Infeção pelo VIH/SIDA

Fonte: 

Tradão e Edição de Imagem Científica:

Adaptação Científica:

Dr. Nuno Ferreira

Validação Científica:

Prof.Saraiva da Cunha

Leia aqui o artigo:

O que é?

O vírus da imunodeficiência humana (VIH) enfraquece as defesas imunitárias do organismo através da destruição dos linfócitos CD4, que são os glóbulos brancos que normalmente ajudam a defender o organismo contra os ataques de bactérias, vírus e outros germes. Quando o VIH destrói as células CD4, o organismo fica vulnerável a muitos tipos diferentes de infecções. Estas infecções são denominadas “oportunistas”, uma vez que apenas têm a oportunidade de invadir o organismo quando as defesas imunitárias se encontram enfraquecidas. A infecção pelo VIH aumenta igualmente o risco de determinados cancros, doenças cerebrais e neurológicas, caquexia e morte. A diversidade de sintomas e de doenças que podem ocorrer quando a infecção pelo VIH enfraquece gravemente as defesas imunitárias do organismo é denominada síndrome de imunodeficiência adquirida ou SIDA.

Desde 1981, altura em que os médicos reconheceram pela primeira vez a infecção pelo VIH/SIDA como uma nova doença, os cientistas aprenderam muito sobre a forma como uma pessoa fica infectada com o VIH. O vírus é transmitido através do contacto com os fluidos orgânicos de uma pessoa infectada, especialmente através do sangue, do sémen e dos fluidos vaginais. Deste modo, o VIH pode ser transmitido através das relações sexuais (anais, vaginais e orais), de sangue contaminado (pela partilha ou pela picada acidental com uma agulha contaminada ou através de transfusões antes dos produtos derivados do sangue começarem a ser rastreados para o VIH em 1985) ou pelo parto de uma mãe infectada pelo VIH.

Uma vez no interior do organismo, as partículas do VIH invadem os linfócitos CD4 e utilizam a sua própria maquinaria e materiais celulares para produzir biliões de novas partículas de VIH. Estas novas partículas conduzem à destruição dos linfócitos CD4 infectados. Em seguida, as novas partículas podem entrar na circulação sanguínea e infectar outras células. Quando uma pessoa é infectada pelo VIH, o número dos seus linfócitos CD4 continua a diminuir. O VIH encontra-se a multiplicar-se activamente e a destruir os linfócitos CD4 desde o início da infecção. Finalmente, o número de linfócitos CD4 desce abaixo do limiar necessário para defender o organismo das infecções e o doente desenvolve SIDA.

Desde 1980, cerca de 60 milhões de pessoas em todo o mundo foram infectadas pelo VIH. Mais de 25 milhões faleceram. Mais de 90% dessas pessoas vivem em países em vias de desenvolvimento. Em algumas partes de África, mais de metade das mortes de adultos encontram-se relacionadas com o VIH, deixando milhões de crianças órfãs depois dos pais falecerem com SIDA.

Muitas pessoas infectadas pelo vírus não sabem que estão doentes. É importante para as pessoas infectadas pelo VIH saberem o seu estado, de forma a obterem tratamento médico antes da SIDA se desenvolver e a poderem tomar medidas para prevenirem a transmissão do vírus a outras pessoas.

Sintomas

Nos seus estádios iniciais, a infecção pelo VIH pode não apresentar sintomas ou pode causar uma doença de tipo gripal com alguns dos seguintes sintomas: febre, dores de garganta, erupção cutânea, náuseas e vómitos, diarreia, fadiga, aumento de volume dos gânglios linfáticos, dores musculares, dores de cabeça e dores articulares. Embora a maior parte das pessoas apresente sintomas nas primeiras semanas após ter sido infectada pelo VIH, a maior parte delas, bem como os médicos, não valorizam a doença, julgando tratar-se de uma gripe ou de um resfriado comum. Num pequeno número de casos, este estádio inicial da infecção pode progredir para uma meningite (uma inflamação das membranas que revestem o cérebro) ou podem surgir sintomas de tipo gripal mais graves que requerem internamento hospitalar.

À medida que o número de linfócitos CD4 desce abaixo do normal (500 a 2.000 células por milímetro cúbico de sangue), a pessoa pode começar a desenvolver gânglios linfáticos aumentados de volume e problemas cutâneos, tais como a infecção pelo vírus varicela-zoster (zona), a dermatite seborreica, o aparecimento ou o agravamento de uma psoríase e infecções ligeiras. Podem desenvolver-se úlceras em volta da boca e os surtos de herpes (oral e genital) podem tornar-se mais frequentes.

