O que é a Osteoporose?

Fonte:

 

Tradão e Edição de Imagem Científica:

 

Adaptação Científica:

Dr. André Carvalho

Validação Científica:

Profª. Olinda Marques

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre Doenças pela Prof. Helena Canhão: O que é a Osteoporose?

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O que é?

A osteoporose é uma doença em que os ossos se tornam mais fracos, perdem a sua resistência e têm uma maior probabilidade de sofrerem fracturas. As pessoas com osteoporose apresentam um risco mais elevado de sofrerem fracturas mesmo durante os movimentos do dia-a-dia, tais como a flexão ou a tosse. As fracturas osteoporóticas mais comuns ocorrem ao nível do punho, da anca e da coluna.

Esta doença pode causar grande sofrimento, incluindo a perda da independência e até mesmo a morte, em especial quando a fractura envolve a anca.

As fracturas da anca podem ser difíceis de consolidar e reduzem a capacidade da pessoa para se movimentar, o que também pode conduzir a complicações e a outros problemas de saúde.

A osteoporose é muito mais comum nas mulheres do que nos homens em consequência das alterações hormonais que ocorrem durante a menopausa.

A osteoporose não é uma forma de artrose, mas ao causar fracturas pode conduzir, de facto, à artrose.

Factores de risco

Existe maior probabilidade de desenvolver osteoporose se:

  • for do sexo feminino
  • tiver uma idade igual ou superior a 50 anos
  • estiver no período pós-menopáusico
  • mantiver uma dieta com um conteúdo baixo de cálcio
  • sofrer de um problema intestinal que impeça a absorção de cálcio ou de vitaminas
  • tiver uma glândula tiroideia hiperactiva (hipertiroidismo) ou tomar quantidades excessivas de hormona tiroideia
  • tiver um estilo de vida sedentário
  • for magro(a)
  • tomar determinados medicamentos, tais como os corticosteróides
  • for de raça branca ou de ascendência asiática
  • fumar
  • beber álcool em excesso
  • tiver uma história familiar de osteoporose
  • tiver sofrido pelo menos uma fractura de “fragilidade”, isto é, causada por pequeno ou nenhum traumatismo.

Manifestações clínicas

A maior parte das pessoas com osteoporose não tem sintomas e não sabe que tem osteoporose até realizar uma avaliação da densidade mineral óssea ou sofrer uma fractura.

Um sinal precoce pode ser a perda de altura causada pela curvatura ou compressão da coluna em consequência do enfraquecimento das vértebras (os ossos da coluna). As vértebras enfraquecidas desenvolvem pequenas fracturas denominadas fracturas de compressão.

As fracturas de compressão podem fazer com que os ossos da coluna achatem verticalmente. Quando isto acontece, as vértebras tornam-se mais baixas e a forma de cada vértebra altera-se de um rectângulo normal para uma forma mais triangular, podendo provocar dores nas costas e diminuição da altura.

Efeitos visíveis da osteoporose

Fracturas vertebrais

Caixa torácica

Bacia

A osteoporose geralmente não causa dor, a menos que ocorra uma fractura óssea.

Diagnóstico

Durante um exame físico, o seu médico pode constatar que a pessoa está mais baixa do que julgava ser. Pode também notar a presença de uma “corcunda”, uma curvatura da coluna na parte superior do dorso (cifose).

As radiografias podem revelar que os ossos são menos densos do que seria de esperar, o que pode ser causado pela osteoporose. Causas possíveis de osteoporose, tais como a carência de vitamina D (muito comum), devem ser despistadas.

O médico poderá suspeitar de uma osteoporose se a pessoa tiver sofrido uma fractura de fragilidade.

Uma avaliação da densidade mineral óssea pode confirmar o diagnóstico de osteoporose. Existem diversas técnicas para medir a densidade mineral óssea.O exame mais fiável é a DEXA (do inglês “dual- energy X-ray absorptiometry” ou absorciometria por raios X de dupla energia). Este exame demora 10 a 15 minutos a executar e é indolor. As quantidades de radiações utilizadas são mínimas e é geralmente realizada ao nível da coluna e da anca.

