Hipertrofia Mamária

Dra Luisa Magalhães Ramos

O que é?

A hipertrofia mamária caracteriza-se por um excesso de pele, gordura e glândula mamária, geralmente bilateral, que no seu conjunto originam diversas queixas.

Os termos técnicos utilizados para se referirem a este problema são macromastia ou gigantomastia.  Embora não haja consenso, geralmente considera-se gigantomastia quando se espera uma necessidade de redução superior a 1,5kg por mama. Nos casos de macromastias, as reduções poderão ser leves ou moderadas (entre 100 a 500gr) ou mais graves ( a partir de 500 gr).

Há múltiplos factores associados à hipertrofia mamária, nomeadamente uma maior sensibilidade do tecido mamário às hormonas femininas (prolactina, estrogénios e progesterona), bem como o aumento de peso e as gestações.

É também de referir a hipertrofia mamária juvenil que, tal como o nome indica, se apresenta na adolescência e se caracteriza por um aumento abrupto do volume dos seios num curto espaço de tempo, geralmente após o primeiro ciclo menstrual.

Embora possa haver vários casos de hipertrofia mamária numa família, esta patologia não é geralmente considerada como um problema genético directamente transmissível.

Manifestações Clínicas

As queixas são diferentes de doente para doente, mas geralmente incluem dores no pescoço e na coluna, dores de cabeça, sulcos nos ombros com depressões dolorosas na pele produzidas pelo sutiã, intertrigo (alterações na pele) no sulco inframamário e dormência das mãos e dedos. Para além disso, muitas doentes mencionam factores psicológicos pelo embaraço que o volume mamário exagerado lhes provoca, referindo limitações na prática desportiva e em outras actividades sociais.

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico e pode ser feito pelos médicos assistentes (geralmente de Clínica Geral ou de Ginecologia e Obstetrícia) que encaminham para um Cirurgião Plástico. Este tem de avaliar a qualidade da pele, que frequentemente já foi estirada durante a gestação, amamentação e pelo aumento ou perdas de peso,  a forma da mama, o posicionamento e a dimensão dos mamilos e aréola e assimetrias existentes. Frequentemente, para além do grande volume apresentado, as mamas encontram-se descaídas (com ptose) e sem volume na região superior.

Tratamento

O tratamento é cirúrgico e consiste na mamoplastia de redução. Previamente à cirurgia, é essencial realizar os rastreios de cancro de mama (mamografia e ecografia).

A mamoplastia de redução permite diminuir o volume mamário, ao mesmo tempo que melhora a forma e o aspecto da mama,  corrigindo a ptose e dando volume ao pólo superior, que frequentemente se encontra esvaziado.

Prognóstico

Após a cirurgia, a maioria das mulheres refere melhoria das queixas e da sua qualidade de vida, com grande satisfação.

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