Ao longo dos anos seguintes, os linfócitos CD4 continuam a morrer e os problemas cutâneos e as úlceras da boca desenvolvem-se com maior frequência. Muitas pessoas desenvolvem diarreia, febre, perda de peso inexplicada, dores articulares e musculares e fadiga. As infecções tuberculosas antigas podem reactivar-se ainda antes do desenvolvimento da SIDA (a tuberculose é uma das infecções mais frequentemente relacionadas com a infecção pelo VIH/SIDA nos países em vias de desenvolvimento).

Finalmente, com as diminuições adicionais nos níveis de linfócitos CD4, o doente desenvolve SIDA. De acordo com os CDC, numa pessoa infectada pelo VIH, alguns dos sinais que indicam que se desenvolveu uma SIDA (conhecidos por situações definidoras de SIDA) incluem:

  • Diminuição da contagem de linfócitos CD4 para menos de 200 células por milímetro cúbico de sangue.
  • Desenvolvimento de uma infecção oportunista, indicando que o sistema imunitário se encontra gravemente enfraquecido. Estes tipos de infecções incluem causas específicas de pneumonia, diarreia, infecções oculares e meningite. Algumas das causas destas infecções oportunistas incluem o Cryptococcus, a reactivação do citomegalovírus, a reactivação do Toxoplasma no cérebro, uma infecção generalizada com o complexo Mycobacterium avium e a infecção dos pulmões pelo Pneumocystis jiroveci (anteriormente denominado Pneumocystis carinii).
  • Desenvolvimento de um tipo de cancro que mostra que o sistema imunitário está gravemente enfraquecido. Nos indivíduos infectados pelo VIH, estes cancros podem incluir um cancro do colo do útero em fase avançada, um sarcoma de Kaposi (um cancro que causa manchas redondas avermelhadas na pele e na boca), determinados tipos de linfoma não-Hodgkin e o linfoma cerebral.
  • Desenvolver uma doença cerebral relacionada com a SIDA, incluindo a encefalopatia pelo VIH (demência da SIDA) ou a leucoencefalopatia multifocal progressiva, que é causada pelo vírus JC.
  • Presença de caquexia grave (síndrome de emaciação do VIH).
  • Existência de uma doença pulmonar relacionada com a SIDA, como uma hiperplasia linfóide pulmonar ou uma pneumonia linfóide intersticial (geralmente observada apenas nas crianças).

Diagnóstico

O médico irá interrogar o doente sobre os possíveis factores de risco para a infecção pelo VIH, tais como os parceiros sexuais prévios, a toxicodependência endovenosa, as transfusões de sangue e a exposição ocupacional ao sangue, como é o caso da picada acidental com uma agulha infectada. O médico pode fazer perguntas sobre uma variedade de sintomas, tais como febre, perda de peso, dores musculares e articulares, fadiga e dores de cabeça, e sobre problemas médicos que o doente possa ter tido no passado, tais como infecções sexualmente transmitias ou hepatite. Em seguida, o doente é submetido a um exame físico completo. Durante este exame, o médico irá procurar a presença de uma camada espessa e branca na língua denominada candidíase oral (infecção pela Candida), de quaisquer anomalias cutâneas e de aumento de volume dos gânglios linfáticos. No entanto, para realizar o diagnóstico de infecção pelo VIH, são necessários exames laboratoriais.

O teste do VIH pode ser realizado através de uma análise de sangue no consultório médico ou numa clínica de rastreio anónimo. O exame de rastreio inicial é denominado imunoensaio enzimático (EIA) ou, também, teste de ELISA (enzyme linked immunosorbent assay). O imunoensaio enzimático detecta a presença de proteínas que combatem a doença e que são produzidas pelo sistema imunitário, denominadas anticorpos: o teste de imunoensaio enzimático para a infecção pelo VIH procura identificar a presença de anticorpos produzidos pelo sistema imunitário especificamente contra o vírus. Se o imunoensaio enzimático for positivo, é realizado um teste de Western blot para confirmar o diagnóstico, Este teste também mede a resposta de anticorpos do organismo contra o VIH mas é mais fiável do que o imunoensaio enzimático. Existem diversas causas de imunoensaios enzimáticos falsos positivos, mas é muito rara a ocorrência de um resultado falso positivo no teste de Western blot.