Um novo exame para o diagnóstico de osteoporose é a densidade mineral óssea ecográfica do calcanhar. Este método é mais rápido e menos dispendioso que a DEXA, mas não se encontra amplamente disponível nem aceite como método de rastreio fidedigno para a osteoporose. De um modo geral, as pessoas que apresentam osteoporose na ecografia do calcanhar acabam por realizar uma DEXA da coluna ou da anca.

Técnica de DEXA

Os exames da densidade mineral óssea podem diagnosticar a osteoporose numa fase em que esta doença é ainda ligeira e antes de aparecerem quaisquer fracturas. Isto pode conduzir a um tratamento que irá prevenir o agravamento da doença e evitar fracturas.

Nas pessoas com uma diminuição da altura ou com fracturas suspeitas, a determinação da densidade mineral óssea permite confirmar um diagnóstico de osteoporose.

Estas avaliações servem igualmente como base para o tratamento e podem ser utilizadas para seguir a resposta à terapêutica.

Podem ser recomendadas análises de sangue e de urina adicionais para identificar outras causas para a osteoporose, como por exemplo um problema da glândula tiroideia. No entanto, na maior parte das pessoas estudadas, não são identificadas outras causas para além da idade e de estar no período pós-menopáusico.

Duração esperada

A osteoporose é uma doença a longo prazo, mas um tratamento apropriado pode conduzir a melhorias significativa na massa óssea e pode diminuir a probabilidade de ocorrência de uma fractura.

A massa óssea geralmente não regressa ao normal depois do tratamento, mas o risco de fractura pode diminuir dramaticamente com a terapêutica.

Prevenção

Uma pessoa pode prevenir a osteoporose se:

  • ingerir cálcio e vitamina D em quantidades suficientes
  • 500 a 1.000 mg de cálcio diariamente numa dieta equilibrada ou sob a forma de carbonato de cálcio disponível em formulações de venda livre
  • dieta rica em vitamina D, em especial durante os meses de inverno (quando sua produção pelo corpo é menor devido à escassa exposição solar)
  • praticar exercícios de carga regularmente
  • não fumar
  • evitar o consumo excessivo de álcool.

Se a pessoa for mulher e tiver entrado recentemente na menopausa, deve discutir com o seu médico a possibilidade de realizar uma avaliação da osteoporose.

Medicamentos preventivos

Existem diversos medicamentos para prevenir a osteoporose relacionada com a menopausa, incluindo:

  • terapêutica de substituição com estrogénios
  • raloxifeno
  • alendronato e risedronato.

Os estrogénios atrasam a reabsorção do osso. A diminuição dos estrogénios durante a menopausa conduz à perda de osso e a sua substituição ajuda a contrariar este processo. No entanto, a terapêutica de substituição com estrogénios deixou de ser preconizada devido aos seus efeitos secundários, incluindo um risco acrescido de doença cardíaca e de acidente vascular cerebral quando efectuada por mulheres que já entraram há mais de 10 anos na menopausa.

O raloxifeno constitui uma alternativa para a terapêutica de substituição com estrogénios. Este medicamento comporta-se como os estrogénios no osso, aumentando a densidade mineral óssea.

O alendronato e o risedronato são bifosfonatos. Esta classe de medicamentos atrasa a reabsorção do osso e pode ajudar a aumentar a sua densidade.

Se uma determinação da densidade mineral óssea revelar sinais da existência de um problema, isso pode ajudar a decidir se deve começar a tomar medicação preventiva. A pessoa deve igualmente avaliar a sua altura anualmente, especialmente se for mulher e tiver uma idade superior a 40 anos.

O excesso de medicação com hormonas tiroideias pode conduzir à osteoporose e a outros problemas médicos. Nestes doentes a medicação com hormonas tiroideias deve ser monitorizada regularmente caso o doente esteja a fazer este tipo de tratamento.

Se a pessoa estiver a tomar corticosteróides deve falar com o seu médico sobre a possibilidade de reduzir a posologia para a dose mais baixa possível ou suspender a medicação, se possível.

Tratamento

Os médicos tratam inicialmente a osteoporose da seguinte forma:

  • prescrevendo cálcio e vitamina D
  • recomendando a prática de exercícios de carga
  • modificando outros factores de risco.

