Epilepsia

Fonte:

 

Tradão e Edição de Imagem Científica:

Adaptação Científica:

Drª. Ana Sofia Correia

Validação Científica:

Dr. Alexandre Campos

O que é?

A epilepsia é uma doença do sistema nervoso que causa alterações repetidas, súbitas e breves da actividade eléctrica do cérebro, manifestando-se por crises epilépticas recorrentes. As crises epilépticas são episódios de descarga anormal e excessiva de células nervosas cerebrais, que afectam temporariamente a forma como a pessoa se comporta, move, pensa ou sente. Um indivíduo pode ter uma crise epiléptica sem ter epilepsia e sem ter uma doença do sistema nervoso (o que pode acontecer, por exemplo, por alterações dos iões ou diminuição da glicose no sangue, privação de álcool nos alcoólicos ou ingestão de drogas).

Existem dois tipos principais de crises epilépticas:

  • Uma crise epiléptica generalizada primária envolve todo o cérebro e provoca perturbação do estado de consciência.
  • Uma crise epiléptica focal ou parcial começa numa área cerebral, afectando apenas uma parte do cérebro. No entanto, uma crise parcial pode transformar-se numa crise epiléptica generalizada (crise parcial com generalização secundária). Leia o resto deste artigo »

Meningite

Fonte:

Tradão e Edição de Imagem Científica:

Adaptação Científica:

Drª. Ana Sofia Correia

Validação Científica:

Prof. João Lobo Antunes

O que é?

A meningite é uma inflamação das membranas (meninges) que cobrem o cérebro e a medula espinhal e é frequentemente causada por uma infecção viral ou bacteriana. Outros agentes infecciosos, tais como os fungos, podem também provocar meningite e existem ainda causas mais raras que incluem as reacções medicamentosas atípicas e o lúpus eritematoso disseminado. A etiologia mais comum é a viral. Qualquer pessoa pode contrair uma meningite viral, mas esta doença ocorre mais frequentemente nas crianças. A meningite pode ser causada por muitos vírus diferentes, mas o enterovírus é o agente mais habitual.

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Edição da manhã, Sic Notícias – o AVC em análise com a Dra Patrícia Canhão

Assinala-se este sábado o dia nacional do doente com AVC. A neurologista Dra Patrícia Canhão esteve na Edição da Manhã para fazer o ponto da situação desta doença em Portugal

Veja o vídeo aqui:

 

Leia o artigo aqui: Acidente Vascular Cerebral (AVC)

O que é o Acidente vascular cerebral (AVC)?

Fonte: 

Tradão e Edição de Imagem Científica:

 

Adaptação Científica:

Drª. Ana Correia

Validação Científica:

Drª. Filipa Falcão


Leia o artigo aqui:

O que é?

O acidente vascular cerebral (AVC) é uma lesão do cérebro que ocorre devido a uma interrupção do fornecimento de sangue a este órgão. Em Portugal constitui a principal causa de morte e de incapacidade permanente.

A irrigação sanguínea do cérebro pode ser perturbada por diferentes razões. Os médicos geralmente classificam os acidentes vasculares cerebrais em hemorrágicos e isquémicos. De uma forma simplificada, os AVCs isquémicos podem ser divididos em trombóticos ou embólicos.

Acidente vascular cerebral hemorrágico

Este tipo de acidente vascular cerebral é causado por uma hemorragia, que pode ocorrer dentro do cérebro (hemorragia intracerebral) ou entre este órgão e o crânio (hemorragia subaracnoideia). Quando ocorre uma hemorragia, os vasos sanguíneos de pequeno calibre próximo da hemorragia contraem-se e, consequentemente, algumas áreas cerebrais recebem uma quantidade insuficiente de sangue. Além disso o sangue pode comprimir as estruturas nervosas adjacentes.

A hemorragia intracerebral encontra-se frequentemente associada a uma pressão arterial elevada (hipertensão arterial), à idade avançada, ao consumo excessivo de álcool ou à utilização de cocaína ou de anfetaminas. A hemorragia cerebral ocorre geralmente por rotura de pequenas artérias ou de malformações dos vasos sanguíneos. Por lado, a hemorragia subaracnoideia (entre o cérebro e o crânio) é geralmente causada pela rotura de um aneurisma cerebral. Os acidentes vasculares cerebrais hemorrágicos são menos frequentes que os isquémicos.

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Edição da manhã, SIC Notícias: Síndrome do canal cárpico em análise com o Prof. José Ferro

Na Edição da manhã da SIC Notícias, o Professor José Ferro, Director Serviço de Neurologia do Hospital de Santa Maria – Centro Hospital Lisboa Norte, falou sobre o síndrome do canal cárpico. A doença afeta principalmente os informáticos e os escritores.