Nem o imunoensaio enzimático nem o Western blot são fiáveis imediatamente depois da pessoa ter sido infectada com o VIH. Podem ser necessárias algumas semanas para estes testes se tornarem positivos. O período entre a infecção com o VIH e o desenvolvimento de um teste positivo para os anticorpos é denominado “período de janela”. Este refere-se ao intervalo de tempo entre o momento em que a pessoa é infectada pelo VIH e a altura em que é possível detectar a resposta do organismo à infecção (o desenvolvimento de anticorpos). Embora seja possível medir o vírus directamente no sangue (teste da carga viral), este exame é usado para o diagnóstico apenas em circunstâncias especiais.

Se a pessoa tiver recebido um diagnóstico de infecção pelo VIH, o médico irá determinar se o vírus enfraqueceu o sistema imunitário através do pedido de uma análise de sangue para verificar a contagem dos linfócitos CD4. Se o doente tiver menos de 200 células por milímetro cúbico de sangue, isso significa que tem SIDA. Podem igualmente ser realizados exames para diagnosticar doenças relacionadas com a SIDA, incluindo infecções oportunistas ou cancros, dependendo dos sintomas.

Duração esperada

A infecção pelo VIH é uma doença para toda a vida. Não existe uma cura conhecida para esta infecção. No entanto, os avanços no tratamento alteraram a ideia de que a infecção pelo VIH era uma doença fatal. Os médicos consideram actualmente a infecção pelo VIH como uma doença crónica que pode ser controlada com medicamentos e com opções no que respeita a um estilo de vida saudável.

Prevenção

A infecção pelo VIH pode ser transmitida de pessoa a pessoa de qualquer das seguintes formas:

  • Relações sexuais não protegidas (relações sexuais anais, vaginais ou orais, heterossexuais ou homossexuais) com uma pessoa infectada
  • Uma transfusão contaminada (extremamente rara desde 1985, quando os derivados do sangue começaram a ser testados para o VIH)
  • Partilha de agulhas (se um toxicodependente endovenoso estiver infectado)
  • Exposição ocupacional (picada de agulha com sangue infectado)
  • Inseminação artificial com sémen infectado
  • Transplante de órgão de um dador infectado pelo VIH
  • Os recém-nascidos podem contrair a infecção pelo VIH a partir das mães antes ou durante o parto ou através da amamentação.

Não existe evidência de que o VIH possa ser transmitido através das seguintes vias: beijos, partilha de utensílios utilizados para comer, toalhas ou roupa de cama, piscinas, sanitas, telefones, picadas de mosquito ou de outros insectos. O contacto casual no domicílio, no local de trabalho ou em espaços públicos não constitui risco para a transmissão do VIH.

Embora estejam a ser testadas diversas vacinas contra o VIH, nenhuma foi aprovada. Uma pessoa pode diminuir a probabilidade de ser infectada pelo VIH se evitar comportamentos de alto risco. Para diminuir o risco de infecção pelo VIH:

  • Tenha relações sexuais apenas com um parceiro que também só tenha relações sexuais consigo. Pondere a realização do teste para o VIH em conjunto com essa pessoa.
  • Utilize preservativos em cada acto ou relação sexual.
  • Se usar drogas endovenosas ou injectar esteróides, nunca partilhe agulhas.
  • Se for profissional de saúde, siga estritamente as precauções universais (os procedimentos estabelecidos para o controlo das infecções para evitar o contacto com os líquidos corporais).
  • Se for mulher e estiver a ponderar engravidar, faça previamente um teste para o VIH, especialmente se você ou o seu parceiro tiverem uma história de comportamentos que os possam ter colocado em risco de contrair uma infecção pelo VIH. Uma grávida positiva para o VIH necessita de cuidados pré-natais especiais e de medicamentos para diminuir o risco de transmitir o VIH ao bebé recém-nascido.
  • Se pensar que pode ter estado exposto ao VIH (através de um contacto sexual ou através da exposição ao sangue, por exemplo, por meio de uma seringa contendo sangue infectado), existem medicamentos que podem ajudar a prevenir a infecção pelo VIH antes desta dominar o seu organismo. Os medicamentos devem ser tomados o mais cedo possível mas não mais de 72 horas (3 dias) depois da exposição. Se pensar que pode ter estado exposto, consulte o médico ou procure imediatamente cuidados de urgência.

Tratamento

O International AIDS Society – USA Panel recomenda que os doentes comecem a tomar medicamentos anti-víricos (anti-retrovirais) antes da contagem de CD4 descer abaixo das 350 células por milímetro cúbico de sangue. A altura exacta irá depender de muitos factores, dos riscos e dos benefícios, que devem ser discutidos pelo doente com o médico.

