Protecção contra a formação de coágulos indicada durante a cesariana.

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Tradão e Edição de Imagem Científica:

 


Um grupo de médicos afirma que as mulheres que têm um bebé por meio de uma cesariana devem usar botas insufláveis para reduzir o risco de formação de um coágulo sanguíneo.

Se o coágulo se deslocar para os pulmões pode ser fatal. Qualquer cirurgia aumenta o risco da formação de um tipo de coágulo denominado trombose venosa profunda.

O risco de uma mulher formar coágulos de sangue nas veias profundas também aumenta durante a gravidez. As botas ou as meias insuflam-se de forma intermitente para efectuar a compressão da parte inferior das pernas. Isto ajuda a manter o fluxo sanguíneo e a prevenir a formação de coágulos. Muitos hospitais utilizam este procedimento após outros tipos de cirurgia.

Agora, o American College of Obstetricians and Gynecologists declara que estes procedimentos devem igualmente ser utilizados após uma cesariana. As orientações aconselham igualmente os médicos a avaliar o risco das mulheres formarem coágulos de sangue e a procederem a uma monitorização cuidadosa durante a gravidez. A Associated Press escreveu sobre estas novas orientações em 30 de Agosto.

Qual é a reacção do médico?

Os coágulos sanguíneos podem salvar a vida de uma pessoa ao vedarem uma ferida, mas podem ser perigosos, ou mesmo fatais, quando se formam no interior de um vaso sanguíneo.

A trombose venosa profunda consiste num coágulo que se forma numa veia profunda no interior de uma perna ou de um braço. Por vezes, um fragmento do coágulo solta-se e entra na circulação sanguínea. Se este fragmento se alojar nos pulmões pode causar uma embolia pulmonar. Os coágulos nos pulmões podem ser fatais.

A grande maioria de tromboses venosas profundas ocorre nas pernas. O sangue que circula nas pernas e nos pés deve fluir contra a gravidade no seu trajecto de regresso ao coração. As contracções dos músculos das pernas, durante a marcha e mesmo quando a pessoa mobiliza os membros inferiores, ajudam a manter o sangue a circular. As contracções comprimem as veias, forçando o sangue a circular através delas. As válvulas, que consistem em pequenas abas situadas no interior das veias, mantêm o sangue a circular até alcançar o coração.

O sangue deve continuar a fluir para se permanecer fluido. Qualquer coisa que diminua a velocidade do fluxo do sangue através das pernas pode criar condições para a formação de um coágulo de sangue. O facto de uma pessoa permanecer sentada durante períodos prolongados e de se manter confinada no leito constitui exemplos desta situação.

Mas o fluxo lento do sangue raramente causa coágulos sanguíneos. Existe quase sempre algum outro factor desencadeante importante para a formação de um coágulo de sangue no interior de uma veia da perna, tal como:

  • Uma cirurgia recente
  • Uma fractura da anca, da perna ou outra fractura que impossibilite a mobilização da perna ou de todo o corpo
  • Uma gravidez
  • Tendências hereditárias que propiciam que o sangue coagule facilmente
  • Um cancro activo
  • Alguns medicamentos, especialmente os estrogénios e o tamoxifeno. Os estrogénios são encontrados nos contraceptivos orais e nos tratamentos de substituição hormonal utilizados depois da menopausa. O tamoxifeno é utilizado para o tratamento e para a prevenção do cancro da mama.

A gravidez com parto por cesariana parece constituir um contexto ideal para a ocorrência de uma trombose venosa profunda. Na realidade, é surpreendente que esta situação não ocorra com maior frequência. Os estádios avançados da gravidez exercem pressão sobre as veias das pernas.

A velocidade do fluxo de sangue nos membros inferiores diminui consideravelmente. A isso acrescentam-se os factores desencadeantes das hormonas da gravidez, a cirurgia e o repouso no leito imediatamente depois da intervenção cirúrgica ― isto constitui uma associação ideal para a ocorrência de uma trombose venosa profunda.

