O que é a Meningite?

Fonte:

Tradão e Edição de Imagem Científica:

 

Adaptação Científica:

Drª. Ana Correia

Validação Científica:

Prof. Lobo Antunes

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre Neurologia pelo Prof. João Lobo Antunes: O que é a meningite?

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O que é?

A meningite é uma inflamação das membranas (meninges) que cobrem o cérebro e a medula espinhal e é frequentemente causada por uma infecção viral ou bacteriana. Outros agentes infecciosos, tais como os fungos, podem também provocar meningite e existem ainda outras causas raras que incluem as reacções medicamentosas atípicas e o lúpus eritematoso disseminado. A etiologia mais comum é a viral. Qualquer pessoa pode contrair uma meningite viral no entanto esta doença ocorre mais frequentemente nas crianças. A meningite pode ser causada por muitos vírus diferentes mas o enterovírus é o agente mais habitual.

A meningite viral causada pelo enterovírus ocorre sobretudo no Verão, embora possa ocorrer em qualquer altura do ano. A via de entrada do enterovírus no organismo é geralmente gastrointestinal e a transmissão é sobretudo fecal-oral (por exemplo, através de mãos mal lavadas contaminadas com fezes). O contágio é possível durante o período em que as pessoas infectadas têm o vírus nas fezes. Menos frequentemente, o contágio também é possível por via oral-oral ou por via respiratória. A infecção por enterovírus é geralmente assintomática ou provoca doença ligeira, resultando raramente em meningite. Excepto nos casos raros de meningite do grupo herpes, a meningite viral irá curar espontaneamente ao fim de 7 a 10 dias.

A meningite bacteriana é uma infecção muito grave e potencialmente fatal que pode afectar pessoas saudáveis, apesar dos bebés e das pessoas idosas serem mais susceptíveis. No passado, os três tipos mais comuns de meningite bacteriana eram causados pela Neisseria meningitidis, pelo Haemophilus influenzae e pelo Streptococcus pneumoniae. Actualmente o Plano Nacional de Vacinação inclui vacinas para a N. Meningitidis e para o H. influenzae, pelo que o número de casos de meningite provocada por estes agentes tem vindo a diminuir. Actualmente a causa mais frequente de meningite bacteriana na comunidade é o Streptococcus pneumoniae, existindo uma vacina disponível para as pessoas com maior risco, nomeadamente idosos, doentes crónicos e imunocomprometidos (esta vacina não está incluída no Plano Nacional de Vacinação).

Além dos bebés e dos idosos, as pessoas com doenças crónicas e/ou com deficiências do sistema imunitário apresentam um maior risco de terem uma meningite causada por bactérias ou por fungos.

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O que é o Síndrome do Canal Cárpico?

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Drª. Ana Correia

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Prof. Lobo Antunes

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre Neurologia pelo Prof. João Lobo Antunes: O que é o Síndrome do Canal Cárpico?
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O que é?

No punho, os nervos e os tendões passam através de um espaço denominado canal ou túnel cárpico.

Uma vez que o canal cárpico é relativamente estreito, um nervo importante que passa através deste espaço, denominado nervo mediano, pode ficar irritado ou comprimido. A síndrome do canal cárpico (ou do túnel cárpico) é uma associação de adormecimento, formigueiro, dor e fraqueza na mão causada por uma compressão do nervo mediano no canal cárpico. Os sintomas tendem a surgir principalmente no polegar, no dedo indicador, no dedo médio e em metade do dedo anelar porque o nervo mediano é responsável pela sensibilidade nestas áreas.

Visto que o canal cárpico é estreito, o nervo pode ser comprimido se este  espaço diminuir ainda mais. A síndrome do canal cárpico tem diversas causas frequentes, incluindo:

  • uma doença reumática (por exemplo, artrite degenerativa e tenossinovite, artrite reumatóide) ou uma fractura próxima do punho
  • gravidez
  • diabetes
  • uso excessivo do punho (tal como acontece nas dactilógrafas, nas pessoas que trabalham nas caixas em locais comerciais, nas costureiras, nos operadores de computadores ou em determinados atletas)
  • doença da tiróide, particularmente se a tiróide for hipoactiva (hipotiroidismo).

