Próteses Mamárias

Dr. Biscaia Fraga

A correcção cirúrgica da mama por razões reconstrutivas e estéticas, é das cirurgias actualmente realizadas com mais frequência no âmbito da Cirurgia Plástica Reconstrutiva e Estética.

Veja o vídeo aqui:

 

 Assim, o recurso a próteses ou implantes, bem como expansores mamários é prática diária. A sua utilização teve inicio na década de 60  do sec. XX, e tem vindo progressivamente a crescer de forma global a nível mundial.

 Cabe ao médico especialista em Cirurgia Plástica e Reconstrutiva  seleccionar com critério clínico e cientifico, ouvida a opinião e motivação da paciente, todo o tipo de material a ser utilizado e aplicado dentro do corpo da paciente, pois a diversidade é tão grande que requer uma escolha ponderada quanto a:

  •    membrana de revestimento da prótese
  •    conteúdo da mesma
  •    morfologia (redonda/anatómica
  •    base e projeção
  •    consistência
  •    longevidade
  •    resistência à pressão e tração
  •    fabrico e vulcanização
  •    autorizações, credenciais e preços

Também é na consulta médica que o especialista deve informar da localização da cicatriz, da posição onde fica o implante, dos riscos e complicações e dos benefícios desta correcção cirúrgica e melhores procedimentos para a sua boa manutenção. Todo o material, mesmo o considerado de utilização médica com todos os requisitos da melhor qualidade técnica, está sujeita a desgaste ou alteração da sua resistência ou deterioração da parede de revestimento, e também do seu conteúdo.

Ao longo das ultimas décadas a evolução tem sido muito positiva pois, quer a membrana quer o tipo de gel interior, têm sofrido melhoria qualitativa muito significativa o que leva alguns fabricantes a afirmar que se trata de “próteses definitivas”, termo que prefiro substituir por “longa duração”. A membrana actualmente é muito mais resistente e maleável, é impermeável à passagem para o exterior, isto é para os tecidos, do seu conteúdo. O conteúdo muito diverso há duas décadas, está reduzido a soro fisiológico e gel coesivo de silicone. Este tem tratamento físico muito especial de purificação, o que o leva a considerar-se inerte. De qualquer modo, não deixa de ser um corpo estranho introduzido no corpo humano e que este reconhece e reage como tal. A rutura nas próteses de soro fisiológico conduz ao esvaziamento e como tal perda de volume sem outras consequências. A rutura dos implantes com gel conduz a reacção inflamatória local, regional e mesmo eventualmente a nível sistémico.

Na década de 60 a reação do organismo às próteses era da ordem de 75%, actualmente oscila entre os 0.3% e os 2%, bem como todo o tipo de outras complicações que também são muito mais reduzidas.

Assim, é muito importante na História clínica da paciente considerar a idade, a compleição física, a espessura dos tecidos (tecido adiposo e muscular), profissão, grau e razões da motivação para a correção, doenças pré-existentes e coexistentes.

Esta cirurgia pode considerar-se que, em condições de normalidade, é das mais gratificantes para as pacientes com reflexo a nível da auto-estima, a nível social, profissional e relacionamento intimo.

Quanto à situação critica das P.I.P e como foi transmitido por vários canais de informação, os seus materiais foram “falsificados” e assim o seu revestimento não dá garantias de segurança, e o seu conteúdo impróprio para utilização médica, pode originar reações graves no organismo.

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