Programa Harvard Medical School Portugal

Infeção por Chlamydia

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Fonte:

Tradão e Edição de Imagem Científica:

Adaptação Científica:

Dr. Hugo Dias

Validação Científica:

Prof. João Bernardes

O que é?

A infeção a Chlamydia é uma infeção sexualmente transmissível contraída ao ter relações sexuais não protegidas com um parceiro infetado por uma bactéria conhecida como Chlamydia trachomatis. Estas bactérias isolam-se na urina e nas secreções genitais de pessoas infetadas. A Chlamydia pode afetar várias áreas do sistema reprodutivo, causando ureterite, vaginite, cervicite e doença inflamatória pélvica (DIP). A infeção a Chlamydia pode também ser causa de pneumonia e de infecções oculares em recém-nascidos de mães infetadas.

A infeção a Chlamydia é uma das infeções sexualmente transmissíveis mais frequentes. Estas infeções ocorrem com maior frequência nas pessoas solteiras com menos de 25 anos e que tiveram dois ou mais parceiros sexuais durante o ano anterior. Nas mulheres, uma infeção não tratada pode levar à infertilidade, à ocorrência de dor pélvica crónica e a gravidez ectópica, situação em que o óvulo fertilizado se implanta e cresce não no útero mas na trompa de Falópio.

Manifestações clínicas

Cerca de 75% das mulheres e 50% dos homens infetados pela Chlamydia não apresentam sintomas. Por esta razão, muitas pessoas infetadas não são tratadas e continuam a disseminar a doença.

Nas mulheres, a Chlamydia pode causar:

Nos homens, a Chlamydia pode causar:

Diagnóstico

O médico irá avaliar o risco de uma pessoa contrair uma infeção a Chlamydia baseado na sua história sexual, já que a maioria das pessoas infetadas não apresentam sintomas. Por exemplo, o médico irá perguntar se a pessoa teve relações sexuais sem preservativo e irá confirmar igualmente a presença da Chlamydia por meio de uma análise de urina ou de uma zaragatoa da uretra ou do colo do útero. Se a pessoa estiver incluída num grupo de risco para a infeção a Chlamydia, deve realizar exames pelo menos uma vez por ano, mesmo que não apresente nenhuns sintomas.

Evolução clínica

Sem tratamento adequado, a Chlamydia permanece vários meses no organismo e, durante este tempo, o portador vai contagiando outras pessoas, disseminando a bactéria através de relações sexuais não protegidas.

Prevenção

Uma vez que a infeção a Chlamydia é uma doença sexualmente transmissível, pode ser prevenida das seguintes formas:

Para prevenir as complicações da infeção a Chlamydia não tratada, incluindo a infertilidade e a gravidez ectópica, as mulheres sexualmente ativas com risco de contrair esta doença devem ser submetidas a um exame ginecológico de rotina, incluindo um teste de rastreio para a Chlamydia, pelo menos uma vez por ano. Para prevenir a pneumonia e a infeção ocular do recém-nascido causadas pela Chlamydia, as grávidas de risco devem ser submetidas a um rastreio desta doença.

Tratamento

A infeção a Chlamydia é tratada com antibióticos administrados por via oral, tais como a doxiciclina, a azitromicina e a ofloxacina. O tratamento deve incluir todos os parceiros da pessoa infetada.

Quando contactar um médico

Os seguintes grupos de mulheres podem ser submetidos anualmente a um rastreio da infeção a Chlamydia:

Deve ser consultado um médico se tiver contactos sexuais com alguém que julgue estar infetado com Chlamydia.

Consulte igualmente o médico se tiver sintomas de infeção ureteral, vaginal ou pélvica.

Prognóstico

Os antibióticos curam a infeção a Chlamydia e permitem geralmente evitar as complicações. Sempre que uma mulher contrai uma doença inflamatória pélvica, por Chlamydia ou outra causa, apresenta um risco de 20% de complicações a longo prazo, como a infertilidade ou a dor pélvica crónica.

Informação adicional

Sociedade Portuguesa de Ginecologia

http://www.spginecologia.pt/

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