Se for tomada a decisão de iniciar tratamento, o médico irá escolher uma combinação de medicamentos, denominados anti-retrovirais, para combater a infecção pelo VIH. Para controlar a reprodução do VIH no organismo, devem ser usados vários medicamentos em conjunto (frequentemente denominada terapêutica anti-retroviral altamente activa). Estes medicamentos atacam o VIH em múltiplos pontos do seu ciclo de crescimento e são muito eficazes na supressão do vírus. A combinação de medicamentos limita igualmente o risco do VIH se tornar resistente aos medicamentos, o que iria significar que estes deixariam de ter capacidade para combater esta estirpe resistente de VIH.

Muitos estudos demonstraram que as pessoas com níveis elevados de vírus no sangue (carga viral) irão progredir mais rapidamente para SIDA. Embora não seja possível eliminar completamente o vírus do organismo, o objectivo do tratamento consiste em evitar que o vírus se reproduza. Isto pode ser observado quando a determinação da carga viral não consegue detectar o vírus na circulação sanguínea (o vírus nunca desaparece, mas fica em níveis muito baixos). Quando o vírus não se está a reproduzir rapidamente, é menos provável que mate os linfócitos CD4. À medida que a contagem de linfócitos CD4 aumenta, o sistema imunitário recupera força.

Actualmente, existem mais de 20 medicamentos anti-retrovirais disponíveis nos Estados Unidos da América e em Portugal. Muitos destes podem ser prescritos em combinação, o que faz com que o número de “formulações” diferentes disponíveis se aproxime dos 30. Muitos medicamentos têm dois ou três nomes e podem ser referidos pelo seu nome genérico, pelo nome comercial ou por uma abreviatura de três letras (por exemplo, o AZT é também conhecido pelo seu nome genérico, zidovudina, e pelo seu nome comercial, Retrovir). Os medicamentos anti-retrovirais actualmente disponíveis incluem:

  • Os inibidores nucleósidos da transcriptase reversa, como a zidovudina, a didanosina , a estavudina, o abacavir, a emtricitabina e a lamivudina, bloqueiam a reprodução do VIH ao nível da transcriptase reversa do vírus. O tenofovir é um medicamento frequentemente prescrito de uma família relacionada (inibidores nucleótidos da transcriptase reversa). Existem muitos comprimidos com combinações de inibidores nucleósidos da transcriptase reversa, incluindo a lamivudina e a zidovudina (denominada Combivir), o abacavir e a lamivudina (denominada Kyvexa) e a emtricitabina e o tenofovir (denominada Truvada).
  • Os inibidores não nucleósidos da transcriptase reversa, como a nevirapina  e o efavirenz, actuam sobre a mesma transcriptase reversa do VIH que os inibidores nucleósidos da transcriptase reversa bloqueiam, mas numa localização diferente.
  • Os inibidores da protease, como o atazanavir, o darunavir, o fosamprenavir, o indinavir, o nelfinavir, o ritonavir, o saquinavir  e o tipranavir bloqueiam a formação de novas partículas de vírus (inibem a protease do vírus). Os inibidores da protease são frequentemente potenciados pelo ritonavir para aumentar a sua acção. O lopinavir e o ritonavir encontram-se combinados num comprimido para este fim.
  • Bloqueadores da entrada nas células. Um inibidor da fusão denominado enfuvirtide  e um antagonista do co-receptor CCR5 denominado maraviroc  são actualmente os únicos medicamentos disponíveis que bloqueiam, em primeiro lugar, a entrada nas células do VIH. Estes medicamentos bloqueiam o vírus ao nível da superfície celular. O enfuvirtide apenas se encontra disponível na forma injectável.
  • Inibidor da integrase. O raltegravir  é o único medicamento disponível actualmente que bloqueia a “integração” do material genético do vírus com o material genético das células. Isto bloqueia a reprodução do VIH no interior da célula.

Podem ser feitas numerosas combinações, dependendo da preferência do doente e do médico. Atendendo a que muitos destes medicamentos apresentam efeitos secundários, tais como náuseas ou diarreia, os medicamentos mais adequados prescritos para uma determinada pessoa podem depender dos efeitos secundários (que serão diferentes de pessoa para pessoa).

