Convulsões febris

Fonte:

 

Tradão e Edição de Imagem Científica:

 

Adaptação Científica:

Dr. Hugo Dias

Validação Científica:

Profª Guiomar Oliveira

O que são?

As convulsões febris ocorrem nas crianças e são causadas por febre elevada ou por um aumento súbito da temperatura corporal. Estas convulsões ocorrem geralmente no início do episódio febril, coincidindo com a subida térmica,. As convulsões febris afectam cerca de 3 a 5% das crianças e são mais comuns entre os seis meses e os cinco anos de idade.

O que é uma convulsão?

As células nervosas cerebrais (neurónios) comunicam umas com as outras através de pequenos sinais eléctricos. Quando alguém tem uma convulsão, a forma como as células nervosas transmitem os sinais altera-se subitamente, fazendo com que diferentes músculos do corpo se contraiam ou sofram espasmos incontroláveis.

Manifestações clínicas

Mais de uma em cada três crianças que sofreram uma convulsão febril irá apresentar outra dentro de um ano. Mas a maior parte das crianças irá acabar por ultrapassar esta situação. O risco de ter outra convulsão é mais elevado nas crianças:

  • Com uma história familiar de convulsões febris.
  • Que tiveram a primeira convulsão antes dos 12 meses de idade.

As crianças com  dificuldades nas aquisições do desenvolvimento psicomotor apresentam igualmente uma maior probabilidade de ter convulsões febris.

Os sinais de uma convulsão febril podem incluir:

  • Movimentos espasmódicos, repetitivos e involuntários dos braços e das pernas
  • Rigidez do corpo
  • Olhos a rolar (revolução ocular)
  • Desmaio (perda de conhecimento)
  • Ausência de resposta às vozes ou ao tacto (aos estímulos externos)

Diagnóstico

Na maior parte dos casos, o médico pode diagnosticar as convulsões febris com base numa descrição do episódio. No entanto, o médico pode querer observar a criança para procurar a causa da febre. Em particular, o médico irá querer certificar-se de que a criança não apresenta sinais de uma infecção cerebral grave (encefalite) ou das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal (meningite).

Evolução clínicas

As convulsões febris geralmente duram menos de cinco minutos. No caso de se prolongarem por mais tempo, deve ser consultado o médico imediatamente.

Prevenção

Não existe forma de prevenir a primeira convulsão febril. Nas crianças que já sofreram uma convulsão febril, os pais devem ser ensinados no que respeita à melhor forma de lidar com a febre ou com uma convulsão, caso esta ocorra. A prevenção das temperaturas elevadas irá diminuir o risco de convulsões febris. Além disso, os pais devem ser tranquilizados no sentido de que as convulsões febris raramente são perigosas se durarem apenas alguns minutos.

Alguns medicamentos podem ajudar a prevenir mais convulsões. No entanto, os potenciais efeitos secundários destes medicamentos podem ser piores do que os benefícios. Assim, raramente são prescritos.

Tratamento

Em caso de convulsão breve (menos de cinco minutos) não está indicado usar medicação   mas devem tomar-se as seguintes medidas para proteger a criança:

  • Procurar manter-se calmo.
  • Colocar a criança de lado, sobre uma superfície plana, tal como o chão. Manter a criança afastada da mobília ou de objectos que possam causar lesões.
  • Inclinar a cabeça da criança para o lado para prevenir a asfixia.
  • Não tentar imobilizar a criança nem colocar nada entre os seus dentes.
  • Observar a criança cuidadosamente de modo a poder descrever os eventos ao médico.
  • Controlar o tempo. Se a convulsão durar mais do que cerca de cinco minutos, contacte o médico.

Depois duma convulsão, deve ser consultado o médico para que este possa examinar a criança, se necessário.
O tratamento envolve a redução da febre e o tratamento da sua causa. De um modo geral, não é necessário o internamento hospitalar, a menos que a doença que causou a febre o exija ou seja o primeiro episódio convulsivo.

Prognóstico

O prognóstico é excelente. As convulsões febris, de um modo geral, não são perigosas e não causam problemas a longo prazo. As crianças com paralisia cerebral, com perturbações no neurodesenvolvimento ou com determinados problemas neurológicos apresentam uma probabilidade ligeiramente maior em comparação com as outras crianças de desenvolverem epilepsia (convulsões repetidas que não estão relacionadas com a febre) depois das convulsões febris.

As crianças que têm convulsões febris repetidas apresentam um risco aumentado de desenvolverem epilepsia. No entanto, o risco é, ainda assim, muito baixo.

Informação adicional

Sociedade Portuguesa de Pediatria
http://www.spp.pt/

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Uma resposta to “Convulsões febris”

  1. Edição da Manhã, SIC Notícias:Convulsões febris com a análise do Dr. António Levy « Programa Harvard Medical School – Portugal Says:

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