Um estudo avalia os riscos de defeito valvular

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Um estudo recente verificou que as pessoas com um defeito valvular cardíaco congénito apresentam um risco muito baixo de desenvolverem um perigoso problema denominado dissecção aórtica. No entanto os investigadores constataram que mais de metade irá necessitar de uma substituição valvular dentro de 25 anos. O estudo incluiu 416 pessoas que tinham nascido com uma válvula aórtica bicúspide. Isto significa que a válvula tem duas abas ou valvas (cúspides) em vez das três normais. Os investigadores vigiaram as pessoas durante uma média de 16 anos. Durante esse período, duas pessoas (0,5% da amostra) desenvolveram uma dissecção aórtica. Esta patologia consiste numa rutura da aorta, a maior artéria do organismo humano, constituindo uma situação potencialmente fatal. As taxas de outros problemas relacionados com o defeito valvular foram muito mais elevadas. Cerca de 26% das pessoas desenvolveram um aneurisma – uma dilatação de uma artéria devido a uma fraqueza na sua parede. Nas pessoas com aneurismas, o risco de surgirem problemas adicionais aumentou. Nos 15 anos subsequentes ao diagnóstico, 7% dos doentes apresentaram uma dissecção aórtica. As pessoas com idade superior a 50 anos tinham igualmente uma maior probabilidade de sofrerem uma dissecção aórtica do que os outros indivíduos com o defeito valvular. O Journal of the American Medical Association publicou o estudo e a HealthDay News escreveu sobre ele em 13 de setembro.

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O que é uma Substituição Valvular?

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Drª.Carolina Vaz Macedo

Validação Científica:

Prof. António Vaz Carneiro

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O que é?

Por vezes, uma válvula cardíaca natural que não está a funcionar apropriadamente necessita de ser substituída cirurgicamente por uma prótese valvular, que é um substituto de tecido ou sintético que tem por objectivo imitar os movimentos normais de abertura e de encerramento da válvula natural. Uma prótese valvular pode substituir qualquer das quatro válvulas cardíacas ― aórtica, mitral, pulmonar e tricúspide. As próteses valvulares cardíacas são divididas em duas categorias básicas: válvulas mecânicas sintéticas e válvulas biológicas de tecido humano ou animal.

Funcionamento das válvulas cardíacas saudáveis

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Edição da Manhã, SIC Notícias: Vantagens do Bypass Coronário pelo Dr. Ângelo Nobre

Dr. Ângelo Nobre

O Dr. Ângelo Nobre, Cirurgião Cardíaco e Consultor científico do Programa Harvard Medical School-Portugal/Faculdade de Medicina de Lisboa, esteve no programa Edição da Manhã, da SIC Notícias, para falar sobre as características do Bypass Coronário.

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O que é um Bypass Coronário?

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Drª.Carolina Vaz Macedo

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Prof. António Vaz Carneiro

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O que é?

O bypass coronário, também denominado cirurgia de pontagem coronária ou de revascularização coronária, é um procedimento que permite que o sangue contorne (ou faça uma ponte sobre) uma secção obstruída em uma ou mais artérias coronárias.

As artérias coronárias são os vasos sanguíneos que fornecem oxigénio e nutrientes ao coração. Existem várias artérias coronárias e os seus nomes estão relacionados com a localização (ex: ramo principal da artéria coronária esquerda, artéria coronária descendente anterior e artéria coronária direita).

Na doença coronária o lúmen (interior) destas artérias encontra-se estreitado pela acumulação de gordura e de colesterol em placas (aterosclerose), com diminuição da quantidade de sangue que chega ao coração. Estas placas podem ainda romper, levando à formação de um coágulo de sangue que pode obstruir a artéria e interromper de forma abrupta o fluxo de sangue para o coração, originando um ataque cardíaco.

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O que é a Endocardite

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Drª.Carolina Vaz Macedo

Validação Científica:

Prof. António Vaz Carneiro

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O que é?

A endocardite, ou endocardite infecciosa, é uma infecção com inflamação das válvulas cardíacas e do revestimento interno das câmaras cardíacas, o endocárdio. A endocardite ocorre quando microrganismos infecciosos, tais como bactérias ou fungos, entram na corrente sanguínea e se fixam no coração. Na maior parte dos casos, estes microrganismos são estreptococos, estafilococos ou estirpes de bactérias que normalmente vivem na superfície do corpo. O microrganismo infectante entra na corrente sanguínea através de uma ferida cutânea causada por uma doença ou uma lesão da pele, um procedimento médico ou dentário ou uma picada na pele, especialmente nos consumidores de drogas endovenosas.

