Muitos dos fatores de risco das doenças orais são as diversas doenças crónicas, como é o caso da diabetes, doenças cardiovasculares e outras.
Assim, quando se adotam estilos de vida promotores da saúde previnem-se quer muitas das doenças gerais, quer as doenças orais mais prevalentes como a cárie dentária e as doenças periodontais.
A ausência parcial ou total de dentes traz graves consequências a nível da saúde física e emocional. A capacidade de mastigação torna-se muito reduzida afetando as escolhas alimentares, contribuindo para défices nutricionais e, consequentemente, para um risco aumentado de aparecimento de outras doenças.
As pessoas tendem a evitar os alimentos ricos em fibras e escolhem alimentos com menor valor nutricional, elevados teores de gorduras saturadas e colesterol.
A falta de dentes também dificulta a comunicação interpessoal promovendo o isolamento das pessoas.
Os problemas psicológicos relacionados com a aparência da própria pessoa quando não possui dentes anteriores, interferindo com a sua autoestima, alterando a estética do 1/3 inferior da face e assim dando uma aparência mais envelhecida, motivando a procura de apoio psiquiátrico e de medicação auxiliar, são outro fator a ter em conta.
É relativamente comum, a existência de dores de cabeça, ouvidos, tonturas e, alterações posturais por consequência de problemas dentários / musculo-articulares, que muitas vezes só são diagnosticados pelo Médico Dentista após a passagem por diversas especialidades e a realização de múltiplos exames incluindo a TAC.
Apenas como curiosidade e referência, tendo em conta a complexidade deste tema, a falta de dentes, o mau posicionamento dos mesmos, são fatores de extrema importância em atletas, visto que pode afetar de forma muito significativa a recuperação de lesões musculares.
A falta de dentes que muitas das pessoas apresentam deve-se, essencialmente, à progressão da cárie dentária e das doenças periodontais, ao longo da vida. A progressão da cárie dentária leva à destruição dos dentes e a progressão das doenças periodontais levam à destruição dos tecidos de suporte dos dentes (gengivas, osso alveolar e ligamento que une o dente ao osso). Estas doenças têm um fator causal comum – a placa bacteriana.
As práticas adequadas de higiene oral, como a escovagem dos dentes e a limpeza interdentária, removem a placa bacteriana. Estas práticas diárias, que se recomendam a todas as pessoas, desde o nascimento dos primeiros dentes, são as que mais contribuem para a manutenção dos dentes durante toda a vida, e consequentemente, para a manutenção de uma boa saúde oral.
E quando já não vamos a tempo de prevenir? Como resolver?
Existem várias formas de repor os dentes perdidos, desde o uso de próteses removíveis, passando pela colocação de dentes fixos. Dentro das hipóteses fixas, que são as mais recomendáveis, tanto pelo conforto para o paciente, passando pela estética e pela maior funcionalidade, encontramos duas alternativas: a prótese fixa sobre dentes e a prótese fixa sobre implantes.
A prótese fixa sobre dentes, tal como o nome indica, apoia-se nos dentes adjacentes ao espaço que está livre. Tem uma enorme desvantagem, que é o fato de existir necessidade de preparar esses dentes pilares, sendo que muitas vezes são dentes que estão saudáveis, sem qualquer indicação de tratamento. Outra desvantagem prende-se com o fato de não irmos repor um dente individualmente, mas sim, uma estrutura com várias peças, dificultando assim a correta higienização.
O recurso a implantes dentários, apresenta-se na grande maioria dos casos como a solução ideal de reabilitação, não só porque não interfere com os dentes vizinhos, como, é a solução que melhor “imita” a anatomia de um dente verdadeiro.
O tratamento é bastante simples: numa primeira fase é colocado no osso do maxilar um “parafuso” de titânio (implante), que vai funcionar como uma “raiz dentária artificial”. Segue-se um período de cerca de 8 a 12 semanas para integração desse implante pelo osso alveolar e, reabilita-se com uma coroa cerâmica, que na realidade é o que o paciente quer, é a parte visível do dente. Nalguns casos consegue-se inclusivamente, colocar o implante e, no mesmo dia colocar um dente provisório fixo, resolvendo de imediato a situação.
Estamos a falar de uma intervenção muito rápida, indolor e com um pós-operatório praticamente assintomático.