Veja o vídeo aqui:

Leia o artigo aqui: O que é o Síndrome do canal cárpico?

O que é um Traumatismo da medula espinhal?

Fonte:

 

Tradão e Edição de Imagem Científica:

 

Adaptação Científica:

Dr. André Carvalho

Validação Científica:

Prof. João Lobo Antunes

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre Neurologia pelo Prof. João Lobo Antunes: O que é um Traumatismo da medula espinhal?

Leia o artigo aqui:

O que é?

A medula espinhal transmite os sinais nervosos do cérebro para o resto do corpo. O traumatismo da medula espinhal pode resultar em diversas lesões. Nos países europeus cerca de metade ocorre na sequência de acidentes de viação, 35 a 42% depois de quedas e entre 11 e 12% após lesões relacionadas com a prática de desporto. Mais de 80% dos casos de traumatismo da medula espinhal ocorrem em pessoas com idade compreendida entre os 15 e os 35 anos. Cerca 80% dos indivíduos afectados são do sexo masculino e até um quarto dos casos verificam-se após uma ingestão significativa de álcool. A maior parte das lesões da medula espinhal ocorrem ao nível da região cervical, ou seja, no pescoço. O seu traumatismo pode resultar numa equimose da própria medula espinhal, numa perturbação da sua irrigação sanguínea ou numa secção (corte) da mesma. As lesões da medula espinhal são graves e podem provocar uma diminuição da força, da coordenação e da sensibilidade, bem como de outras funções, tais como o controlo da bexiga.

Sinais e Sintomas

Os sinais e sintomas de um traumatismo da medula espinhal variam dependendo da localização e da gravidade da lesão. Um traumatismo completo da medula espinhal resulta numa perda total da sensibilidade e da capacidade para o indivíduo se mover que ocorre aproximadamente abaixo do nível da lesão. Por exemplo, uma pessoa lesada a meio do pescoço irá perder a sensibilidade e será incapaz de se mover abaixo do meio do pescoço. Quase metade das lesões da medula espinhal são completas e caso ocorram na parte superior do pescoço podem comprometer a capacidade para respirar e exigir que a pessoa tenha de recorrer a um ventilador mecânico para sobreviver.

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O que é uma Punção Lombar?

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Tradão e Edição de Imagem Científica:

 

Adaptação Científica:

Drª. Ana Sofia Correia

Validação Científica:

Prof. João Lobo Antunes

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre Neurologia pelo Prof. João Lobo Antunes: O que é uma Punção Lombar?

Leia aqui o artigo:

O que é?

A punção lombar é um procedimento em que é utilizada uma agulha para remover uma amostra de líquido cefalo-raquidiano, que é um líquido circulante que banha o sistema nervoso. Como este líquido envolve as raízes nervosas, é possível colher uma pequena amostra inserindo uma agulha entre as vértebras lombares. Este procedimento é utilizado para diagnosticar infecções do sistema nervoso (meningite e encefalite) e outras doenças neurológicas (por exemplo, esclerose múltipla, síndrome de Guillain-Barré ou hemorragia subaracnoideia). Em situações menos frequentes, a punção lombar pode ser realizada com finalidade terapêutica, por exemplo, para tratar alguns casos de hipertensão intracraniana ou para inserir medicamentos no líquido cefalo-raquidiano.

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O que é a Meningite?

Fonte:

Tradão e Edição de Imagem Científica:

 

Adaptação Científica:

Drª. Ana Correia

Validação Científica:

Prof. Lobo Antunes

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre Neurologia pelo Prof. João Lobo Antunes: O que é a meningite?

Leia aqui o artigo:

O que é?

A meningite é uma inflamação das membranas (meninges) que cobrem o cérebro e a medula espinhal e é frequentemente causada por uma infecção viral ou bacteriana. Outros agentes infecciosos, tais como os fungos, podem também provocar meningite e existem ainda outras causas raras que incluem as reacções medicamentosas atípicas e o lúpus eritematoso disseminado. A etiologia mais comum é a viral. Qualquer pessoa pode contrair uma meningite viral no entanto esta doença ocorre mais frequentemente nas crianças. A meningite pode ser causada por muitos vírus diferentes mas o enterovírus é o agente mais habitual.

