Energia para queimar

Fonte:

Tradão e Edição de Imagem Científica:

 

Adaptação Científica:

Drª. Ana Sofia Correia

Validação Científica:

Prof. António Vaz Carneiro

Leia o artigo aqui:

Como todas as máquinas, os seus músculos devem receber combustível. Este combustível provém dos alimentos que ingere e das reservas de gordura e de glucose do seu corpo. O problema é que os nutrientes dos alimentos não podem ser transformados directamente em energia utilizável para os triliões de células do seu corpo. Cada célula dispõe de uma fonte principal de energia: uma molécula denominada adenosina trifosfato (ATP).

A formação de ATP no organismo é essencial, uma vez que determina a sua capacidade para realizar esforço físico. E é neste ponto que a situação se complica: a sua forma física influencia a sua capacidade para gerar ATP.

Os alimentos que ingere contêm energia armazenada sob diversas formas: proteínas, gorduras e hidratos de carbono. O seu organismo necessita de extrair essa energia e de a capturar sob uma mesma forma: o ATP. Para isso, o estômago e o intestino delgado degradam os alimentos em milhões de moléculas minúsculas, que entram na circulação sanguínea e que penetram em cada célula do organismo (Figura 1). Nas células, no interior de pequenas estruturas celulares denominadas mitocôndrias, as moléculas dos alimentos são submetidas a uma série de reacções químicas que conduzem, por fim, à formação do ATP.

O seu corpo armazena apenas uma pequena quantidade de ATP mas produz esta substância tão rapidamente quanto for preciso. Quando as necessidades aumentam, como acontece quando pratica exercício, o seu corpo deve produzir mais ATP. Para isso, recorre à glucose armazenada no músculo e no fígado e às gorduras de diversas zonas do corpo. Estas substâncias são transportadas pela circulação sanguínea para os músculos.

A glucose armazenada (na forma de glicogénio) e a gordura podem ser degradadas para a produção de ATP de duas formas: aeróbia (requerendo oxigénio) e anaeróbia (sem oxigénio). Os processos aeróbios produzem mais ATP mas, na ausência de oxigénio, cessam. Quando o seu organismo não é capaz de fornecer oxigénio suficiente para suportar o metabolismo aeróbio dos alimentos com o objectivo de produzir combustível, o ATP é produzido por metabolismo anaeróbio, o que cria um subproduto denominado ácido láctico. O ácido láctico entra na circulação sanguínea e diminui o pH (desequilíbrio ácido). Para compensar, ocorre uma aceleração da respiração para captar mais oxigénio e o coração bate mais rapidamente (aumenta a frequência cardíaca) para mobilizar esse oxigénio até aos músculos.

No entanto, o exercício anaeróbio não pode ser mantido por muito tempo porque os pulmões e o coração atingem o seu nível máximo de esforço e o organismo apenas consegue neutralizar o desequilíbrio ácido durante pouco tempo. Além disso, o ácido láctico gerado através do processo anaeróbio deixa os músculos fatigados. Por fim, é necessário abrandar. Ao diminuir a intensidade do exercício, é capaz de obter oxigénio suficiente para que, mais uma vez, dependa principalmente da produção aeróbia de ATP. Cessa a produção de ácido láctico, os músculos começam a recuperar e o seu organismo atinge o equilíbrio ácido-base normal.

A sua forma física determina a rapidez com que ocorrem estas adaptações do organismo. O exercício físico regular melhora a condição dos pulmões, do coração e dos vasos sanguíneos, permitindo-lhes fornecer oxigénio às células musculares de forma mais rápida e eficiente. Subir uma ladeira com um amigo em melhor forma física ilustra esta situação muito bem. Enquanto ainda está a lutar por recuperar o fôlego, o seu amigo já não está a arfar.

O seu corpo utiliza tanto o metabolismo aeróbio como o anaeróbio mas um dos tipos predomina em relação ao outro. O exercício físico é dividido em duas grandes categorias (aeróbio e anaeróbio), dependendo do processo que é predominantemente utilizado para a produção de ATP. Se os pulmões e o coração forem capazes de fornecer o oxigénio necessário para a produção de energia, então a actividade é quase exclusivamente aeróbia. Mas se a intensidade do exercício aumentar de tal forma que a necessidade de oxigénio ultrapasse o seu fornecimento, então a actividade torna-se anaeróbia. A marcha, a corrida, o ciclismo ou a natação com um ritmo moderado constituem actividades aeróbias. Por outro lado, o levantamento de pesos é um exemplo de actividade em que o seu corpo tende a entrar mais rapidamente em anaerobiose.

Figura 1: Alimentos, oxigénio e energia  Depois da digestão dos alimentos, os seus componentes são absorvidos para a circulação sanguínea e são transportados a todas as células do corpo. O oxigénio dos pulmões também é transportado até às células, onde é utilizado por estruturas minúsculas, denominadas mitocôndrias, para converter os nutrientes dos alimentos numa substância química denominada adenosina trifosfato (ATP), que fornece energia para todas as actividades, desde o pensamento até à marcha.

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