O que é a Lombalgia

Prof. Helena Canhão

Leia aqui o artigo:

Lombalgia significa dor na região da coluna lombar. Não é por isso uma doença, mas sim um sintoma que pode ser a forma de expressão clínica de variadas doenças. Ou seja, doenças diferentes podem manifestar-se por dor na coluna lombar.

A lombalgia é muito importante no contexto individual porque acarreta dor e incapacidade, mas também apresenta um grande impacto na sociedade. É uma das patologias mais frequentes na prática médica, afectando 65 a 80% da população. Representa um terço das queixas reumáticas, é a causa mais frequente de incapacidade nos indivíduos com menos de 45 anos e, nos trabalhadores manuais, representa 63% das causas de reforma por invalidez.

Para determinar a causa e caracterizar a lombalgia, o médico efectua uma história clínica questionando sobre o início e as características da dor, as possíveis causas desencadeantes, o ritmo da dor (se surge com o repouso ou se se agrava com os movimentos), os factores de agravamento e de alívio, quais os sintomas acompanhantes, as manifestações noutros órgãos e a existência de outras doenças concomitantes.

As causas das lombalgias podem ser mecânicas (traumáticas, muscular, hérnia discal, artrose), inflamatórias (espondilite anquilosante), neoplásicas (cancro da mama e da próstata), infecciosas (tuberculose, brucelose), metabólicas (ocronose) e viscerogénicas (dor referida de outro órgão como por exemplo o pâncreas ou o rim).

Independentemente da intensidade da dor, a lombalgia pode ser uma manifestação benigna (lombalgia comum), ou ser uma manifestação de uma doença mais grave que não deve ser ignorada. Por isso há alguns “sintomas de alerta” que podem chamar a atenção para causas mais graves:

  •     Antecedentes de neoplasia/cancro
  •     Emagrecimento, Febre
  •     Dor com mais de 3 meses de duração e/ou ausência de melhoria com o tratamento ao fim de um mês
  •     Não alivia com decúbito (deitado) ou repouso
  •     Toxicodependência
  •     Infecções urinárias ou cutâneas concomitantes
  •     Início após um traumatismo
  •     Tratamento com corticóides
  •     Ciatalgia (vulgo “dor ciática”)
  •     Pseudoclaudicação (coxear, falta de força nos membros)
  •     Rigidez matinal prolongada

Depois de uma história clínica completa e de um exame físico rigoroso, o médico pode ter necessidade de requisitar exames complementares de diagnóstico como exames laboratoriais e radiografias, tomografia computorizada (TAC), ressonância magnética (RMN) e cintigrafia óssea.

A terapêutica visa aliviar a dor. No caso de existirem doenças associadas ou causas subjacentes à lombalgia, estas devem ser identificadas e tratadas. Sabemos que na terapêutica da dor os anti-inflamatórios e o paracetamol, os relaxantes musculares, a fisioterapia e as medidas gerais de protecção são eficazes na maioria das situações de lombalgia comum. No entanto, outras medidas mais elaboradas podem ter que ser efectuadas e requerem a supervisão de especialista.

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