Edição da manhã, Sic Notícias – Mitos e crenças na gravidez com o Prof. Luís Graça

Prof. Luis Graça

O prof. Luís Graça esteve na Edição da manhã para falar sobre o Mito: “Qualquer obstetra está apto a efetuar ecografias na gravidez”.

Veja o vídeo aqui:

Leia o artigo aqui: Mitos e crenças na gravidez: “Qualquer obstetra está apto a efetuar ecografias na gravidez

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Mitos e Crenças: A vacinação pode causar autismo nas crianças.

Prof. António Vaz Carneiro

Mitos e Crenças na Saúde: A vacinação pode causar autismo nas crianças. Neste vídeo, o Prof. António Vaz Carneiro alerta para a importância de vacinar as crianças, de acordo com o Plano Nacional de Vacinação, e explica a relação infundada entre o autismo e a vacinação.

Veja o vídeo aqui:

Mitos e Crenças na Saúde: Qualquer obstetra está apto a efetuar ecografias na gravidez

Prof. Luis Graça

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobreMitos e Crenças na Saúde: Qualquer obstetra está apto a efetuar ecografias na gravidez” com o Prof. Luís Graça: Qualquer obstetra está apto a efetuar ecografias na gravidez

Leia o texto do áudio aqui:

Se acredita nisso, está a acreditar num mito. Muitos obstetras clínicos altamente qualificados para seguirem a sua gravidez nunca obtiveram o treino necessário em ecografia obstétrica. Por essa razão, habitualmente irão referenciá-la para um colega diferenciado nessa área.

A ecografia obstétrica, por ser um exame de enorme importância para a deteção de anomalias do feto, só deverá ser efetuada por obstetras com extenso treino nessa técnica e que dediquem pelo menos 50% do seu tempo de trabalho à ecografia. Aliás, essa competência só é conferida pelo Colégio da Especialidade de Ginecologia e Obstetrícia da Ordem dos Médicos aos profissionais que cumpram esses critérios.

Apesar de a ecografia não ter capacidade para diagnosticar a totalidade das malformações fetais, a probabilidade de anomalias mais ou menos graves passarem despercebidas relaciona-se diretamente com o treino do operador e a qualidade dos equipamentos.

Assim, certifique-se que, pelo menos as ecografias das 11-14 semanas e das 20-22 semanas serão efetuadas por um médico com a competência necessária e que trabalhe com um ecógrafo moderno.

Mitos e Crenças na Saúde: a grávida não deve tomar medicamentos

Prof. Luis Graça

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobreMitos e Crenças na Saúde: a grávida não deve tomar medicamentos” com o Prof. Luís Graça: A grávida não deve tomar medicamentos

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Este não é apenas um mito, é um disparate.

A maior parte dos medicamentos de uso comum (analgésicos, anti-nauseosos, antibióticos, etc.) não tem quaisquer efeitos negativos sobre o embrião ou o feto.

Pelo contrário, muitas vezes a doença que carece de ser medicada terá mais efeitos agressivos sobre o bebé do que o tratamento que for prescrito. É este o caso das infeções dentárias ou urinárias, que, mesmo que não provoquem sintomas significativos na grávida, se não forem tratadas com um antibiótico poderão ser o ponto de partida para o desencadeamento de um parto prematuro.

Assim, não receie os tratamentos que o seu médico lhe prescrever e cumpra rigorosamente as doses e o tempo de tratamento indicados. Se, mesmo assim, tiver dúvidas, faça-lhe as perguntas que entender. Todos nós conhecemos e compreendemos os mitos que estão na base dos seus naturais receios.

E já agora: se tiver uma dor de cabeça ou uma dor de dentes, não hesite em tomar um comprimido de paracetamol, pois é totalmente inócuo para o seu bebé.

Mitos e Crenças na Saúde: as bebidas alcoólicas são totalmente proibidas na gravidez

Prof. Luis Graça

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobreMitos e Crenças na Saúde: as bebidas alcoólicas são totalmente proibidas na gravidez” com o Prof. Luís Graça: As bebidas alcoólicas são totalmente proibidas na gravidez

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Esta afirmação só é parcialmente verdadeira.

De facto, a grávida deve abster-se de ingerir bebidas com forte conteúdo alcoólico (whisky, gin, aguardente, etc.) seja em que quantidade for.

Apesar de não estar determinada qual a dose diária de álcool a partir da qual existe o risco de ocorrerem efeitos perniciosos sobre o feto ou a evolução da gravidez, sabe-se que a ingestão de uma ou mais bebidas de alto teor alcoólico por dia se associa a restrição do crescimento fetal e baixo peso do recém-nascido.

Pelo contrário, não há dados que comprovem que esses efeitos se verifiquem nas grávidas que bebam ocasionalmente um simples copo de vinho.

Assim, se está grávida e lhe apetecer beber um copo de vinho ao fim de semana ou num dia festivo não fique com remorsos, pois o seu bebé não irá ser afetado por isso. Mas lembre-se: um copo é um copo e um dia não são dias.

Mitos e Crenças na Saúde: Os abortamentos espontâneos precoces são raros

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Este mito transmite grande ansiedade à mulher que aborta.

Na verdade, na espécie humana o aborto que ocorre nas primeiras 8 semanas é um acontecimento frequente que, por si só, não tem implicações significativas no futuro reprodutivo.

Grande parte dos abortos precoces ocorre em embriões mal formados, portanto inviáveis.

A grande sensibilidade dos testes de diagnóstico da gravidez identifica muitas gestações antes de elas serem clinicamente reconhecíveis, ou seja, antes de ocorrer a 1ª falta menstrual. Cerca de dois terços destas gestações não irão prosseguir, isto é, depois de ocorrida a falta menstrual verificar-se-á que não existe uma gravidez em evolução.

Das gestações clinicamente reconhecidas, isto é, que eram evolutivas 5 a 6 semanas após o 1º dia do último período menstrual, 10 a 12% virão a perder-se nas semanas seguintes.

Portanto, se teve um abortamento espontâneo precoce, considere isso como um aborrecimento e nunca como uma tragédia

Mitos e Crenças na Saúde: depois de uma cesariana, sempre uma cesariana

Prof. Luis Graça

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Este é um verdadeiro mito. De facto, a maioria das cesarianas de repetição são efetuadas eletivamente e, muitas vezes, a decisão é influenciada por um deficiente aconselhamento clínico.

Em muitas circunstâncias, uma mulher que foi submetida a uma cesariana poderá ter um parto vaginal numa gravidez seguinte. Cerca de 2 terços das grávidas com uma cesariana anterior serão candidatas para uma prova de parto vaginal. Com uma seleção apropriada e vigilância adequada do trabalho de parto, entre 60 e 80% destas grávidas terão mesmo um parto vaginal.

As grávidas candidatas a uma prova de trabalho de parto são, na maior parte, aquelas em que a cesariana na gravidez anterior foi efetuada por uma razão que não se repete na gestação em curso, como, por exemplo, o sofrimento fetal intra-parto, a gravidez gemelar, a apresentação fetal anómala, etc.

O Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia recomenda que, ponderados cuidadosamente os fatores envolvidos e feito o devido aconselhamento, seja dada a oportunidade de uma prova de parto vaginal a todas as grávidas com uma cesariana anterior em que a história clínica mostre um baixo índice de risco de complicações.