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Sabe o que é Paralisia de Bell?

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Drª. Ana Correia

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Prof. Lobo Antunes

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre Neurologia pelo Prof. João Lobo Antunes: Sabe o que é Paralisia de Bell?

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O que é?

A paralisia de Bell é uma fraqueza nos músculos de um lado da face causada por lesão do nervo facial. O nervo pode ficar inflamado e edemaciado, deixando de funcionar adequadamente.

Existem dois nervos faciais, um do lado direito da face e outro do lado esquerdo, e cada um tem vários ramos. O ramo principal controla a maior parte dos músculos de um dos dados da face, incluindo os músculos que controlam a expressão facial, os músculos dos lábios e os que fecham os olhos. Outros ramos mais pequenos vão para a língua e para o ouvido.

Por definição, a inflamação do nervo facial na paralisia de Bell não tem causa conhecida (e por isso denomina-se idiopática). Pensa-se que seja provocada por uma infecção pelo vírus herpes simplex, o mesmo vírus que causa o herpes labial. No entanto, existem outras causas infecciosas que provocam paralisia facial e que devem ser diferenciadas da paralisia de Bell. Uma delas é a síndrome de Ramsay-Hunt, que é causada pelo vírus herpes zoster, o vírus responsável pela varicela e pela zona. Uma causa infecciosa menos comum de paralisia facial é a doença de Lyme, provocada por uma bactéria que é transmitida ao Homem através da picada de uma carraça.

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Traumatismo Craniano no Adulto: O que é? Quais são os sintomas? Quais são as formas de prevenção?

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Dr. André Carvalho

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Prof. Lobo Antunes

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre Neurologia pelo Prof. João Lobo Antunes: O que é um Traumatismo Craniano?

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O que é?

O traumatismo craniano pode provocar vários tipos de lesões cranianas, tais como:

• Fractura craniana — Uma fissura ou fractura de um dos ossos do crânio. Em alguns casos, o crânio fica “amolgado” para o interior, pelo que os fragmentos de osso despedaçado pressionam contra a superfície do cérebro. Isto denomina-se de fractura craniana com depressão. Na maioria dos casos, uma fractura do crânio provoca uma contusão na superfície do cérebro por baixo da fractura.

• Hematoma epidural — Esta é uma forma de hemorragia grave que acontece quando um dos vasos sanguíneos sob o crânio que se encontram na meninge (dura-máter) se rompe durante uma lesão que, em regra, também fractura o crânio. À medida que o vaso sanguíneo danificado sangra, o sangue acumula-se no espaço entre a camada óssea protectora e a dura, a membrana mais exterior das três que cobrem o cérebro. Esta acumulação de sangue denomina-se de hematoma e pode expandir-se dentro do crânio e pressionar o cérebro, provocando a morte.

• Hematoma subdural agudo — Nesta lesão, um vaso sanguíneo rompe-se e o sangue acumula-se entre a dura e a superfície do cérebro. Isto pode acontecer quando existe um traumatismo com a cabeça ou uma paragem súbita do movimento da cabeça que faz com que esta se movimente violentamente para a frente e para trás (lesão em chicote). Uma lesão cerebral devido a traumatismo por hiperextensão ou hiperflexão do pescoço é mais comum no idoso e nas pessoas que tomam medicações que alteram a coagulação ou as plaquetas. O hematoma subdural agudo desenvolve-se rapidamente após um traumatismo craniano grave frequentemente provocado por um acidente de viação ou queda. É uma lesão cerebral muito grave que provoca, tipicamente, inconsciência e é fatal em cerca de 50% dos casos.