A terapêutica inicial mais frequentemente recomendada é uma combinação de um inibidor não nucleósido da transcriptase reversa e dois inibidores nucleósidos da transcriptase reversa. Uma potencial opção para as pessoas que têm probabilidade de falhar a toma de doses da medicação é um comprimido combinado denominado Atripla. Este medicamento contém efavirenz, emtricitabina e tenofovir. O Atripla é tomado sob a forma de um comprimido, uma vez por dia.

É muito importante comunicar ao médico TODOS os outros medicamentos que o doente está a tomar (incluindo os produtos naturais e os medicamentos de venda livre), uma vez que podem ocorrer interacções medicamentosas graves com medicamentos frequentemente usados. Além disso, ninguém deve tomar um medicamento anti-retroviral que não tenha sido especificamente prescrito para essa pessoa por um médico.

Além dos medicamentos anti-retrovirais, os doentes com contagens baixas de CD4 devem tomar medicamentos para prevenir o desenvolvimento de infecções oportunistas. Por exemplo, os doentes com contagens de linfócitos CD4 inferiores a 200 células por mililitro de sangue devem tomar trimetoprim-sulfametoxazol (conhecido por Bactrim ou Septrin) para se protegerem da pneumonia por Pneumocystis.

Quando contactar um profissional

O médico pode ajudar a pessoa a proteger-se do VIH. Comunique ao médico se tiver relações sexuais desprotegidas ou se partilhar agulhas com qualquer pessoa por qualquer motivo (toxicodependência endovenosa ou consumo de esteróides, por exemplo). Se for mulher e pensar que o seu parceiro masculino pode ter factores de risco para a infecção pelo VIH, comunique-o ao seu médico. Este pode proporcionar-lhe informações sobre a forma de reduzir o risco de contrair uma infecção pelo VIH.

Uma pessoa deve igualmente falar com o médico se pensar que já pode estar infectada pelo VIH para ser testada para esta doença. Se apresentar dores de cabeça persistentes, tosse, diarreia, ulcerações cutâneas ou se tiver febre ou estiver a perder peso, comunique-o ao médico. Mesmo que não apresente quaisquer sintomas, quanto mais cedo efectuar o teste para o VIH, mais cedo poderá ser iniciado o tratamento apropriado para ajudar a proporcionar-lhe uma vida longa e saudável.

Consulte o médico imediatamente se pensar que foi exposto aos fluidos corporais de alguém que tem uma infecção pelo VIH ou SIDA. Se a sua exposição for considerada significativa, o médico pode recomendar a administração de medicamentos anti-retrovirais para diminuir o risco de contrair uma infecção pelo VIH/SIDA. Estes medicamentos são mais eficazes quando são tomados nas primeiras 72 horas (3 dias) após a exposição (idealmente nas primeiras duas horas).

Prognóstico

O tempo médio para a infecção pelo VIH progredir para SIDA é de 10 a 11 anos para as pessoas que não tomam anti-retrovirais. Nas pessoas com uma carga viral de VIH muito elevada, a SIDA pode desenvolver-se mais precocemente (dentro de 5 anos após a infecção). Depois da infecção pelo VIH ter progredido para SIDA, existe um risco acrescido de morte que varia dramaticamente de pessoa para pessoa. Por exemplo, algumas pessoas com SIDA faleceram pouco depois de ter sido efectuado o diagnóstico, enquanto outras viveram 12 anos ou mais.

Uma vez que os medicamentos muito potentes contra o VIH apenas passaram a estar disponíveis a partir de 1996, não se sabe quanto tempo as pessoas irão viver com a infecção pelo VIH se forem testadas precocemente e tratadas de forma apropriada. No entanto, o prognóstico é muito bom, especialmente para as pessoas que iniciam a terapêutica com medicamentos anti-retrovirais numa fase precoce da doença. Se uma pessoa estiver infectada pelo VIH, é preferível que o descubra o mais cedo possível para que o tratamento possa ser iniciado antes do sistema imunitário se encontrar enfraquecido. Desde que passaram a estar disponíveis medicamentos anti-retrovirais potentes, o número de mortes e de internamentos hospitalares relacionados com a SIDA diminuiu dramaticamente. No entanto, a taxa de mortalidade relacionada com a SIDA em alguns países em vias de desenvolvimento continua a ser extremamente elevada devido à falta de acesso aos medicamentos anti-retrovirais.

Informação adicional

Sociedade Portuguesa de Doenças Infecciosas e Microbiologia Clínica

http://spdimc.org

Direcção Geral de Saúde

Site: http://www.dgs.pt/

Alto Comissariado da Saúde

http://www.acs.min-saude.pt/

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