A meningite viral causada pelo enterovírus ocorre sobretudo no Verão, embora possa ocorrer em qualquer altura do ano. A via de entrada do enterovírus no organismo é geralmente gastrointestinal e a transmissão é sobretudo fecal-oral (por exemplo, através de mãos mal lavadas contaminadas com fezes). O contágio é possível durante o período em que as pessoas infectadas têm o vírus nas fezes. Menos frequentemente, o contágio também é possível por via oral-oral ou por via respiratória. A infecção por enterovírus é geralmente assintomática ou provoca doença ligeira, resultando raramente em meningite. Excepto nos casos raros de meningite do grupo herpes, a meningite viral irá curar espontaneamente ao fim de 7 a 10 dias.

A meningite bacteriana é uma infecção muito grave e potencialmente fatal que pode afectar pessoas saudáveis, apesar dos bebés e das pessoas idosas serem mais susceptíveis. No passado, os três tipos mais comuns de meningite bacteriana eram causados pela Neisseria meningitidis, pelo Haemophilus influenzae e pelo Streptococcus pneumoniae. Actualmente o Plano Nacional de Vacinação inclui vacinas para a N. Meningitidis e para o H. influenzae, pelo que o número de casos de meningite provocada por estes agentes tem vindo a diminuir. Actualmente a causa mais frequente de meningite bacteriana na comunidade é o Streptococcus pneumoniae, existindo uma vacina disponível para as pessoas com maior risco, nomeadamente idosos, doentes crónicos e imunocomprometidos (esta vacina não está incluída no Plano Nacional de Vacinação).

Além dos bebés e dos idosos, as pessoas com doenças crónicas e/ou com deficiências do sistema imunitário apresentam um maior risco de terem uma meningite causada por bactérias ou por fungos.

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O que é o Síndrome do Canal Cárpico?

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Tradão e Edição de Imagem Científica:

 

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Drª. Ana Correia

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Prof. Lobo Antunes

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre Neurologia pelo Prof. João Lobo Antunes: O que é o Síndrome do Canal Cárpico?
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O que é?

No punho, os nervos e os tendões passam através de um espaço denominado canal ou túnel cárpico.

Uma vez que o canal cárpico é relativamente estreito, um nervo importante que passa através deste espaço, denominado nervo mediano, pode ficar irritado ou comprimido. A síndrome do canal cárpico (ou do túnel cárpico) é uma associação de adormecimento, formigueiro, dor e fraqueza na mão causada por uma compressão do nervo mediano no canal cárpico. Os sintomas tendem a surgir principalmente no polegar, no dedo indicador, no dedo médio e em metade do dedo anelar porque o nervo mediano é responsável pela sensibilidade nestas áreas.

Visto que o canal cárpico é estreito, o nervo pode ser comprimido se este  espaço diminuir ainda mais. A síndrome do canal cárpico tem diversas causas frequentes, incluindo:

  • uma doença reumática (por exemplo, artrite degenerativa e tenossinovite, artrite reumatóide) ou uma fractura próxima do punho
  • gravidez
  • diabetes
  • uso excessivo do punho (tal como acontece nas dactilógrafas, nas pessoas que trabalham nas caixas em locais comerciais, nas costureiras, nos operadores de computadores ou em determinados atletas)
  • doença da tiróide, particularmente se a tiróide for hipoactiva (hipotiroidismo).

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Sabe o que é Paralisia de Bell?

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Drª. Ana Correia

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Prof. Lobo Antunes

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre Neurologia pelo Prof. João Lobo Antunes: Sabe o que é Paralisia de Bell?

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O que é?

A paralisia de Bell é uma fraqueza nos músculos de um lado da face causada por lesão do nervo facial. O nervo pode ficar inflamado e edemaciado, deixando de funcionar adequadamente.

Existem dois nervos faciais, um do lado direito da face e outro do lado esquerdo, e cada um tem vários ramos. O ramo principal controla a maior parte dos músculos de um dos dados da face, incluindo os músculos que controlam a expressão facial, os músculos dos lábios e os que fecham os olhos. Outros ramos mais pequenos vão para a língua e para o ouvido.

Por definição, a inflamação do nervo facial na paralisia de Bell não tem causa conhecida (e por isso denomina-se idiopática). Pensa-se que seja provocada por uma infecção pelo vírus herpes simplex, o mesmo vírus que causa o herpes labial. No entanto, existem outras causas infecciosas que provocam paralisia facial e que devem ser diferenciadas da paralisia de Bell. Uma delas é a síndrome de Ramsay-Hunt, que é causada pelo vírus herpes zoster, o vírus responsável pela varicela e pela zona. Uma causa infecciosa menos comum de paralisia facial é a doença de Lyme, provocada por uma bactéria que é transmitida ao Homem através da picada de uma carraça.

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