No hospital, os médicos prescrevem frequentemente um método de prevenção da trombose venosa profunda a todos os tipos de doentes. As duas opções são as seguintes:

  • A injecção diária de um medicamento anticoagulante em dose baixa
  • O uso de meias de compressão especiais aplicadas nas pernas e que actuam como uma massagem. Uma bomba faz circular o ar para dentro e para fora das meias para ajudar a movimentar o sangue mais depressa através das veias.

Por vezes os médicos prescrevem ambas as alternativas.

A utilização destes métodos não demonstrou reduzir a trombose venosa profunda e o embolismo pulmonar depois das cesarianas. Mas esta actuação faz sentido e pode ser efectuada com segurança através da utilização das meias de compressão. Muitos obstetras já estão a utilizar este procedimento.

Actualmente este procedimento faz parte das recomendações oficiais do American College of Obstetricians and Gynecologists. As mulheres que são submetidas a uma cesariana devem colocar meias de compressão antes da cirurgia. Se as mulheres já se encontrarem medicadas com um anticoagulante em dose baixa, então a associação das meias é opcional.

Que alterações poderei efectuar agora?

A trombose venosa profunda só recentemente captou a atenção que merece. Esta situação pode acontecer a qualquer pessoa, sendo essencial a sua prevenção e detecção precoce.

Prevenção

Uma pessoa pode implementar algumas medidas simples para prevenir a trombose venosa profunda e o embolismo pulmonar. A mobilização das pernas constitui o melhor tratamento.

Não permaneça sentada durante mais de três a quatro horas de cada vez. Levante-se e movimente-se tão frequentemente quanto puder. Isto é especialmente importante se efectuar uma longa viagem de avião.

Enquanto estiver sentada, ajude os seus músculos a impulsionarem o sangue novamente para o coração. Experimente o seguinte:

  1. Eleve e baixe os calcanhares ao mesmo tempo que mantém os dedos dos pés apoiados no chão.
  2. Eleve e baixe os dedos dos pés enquanto mantém os calcanhares apoiados no chão.
  3. Contraia e relaxe os músculos das pernas.

Ingira igualmente bastante água. A desidratação aumenta o risco da formação de coágulos de sangue.

Se estiver confinada ao leito depois de um traumatismo ou de uma intervenção cirúrgica ou durante uma doença, pergunte ao médico se necessita de algum método para a prevenção da trombose venosa profunda.

Detecção precoce

A trombose venosa profunda e o embolismo pulmonar não são fáceis de diagnosticar. Os sinais e os sintomas simulam os de muitas outras doenças.

Os sinais de alarme mais comuns da trombose venosa profunda são a dor e o edema numa das pernas.

A dor geralmente agrava-se ao longo de um dia ou de alguns dias. Por vezes, a sensação é semelhante à de uma pessoa a comprimir a perna, especialmente ao nível da sua face posterior, na região gemelar.

A dor tende a agravar-se quando a pessoa se mantém parada em posição ortostática. O edema pode ser ligeiro e a pessoa apenas pode notar que uma perna parece um pouco mais volumosa do que o habitual e mais volumosa do que a outra perna.

O sintoma mais comum de embolismo pulmonar é a dificuldade em respirar, mas existem muitas outras situações que causam falta de ar. Outros sintomas que podem surgir são:

  • Dor no peito ou desconforto que se agrava quando a pessoa respira fundo ou quando tosse
  • Palpitações cardíacas
  • Sensação súbita de tonturas ou de desmaio.

Estes sinais de alarme tornam-se particularmente importantes nas pessoas com um risco acima da média de sofrerem uma trombose venosa profunda. O risco está aumentado nas seguintes situações:

  • Se já apresentou uma trombose venosa profunda ou uma embolia pulmonar anteriormente
  • Se qualquer dos factores desencadeantes importantes indicados no primeiro capítulo se aplicarem a si.

O que poderei esperar ao olhar para o futuro?

Actualmente, os médicos dispõem de melhores métodos para ajudar a diagnosticar mais rapidamente uma trombose venosa profunda e uma embolia pulmonar. Mas estas situações continuam a constituir duas das entidades mais difíceis de diagnosticar. Eu aguardo com expectativa a descoberta de novos testes que sejam ainda mais fidedignos e fáceis para o doente.

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