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Um estudo recente verificou que as mulheres que fumam tendem a atingir
a menopausa um pouco mais cedo do que as não fumadoras. O estudo analisou 11 ensaios clínicos prévios que incluíram cerca de 6.000 mulheres. Em média, as não fumadoras alcançaram a menopausa entre os 46 e os 51 anos de idade. Em todos os estudos com exceção de dois, as fumadoras alcançaram a menopausa um pouco mais cedo, com uma média etária de 43 a 50 anos. Os investigadores analisaram igualmente cinco outros estudos que incluíram 43.000 mulheres. Elas foram agrupadas de acordo com o facto de terem tido uma menopausa “precoce” ou “tardia”. O limiar para uma menopausa “tardia” foi uma idade de 50 ou 51 anos. As mulheres que fumavam tinham uma probabilidade 43% maior de terem uma menopausa precoce. A menopausa precoce foi associada a um risco mais elevado de diversas doenças, como a doença cardíaca. Mas pensa-se que as mulheres com uma menopausa tardia têm um risco mais elevado de cancro da mama. A revista Menopause publicou o estudo na Internet e o serviço noticioso da Reuters Health escreveu sobre ele em 16 de outubro.
Qual é a reação do médico?
As mulheres que apresentam uma menopausa natural mais tardia têm uma maior probabilidade de viver mais tempo. A investigação suporta a associação entre uma menopausa mais tardia e uma menor incidência de doenças crónicas (de longa duração).
A relação pode ser explicada de diversas formas. É possível que uma menopausa tardia seja apenas um sinal de que a mulher tem um relógio biológico mais lento. Mas e se os anos suplementares de estrogénios naturais de alguma forma atrasarem o processo de envelhecimento?
A menopausa natural é definida pela ausência de períodos menstruais durante 12 meses. Os ovários deixam de produzir óvulos e deixam igualmente de fabricar estrogénios e progesterona. É possível que uma exposição mais prolongada aos estrogénios do próprio organismo contribua para uma taxa mais baixa de doença cardíaca, de acidente vascular cerebral, de osteoporose e de doença de Alzheimer.
No século XIX, a mulher média morria alguns anos após ter deixado de menstruar. Atualmente, as mulheres podem viver 30 a 50 anos após a menopausa natural. Assim, é importante compreender o motivo pelo qual uma menopausa natural mais tardia está associada a uma saúde melhor.
A saúde física e mental de uma mulher influencia a altura em que ocorre a menopausa natural. Os cientistas estão a começar a compreender os detalhes desta situação.
Um estudo recente indica que o tabagismo parece aumentar o risco de menopausa natural precoce. Os investigadores combinaram os resultados de diversos estudos bem executados que analisaram esta questão. Este tipo de estudo é denominado de meta-análise. Os investigadores publicaram os seus achados na Internet na revista Menopause.
O tabagismo encurta a esperança de vida por muitas razões. A associação entre o tabagismo e uma menopausa natural precoce é interessante. Mas não é provável que constitua a razão mais importante para as mulheres fumadoras morrerem mais cedo que o esperado.
Que alterações poderei efetuar agora?
A associação entre uma exposição mais longa às hormonas femininas naturais e uma saúde melhor complica a questão da terapêutica hormonal de substituição.
Faria sentido afirmar que uma exposição mais prolongada às hormonas femininas produzidas pelos ovários é a razão para uma saúde melhor e para uma vida mais longa. Mas este pode não ser o motivo real.
Uma exposição mais prolongada aos estrogénios e à progesterona parece ter desvantagens bem como benefícios.
Os estrogénios previnem e tratam os afrontamentos e a secura vaginal. Eles ajudam a manter os ossos fortes e parecem igualmente diminuir o risco de cancro colorrectal.
No entanto, quantidades excessivas de estrogénios promovem uma coagulação indesejada do sangue em algumas mulheres. Além disso, o tratamento medicamentoso com estrogénios e progesterona está associado a um risco mais elevado de cancro da mama.
Deveremos reconsiderar a utilização das terapêuticas com estrogénios nas mulheres quando elas entram na menopausa? Deverão os estrogénios ser utilizados para atrasar os sintomas quando ocorre a menopausa? A resposta pode vir a revelar-se afirmativa. A altura da instituição e o tipo de terapêutica com estrogénios pode ser muito importante.
Os estudos que deram uma má fama à terapêutica hormonal após a menopausa basearam-se principalmente em investigações realizadas em mulheres idosas. Além disso, nestes estudos, os estrogénios foram administrados sob a forma de comprimidos. Estes não são tão seguros como o tipo de estrogénios utilizados nos adesivos transdérmicos. Os adesivos transdérmicos que contêm estrogénios têm uma menor probabilidade de levar à formação de coágulos de sangue nas pernas.
Os estudos recentes sugerem que os estrogénios começados no início da menopausa ou pouco depois podem, na realidade, diminuir o risco de doença cardíaca. Mas ainda é demasiado cedo para as mulheres tomarem estrogénios apenas por esta razão.
Se tiver passado uma década ou mais de vida após a menopausa, evite a terapêutica hormonal. Esta iria provavelmente aumentar o risco de problemas que já são mais comuns nas mulheres idosas. A terapêutica hormonal neste estádio aumenta o risco de acidente vascular cerebral, de ataque cardíaco, de tromboembolismo e de cancro da mama.
Se uma mulher estiver a entrar na menopausa ou se já estiver nessa fase, a sua decisão de usar a terapêutica hormonal deve ser baseada nos sintomas. Os estrogénios constituem o tratamento mais eficaz para os afrontamentos, para a sudação noturna e para a secura da vagina. Se estes sintomas perturbarem a sua vida, pode decidir efetuar terapêutica hormonal. Nesse caso, deve tomar a dose mais baixa possível que proporcione alívio dos sintomas e durante o período de tempo mais curto possível.
O que poderei esperar ao olhar para o futuro?
Nas mulheres mais jovens, a terapêutica hormonal pode bem proporcionar alguns benefícios para a saúde para além do alívio dos sintomas de menopausa. Encontram-se atualmente em curso dois estudos para avaliar esta possibilidade. Os investigadores esperam publicar os seus resultados nos próximos dois anos.



20/11/2011 às 19:43
Bom estou de parabens, dado que andei a envenenar-me durante 42 anos e estou em jejum desse veneno à 10. Portanto, deixo um recado aos fumadores, se soubesse a diferença entre o que fuma ou não, nunca teria fumado, porque a qualidade de saúde é enorme.