Estudo: a vitamina E aumenta o risco de cancro da próstata

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Tradão e Edição de Imagem Científica:

 



Leia aqui o artigo:

Um estudo recente demonstrou que os comprimidos de vitamina E, anteriormente considerados como passíveis de ajudar a prevenir o cancro da próstata, parecem, na realidade, aumentar o risco de um homem sofrer desta doença. O estudo incluiu mais de 35.000 homens saudáveis e com, pelo menos, 50 anos de idade quando do início do estudo, que foram distribuídos aleatoriamente por quatro grupos. Um grupo recebeu um comprimido por dia com uma dose elevada de vitamina E, outro grupo recebeu selénio, que é um outro nutriente. Um terceiro grupo recebeu ambas estas substâncias e o quarto grupo recebeu placebo (comprimidos falsos). O estudo foi suspenso ao fim de cerca de cinco anos, uma vez que se tornou evidente que os comprimidos não estavam a proporcionar qualquer benefício. Os resultados iniciais sugeriram igualmente a existência de um risco mais elevado de cancro da próstata com a vitamina E, mas os investigadores continuam ainda a vigiar os homens. O novo estudo de seguimento confirmou a existência de um risco de cancro da próstata 17% mais elevado nos homens que receberam vitamina E. Ao fim de um período de sete anos, verificaram-se 76 casos diagnosticados por 1.000 homens neste grupo, tendo ocorrido 65 casos por 1.000 no grupo do placebo. O Journal of the American Medical Association publicou o estudo e a Associated Press escreveu sobre ele em 12 de outubro.

Qual é a reação do médico?

Não há muito tempo, a vitamina E era promovida como uma forma de prolongar a vida. As pessoas pensavam que podiam diminuir o risco de cancro e de doença cardíaca.

A vitamina E é um antioxidante. Estes são substâncias naturais que se encontram nos alimentos e que ajudam a proteger as células das lesões. Deste modo, foi fácil assumir que a ingestão de um suplemento de vitamina E num comprimido poderia manter as células e o organismo mais saudáveis.

A vitamina E, como forma de prevenir o cancro da próstata, recebeu especial atenção. Anos atrás, alguns estudos efetuados em homens que tomavam uma dose baixa de um suplemento de vitamina E sugeriram um risco de cancro da próstata mais baixo. No entanto, estudos mais recentes proporcionaram resultados diferentes. De facto, os resultados sugeriram que os comprimidos de vitamina E poderiam, na realidade, aumentar a probabilidade de desenvolvimento de cancro da próstata.

Para ajudar a esclarecer a verdade sobre a vitamina E e o cancro da próstata, os National Institutes of Health patrocinaram um ensaio clínico, que é considerado o melhor tipo de estudo médico.

Mais de 35.000 homens participaram no estudo, tendo sido distribuídos aleatoriamente por quatro grupos. Todos os dias, os homens de cada grupo receberam uma das seguintes alternativas:

  • Um comprimido com 400 U de vitamina E
  • Um comprimido de selénio
  • Comprimidos com vitamina E e selénio
  • Um placebo (comprimido sem ingredientes ativos) que tem uma aparência exatamente igual à dos outros comprimidos.

Os homens não sabiam qual o tratamento que estavam a receber, o mesmo acontecendo com os investigadores. As embalagens eram numeradas para permitir vigiar o que cada homem tomava.

Os homens que tomaram 400 U de vitamina E por dia apresentaram uma taxa 17% mais elevada de cancro da próstata em comparação com os homens que receberam comprimidos de placebo. Os homens que receberam selénio isolado ou selénio associado a vitamina E apresentaram uma taxa ligeiramente mais elevada de cancro da próstata.

No entanto, a diferença entre estes homens e os que receberam placebo foi pequena.

Que alterações poderei efetuar agora?

A menos que o médico prescreva especificamente esta substância, não tome uma dose elevada de vitamina E. Sabemos agora que este suplemento não irá tornar as pessoas saudáveis ainda mais saudáveis. E está a aumentar a evidência clínica de que é prejudicial para os homens. Isto pode igualmente ser verdadeiro para as mulheres.

A preocupação relativamente à administração de vitamina E em doses elevadas não se estende às multivitaminas. A maior parte destas contém cerca de 20 unidades de vitamina E ou um pouco mais. A dose usada neste estudo recente foi 20 vezes mais elevada.

Até recentemente, sugerir-se-ia a administração de uma multivitamina com sais minerais por dia. Estes produtos não são muito dispendiosos e os estudos prévios tinham sugerido alguns benefícios. Mas estudos mais recentes demonstraram que não existe qualquer benefício adicional das multivitaminas nas pessoas saudáveis que ingerem uma dieta equilibrada.

Ainda assim, existem razões para algumas pessoas tomarem vitaminas.

As mulheres devem tomar 400 microgramas de ácido fólico por dia durante os anos férteis. Esta é a quantidade que se encontra presente numa multivitamina normal. A ingestão de quantidades suficientes de ácido fólico ajuda a prevenir que uma grávida tenha um filho com espinha bífida.

As pessoas que não se encontram expostas à luz do sol podem frequentemente acabar por apresentar uma carência de vitamina D. Este grupo pode beneficiar com a administração de uma multivitamina. A luz do sol modifica a forma inativa de vitamina D na pele para a forma ativa. A maior parte das pessoas da metade superior do hemisfério norte não está exposta a quantidades suficientes de luz do sol durante o inverno; na maior parte da primavera e do outono acontece o mesmo. Além disso, somos aconselhados a evitar a luz do sol devido ao facto de envelhecer a pele e de causar alguns tipos de cancros cutâneos.

Cada multivitamina tem 400 UI (unidades internacionais) de vitamina D. Se uma pessoa não se expuser à luz do sol e não ingerir alimentos ou bebidas fortificadas com esta vitamina, esta dose pode não ser o suficiente. Recomenda-se que procure manter uma ingestão diária de 800 UI de vitamina D.

Os vegetarianos estritos devem tomar vitamina B12, podendo igualmente necessitar de um suplemento de ferro. As doses das multivitaminas normais são seguras. Se a sua dieta contiver quantidades excessivamente reduzidas de qualquer vitamina ou mineral, as multivitaminas ainda continuam a constituir uma forma muito pouco dispendiosa de se proteger das deficiências vitamínicas.

O que poderei esperar ao olhar para o futuro?

Os suplementos vitamínicos não se mostraram à altura da publicidade de que foram alvo. De facto, os estudos científicos não revelaram benefícios para a maior parte dos suplementos de vitaminas e de sais minerais. A vitamina D constitui uma exceção.

No entanto, a vitamina D é um pouco diferente devido ao facto de muitas pessoas apresentarem uma deficiência desta vitamina. A maioria não tem conhecimento desta deficiência e geralmente não apresenta sintomas até se desenvolver uma diminuição da espessura dos ossos (osteoporose).

Será que isto significa que todas as pessoas devem tomar um suplemento de vitamina D? Alguns especialistas acham que sim. E as doses que não ultrapassam as 2.000 UI parecem ser seguras.

Não se espera que os estudos futuros demonstrem que isto está errado, contudo também não era expectável que os suplementos de vitamina E fossem prejudiciais.

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