Dependendo da agressividade (virulência) do germe infectante, a lesão do coração causada pela endocardite pode ser rápida e grave (endocardite aguda) ou mais lenta e menos dramática (endocardite subaguda).

  • Endocardite aguda ― A endocardite aguda ocorre frequentemente quando uma estirpe agressiva de bactérias da pele, especialmente estafilococos, entra na circulação sanguínea e ataca uma válvula cardíaca normal, sem lesões. Quando estas bactérias começam a multiplicar-se dentro do coração podem enviar pequenos agregados de bactérias, denominados êmbolos sépticos, para a corrente sanguínea, disseminando a infecção para outros órgãos, especialmente para os rins, os pulmões e o cérebro. Os consumidores de drogas endovenosas apresentam um risco muito elevado de desenvolverem endocardite aguda devido ao facto de numerosas punções por agulhas proporcionarem a bactérias agressivas, como os estafilococos, muitas oportunidades de entrarem no sangue através das feridas da pele. A utilização de utensílios sujos para preparar e injectar as drogas aumenta o risco. Se não for tratado, este tipo de endocardite pode ser fatal em menos de seis semanas.
  • Endocardite subaguda ― Esta forma de endocardite é mais frequentemente causada por um dos estreptococos do grupo viridans (Streptococcus sanguis, mutans, mitis ou milleri) que normalmente residem na boca ou na garganta. O Streptococcus bovis ou o Streptococcus equines podem igualmente causar uma endocardite subaguda, tipicamente nos doentes que apresentam alguma forma de cancro gastrointestinal, geralmente um cancro do cólon. A endocardite subaguda tende a envolver as válvulas cardíacas que já se encontram lesadas e geralmente apresenta uma menor probabilidade de causar êmbolos sépticos do que a endocardite aguda. Se não for tratada, a endocardite bacteriana subaguda pode agravar-se durante até um ano antes de ser fatal.

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O que é a hipertensão arterial?

Prof. Lino Gonçalves

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre Hipertensão Arterial, pelo Prof. Lino Gonçalves: “O que é a Hipertensão Arterial?”

Leia ainda o artigo sobre hipertensão arterial: “O que é a Hipertensão Arterial”

O que é a Pericardite?

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Drª.Carolina Vaz Macedo

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Prof. António Vaz Carneiro

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre Cardiologia pelo Prof. Lino Gonçalves: «O que é a pericardite?»

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O que é?

A pericardite é uma inflamação do pericárdio, isto é, da membrana que forma uma espécie de saco em volta do coração, e pode ser desencadeada por múltiplos problemas médicos muito diferentes, incluindo:

  • Infecção viral ― A pericardite viral pode ser causada por uma infecção por diversos tipos de vírus, incluindo coxsackievirus, echovirus, adenovírus, vírus da imunodeficiência humana (VIH), vírus que causam papeira ou vírus que causam hepatite.
  • Infecção piogénica (produtora de pus) ― A pericardite piogénica é uma infecção que envolve o coração e que produz pus. Tem diversas causas, incluindo a ruptura (abertura) do esófago (tubo do aparelho digestivo que vai da boca até ao estômago), uma infecção após uma cirurgia cardiotorácica ou a disseminação de uma endocardite (uma infecção do revestimento interno do coração e das válvulas cardíacas).
  • Tuberculose ― A pericardite tuberculosa pode ocorrer como parte de uma infecção tuberculosa activa.
  • Urémia ― A pericardite urémica pode ocorrer em pessoas com urémia, que é uma acumulação de ureia e de outros produtos residuais do sangue causados por uma falência renal.
  • Ataque cardíaco (enfarte do miocárdio) ― A pericardite pode ser desencadeada por uma destruição do músculo cardíaco num ataque cardíaco.
  • Traumatismo cardíaco ― Tal como no ataque cardíaco, a lesão do coração causada por um traumatismo (um ferida perfurante ou uma pancada forte no tórax) ou uma cirurgia cardíaca podem igualmente desencadear uma pericardite.
  • Doença reumática ou doença vascular do colagénio ― As doenças reumáticas (artrite reumatóide, esclerodermia e poliarterite nodosa) e as doenças vasculares do colagénio, especialmente o lúpus eritematoso disseminado, podem igualmente causar pericardite.

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