Medicamentos

Para as mulheres, encontram-se disponíveis muitos medicamentos para tratar a osteoporose, incluindo:

  • Bifosfonatos. Estes medicamentos são usados mais frequentemente para tratar a osteoporose nas mulheres pós-menopáusicas. Os bifosfonatos inibem a reabsorção óssea e podem mesmo aumentar a densidade mineral óssea. A maioria destes fármacos é administrada sob a forma de comprimidos, por via oral, mas alguns podem ser administrados por via endovenosa.

Os bifosfonatos podem causar alguns efeitos secundários, incluindo náuseas, dores abdominais, irritação do esófago e dificuldade em deglutir. Um efeito raro, mas grave é a necrose da mandíbula causada por uma deficiente irrigação sanguínea.

Os bifosfonatos mais comuns são:

  • o alendronato
  • o risedronato
  • o ibandronato
  • o pamidronato
  • o ácido zoledrónico.
  • Os moduladores selectivos dos receptores dos estrogénios. Os moduladores selectivos dos receptores dos estrogénios tratam a osteoporose ao imitarem os efeitos dos estrogénios sobre o osso, aumentando a densidade mineral óssea. É o caso do raloxifeno.
  • Calcitonina. A calcitonina é uma hormona produzida pela glândula tiroideia que é administrada sob a forma de pulverizador nasal. A calcitonina inibe a reabsorção óssea de forma aguda.
  • Ranelato de estrôncio
  • Teriparatida. A teriparatida é uma forma de hormona paratiroideia que estimula o crescimento de osso novo. A teriparatida é administrada através de uma injecção diária, mas ainda não é recomendada para uma terapêutica a longo prazo.
  • Terapêutica de substituição com estrogénios. Este tratamento substitui os estrogénios perdidos durante a menopausa. Os estrogénios diminuem a reabsorção óssea. A terapêutica a longo prazo com estrogénios tem sido associada a alguns riscos, incluindo um risco acrescido de doença cardíaca, acidente vascular cerebral, cancro da mama e litíase vesicular. A terapêutica de substituição com estrogénios raramente é utilizada para prevenir ou para tratar a osteoporose.

Nos homens, um nível baixo de testosterona constitui a causa mais comum de osteoporose (além do envelhecimento). Uma avaliação com análises de sangue pode revelar se os níveis de testosterona se encontram baixos. Neste caso, outros exames serão necessários para procurar identificar a causa deste problema e para orientar um tratamento apropriado. Os homens podem igualmente tomar alendronato e raloxifeno.

O médico deverá monitorizar a eficácia do tratamento através da realização de medições da densidade mineral óssea com intervalos de dois ou mais anos.

Tratamento das fracturas

Se uma pessoa com osteoporose sofrer uma fractura da anca, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica. A cirurgia irá realinhar e estabilizar a articulação coxo-femural.

Uma fractura do punho pode consolidar bem simplesmente com a imobilização com uma tala gessada, mas por vezes pode ser necessária uma intervenção cirúrgica para estabelecer o alinhamento adequado dos ossos.

Outros tratamentos para as fracturas incluem a medicação analgésica e o repouso durante um período curto.

As injecções de calcitonina podem reduzir as dores na coluna devido à ocorrência de uma nova fractura de compressão.

Quando contactar um médico

A pessoa deve contactar o seu médico se tiver:

  • factores de risco para a osteoporose
  • uma fractura com pouco ou nenhum traumatismo.

Prognóstico

O prognóstico nas pessoas com osteoporose é bom, especialmente se o problema for detectado e tratado precocemente. A densidade mineral óssea, mesmo na osteoporose grave, pode geralmente ser estabilizada ou melhorada. O risco de fracturas pode ser substancialmente reduzido com o tratamento.

As pessoas com uma osteoporose ligeira têm um prognóstico excelente e as que sofrem uma fractura podem esperar que os ossos consolidem normalmente. A dor geralmente desaparece dentro de uma semana ou duas.

Em algumas pessoas, a osteoporose apresenta uma causa evidente, sendo o prognóstico bom se a causa for correctamente identificada e corrigida.

Informação adicional

Alto Comissariado da Saúde
http://www.acs.min-saude.pt
Sociedade Portuguesa de Reumatologia
http://www.spreumatologia.pt/
Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo
http://www.spedm.org/
Sociedade Nacional para a Osteoporose (Reino Unido)
http://www.nos.org.uk
Fundação Internacional para a Osteoporose
http://www.iofbonehealth.org/

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