronária. No entanto, até 40% dos doentes irão requerer um segundo procedimento coronário (geralmente uma segunda angioplastia) dentro de um ano.

A angioplastia pode igualmente ser utilizada para alargar uma artéria estreitada num membro, mais frequentemente a artéria femoral ou ilíaca.

Preparação

Antes da intervenção, o médico irá rever a sua história clínica, a sua medicação actual e a sua história de alergias. Se tiver algum problema hemorrágico ou se existir qualquer possibilidade de estar grávida, informe o médico antes do procedimento.

Siga as instruções do seu médico sobre quando iniciar e quando parar de tomar medicamentos específicos antes do procedimento, assim como quando deve ficar sem comer nem beber como preparação para a intervenção. As pulseiras, os colares e o relógio devem ser retirados durante a angioplastia, pelo que pode preferir deixar esses objectos em casa.

No hospital, irá receber uma anestesia local.

Como é realizada 

Uma área do seu braço ou da sua virilha será limpa e escanhoada com o objectivo de manter esse local o mais “estéril” possível antes de o cateter ser inserido. Em seguida ser-lhe-á igualmente colocada uma linha endovenosa numa veia do braço para permitir a administração de soros ou de medicamentos e irá receber um medicamento para o ajudar a relaxar. O local do braço ou da virilha onde o cateter vai entrar será limpo com uma solução anti-séptica e, subsequentemente, o cateter será inserido num vaso sanguíneo de grande calibre.

O cateter será então orientado com observação do seu movimento por radioscopia. Quando o cateter tiver alcançado o coração será dirigido para a artéria coronária estreitada. Se estiver a realizar uma angioplastia com balão, este será insuflado durante 20 a 30 segundos, o que comprime a placa contra as paredes da artéria permitindo a passagem de mais sangue. Se estiver a ser usado um stent, o balão irá expandir dentro do stent e irá empurrá-lo para fora contra a parede da artéria.

Em seguida, será injectado na artéria um contraste visível na radioscopia, o que permite verificar se o sangue está a passar através da zona e se o procedimento foi bem sucedido. O doente irá então receber medicamentos para diminuir a espessura do sangue de forma a reduzir a probabilidade de a obstrução voltar a encerrar imediatamente.

Depois da intervenção, o cateter é removido e o doente regressa ao seu quarto no hospital ou à unidade de cuidados coronários onde a frequência cardíaca, o pulso e a pressão arterial são monitorizados. O médico irá dizer-lhe quando é que pode recomeçar a comer e a beber, devendo permanecer no hospital durante um a três dias.

Seguimento

Antes de deixar o hospital, o médico irá comunicar-lhe quando é que deve voltar ao seu consultório para uma consulta de seguimento. Podem ser-lhe prescritos medicamentos para reduzir o risco de as artérias recentemente dilatadas voltarem a estreitar ou encerrarem abruptamente. Pergunte ao médico quando é que pode recomeçar a fazer exercício e a conduzir.

Riscos

Embora a angioplastia coronária seja geralmente um procedimento seguro, existem alguns riscos, incluindo:

  • Ataques cardíacos em aproximadamente 3% dos doentes
  • Cirurgia de pontagem coronária (bypass) de emergência em 3 a 5% dos doentes
  • Acidentes vasculares cerebrais causados por pequenos coágulos de sangue
  • Punção de um vaso sanguíneo ou do coração
  • Hemorragia, um coágulo de sangue ou uma infecção no local de inserção do cateter
  • Obstrução do vaso sanguíneo do braço ou da perna onde o cateter foi inserido
  • Reacção alérgica ao contraste radiológico

Uma vez que alguns destes problemas podem ser potencialmente fatais, a angioplastia coronária deve ser sempre realizada num hospital que disponha do equipamento e do pessoal necessários para lidar imediatamente com qualquer complicação. O risco global de morte devido à intervenção é de 1 a 4 por cada 1.000 doentes.

Quando contactar um profissional

Depois de deixar o hospital, contacte o seu médico imediatamente se:

  • Desenvolver dor no peito, falta de ar, tonturas ou batimentos cardíacos irregulares
  • Tiver febre
  • O local de inserção do cateter ficar vermelho, inchado e doloroso ou sangrante.
  • O membro onde o cateter foi inserido ficar dorido, frio e pálido, com um pulso fraco ou ausente.

Informação Adicional

Sociedade Portuguesa de Cardiologia

http://www.spc.pt

Campo Grande 28, 13º   1700-093 Lisboa

Telefones: 217978605, 217817630

Fax: 217931095

Alto Comissariado da Saúde

http://www.acs.min-saude.pt

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