Programa Harvard Medical School Portugal

Jet Lag

Anúncios
Fonte:Tradão e Edição de Imagem Científica:

Adaptação Científica:

Dr. Tiago Villanueva

Validação Científica:

Prof.Armando Brito Sá

O que é?

O jet lag é um tipo de perturbação do sono que constitui uma reacção às viagens entre fusos horários.

O organismo desenvolve naturalmente um ciclo de sono-vigília que se encontra associado aos padrões de luminosidade e de escuridão do nosso meio ambiente. Este ciclo, denominado ciclo circadiano, afecta muitos processos corporais, incluindo a temperatura e os níveis hormonais.

Uma vez que as viagens entre fusos horários alteram os padrões de luminosidade-escuridão no meio ambiente de uma pessoa, elas podem perturbar os ritmos do organismo. Uma alteração de apenas algumas horas pode não parecer significativa, mas é frequentemente suficiente para afectar o ciclo de sono-vigília do indivíduo. Por exemplo um indivíduo de Lisboa que viaja para Moscovo pode receber uma chamada de despertar às 7 horas da manhã. Mas o seu organismo ainda se encontra a funcionar no horário de Lisboa, onde são ainda 4 horas da manhã.

Os efeitos do jet lag ultrapassam a sensação de cansaço durante mais algumas horas. Atendendo a que a perturbação do ciclo sono-vigília afecta os níveis hormonais do organismo, muitos processos fisiológicos podem ser alterados, levando ao aparecimento de diversos sintomas.

Manifestações clínicas

Os sintomas de jet lag podem ser ligeiros ou acentuados, dependendo do número de fusos horários que a pessoa atravessa e da sua sensibilidade a essas alterações. Quanto maior o número de fusos horários que uma pessoa atravessa, maior a probabilidade dos seus ritmos orgânicos serem perturbados, o que pode conduzir a sintomas mais intensos. A maior parte das pessoas que atravessa cinco ou mais fusos horários irá experimentar pelo menos alguns sintomas, que podem incluir:

Diagnóstico

Não existem testes para o jet lag, embora a causa seja geralmente óbvia. Se a pessoa apresentar sintomas típicos, não necessita de cuidados médicos.

Se a pessoa apresentar sintomas de jet lag que se prolongam por mais de duas semanas, é possível que exista uma outra causa para as dificuldades em dormir. O médico pode sugerir uma avaliação para verificar a presença de outros problemas.

Evolução clínica

Por cada fuso horário atravessado durante a viagem, a pessoa demora aproximadamente um dia a ajustar-se ao novo ambiente. Por exemplo, podem ser necessários até três dias para que uma pessoa que viaja de Lisboa para Moscovo se sinta novamente “normal”. Se essa pessoa viajar novamente para Lisboa depois de se ajustar à hora de Moscovo, pode levar mais três dias a reajustar-se à hora de Lisboa.

As pessoas idosas parecem ser mais afectadas pelo jet lag e podem necessitar de um pouco mais de tempo para se adaptarem. A viagem de oeste para leste pode causar sintomas mais incómodos uma vez que o organismo tem mais dificuldade em ajustar o seu relógio para a frente do que para trás.

Prevenção

Embora não exista nada que permita prevenir totalmente o jet lag, os viajantes podem tomar algumas medidas para limitar os seus efeitos:

Tratamento

Algumas pessoas acreditam que a melatonina, que é uma hormona, ajuda a diminuir o jet lag. Contudo esta substância, na Europa, é vendida como medicamento sujeito a receita médica destinado ao tratamento de insónia e não para redução do jet lag. Outros medicamentos para dormir sujeitos a prescrição médica, como o zolpidem ou um grupo relacionado de medicamentos denominados benzodiazepinas, podem ser eficazes para o jet lag. Isto é particularmente verdadeiro para as pessoas que têm dificuldade em adormecer depois de viajar para um novo fuso horário.

Quando contactar um médico

De um modo geral, não é necessário consultar o médico para tratar o jet lag. No entanto, deve consultar o médico se os sintomas não tiverem desaparecido ao fim de duas semanas.

Prognóstico

O jet lag é um problema ligeiro que desaparece espontaneamente ao fim de alguns dias. As pessoas com rotinas regulares e as pessoas mais idosas têm uma menor capacidade para tolerar os desvios dos ciclos de luminosidade-escuridão e podem demorar ligeiramente mais tempo a recuperar. No entanto, mesmo para estas pessoas, os sintomas devem ter desaparecido todos ao fim de duas semanas.

Informação adicional

UCS – Cuidados Integrados de Saúde, S.A

http://www.ucs.pt

Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar

http://www.apmcg.pt

International Society of Travel Medicine

http://www.istm.org

Anúncios

Anúncios