• Hematoma subdural crónico — Ao contrário da forma aguda, este tipo de hematoma subdural desenvolve-se lentamente porque a hemorragia dentro do crânio é menos aguda e, o hematoma pode acumular-se em vários episódios pequenos separados de hemorragia. Um hematoma subdural crónico segue-se, tipicamente, a uma lesão craniana ligeira numa pessoa que é idosa, está a tomar medicações que alteram a coagulação ou as plaquetas e cujo cérebro se atrofiou (encolheu) em resultado de alcoolismo ou demência. Os sintomas mais comuns são a sonolência, falta de atenção ou confusão, cefaleias, alterações na personalidade, convulsões ou a paralisia ligeira e desenvolvem-se, gradualmente, durante uma a seis semanas.

• Hemorragias e contusões intraparenquimais — As hemorragias e contusões (escoriações) intraparenquimais ocorrem dentro do próprio cérebro e não entre o cérebro e o crânio. Estas lesões podem ser provocadas por um impacto directo do cérebro ou por uma lesão indirecta, na qual a força de um impacto num lado do cérebro faz com que o cérebro ressalte e faça ricochete no crânio criando uma segunda área de lesão do lado do cérebro contrário ao impacto original (“contra-golpe”).

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O que é a vertigem? Quais as suas manifestações clínicas?

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Tradão e Edição de Imagem Científica:

Adaptação Científica:

Drª. Ana Correia

Validação Científica:

Prof. Lobo Antune

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre Neurologia pelo Prof. João Lobo Antunes: O que é a Vertigem?

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O que é?

A vertigem é a sensação de que o corpo de um indivíduo ou o meio ambiente se estão a mover (geralmente a andar à roda). A vertigem pode ser um sintoma de muitas doenças diferentes. As causas mais comuns de vertigem são doenças que afectam o ouvido interno, incluindo:

  • Vertigem posicional paroxística benigna — Nesta situação, uma alteração na posição da cabeça causa uma sensação súbita de rotação. A causa mais provável é a presença de pequenos cristais que se libertam nos canais do ouvido interno e estimulam as terminações nervosas sensíveis no seu interior. Pode ser provocada por um traumatismo craniano mas, na maior parte dos casos, não é possível encontrar um factor desencadeante.
  • Labirintite aguda, também denominada nevrite vestibular — Esta patologia é uma inflamação do aparelho responsável pela manutenção do equilíbrio no ouvido interno, provavelmente causada por uma infecção viral.
  • Doença de Menière — Esta doença causa episódios repetidos de vertigens, geralmente com zumbidos nos ouvidos e uma perda de audição progressiva para sons de baixa frequência. A doença de Menière é causada por uma modificação do volume de líquido no interior do ouvido interno. Embora a razão para esta alteração não seja conhecida, os cientistas suspeitam que possa estar associada a uma infecção viral, traumatismo, doença auto-imune ou a factores biológicos no interior do próprio ouvido.

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Tomografia computorizada (TAC)

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Tradão e Edição de Imagem Científica:

Adaptação Científica:

Dr. André Carvalho

Validação Científica:

Dr. Tiago Pereira

O que é?

A tomografia computorizada, também denominada tomografia axial computorizada (TAC), é um exame que utiliza raios X e um computador para produzir imagens transversais do corpo. Uma série de imagens radiológicas, correspondendo cada uma delas a um corte fino, são associadas num computador para formar uma imagem tridimensional do interior do corpo. Se uma radiografia é como olhar para uma fotografia de um coração, uma TAC é como visualizar um modelo que uma pessoa pode agarrar e examinar de qualquer ângulo.

       

 Numa TAC, os raios X passam através do corpo e são analisados por um computador. O computador constrói uma imagem com base na quantidade de raios X que passam através de tecidos de diferentes espessuras. Por exemplo, o osso aparece a branco na TAC e as bolhas de gás no estômago e nos intestinos aparecem a negro.

Uma pessoa pode efectuar uma TAC num hospital ou numa clínica. Este exame é indolor e demora cerca de 20 minutos, mas pode ser mais prolongado ou mais breve, dependendo da área do corpo a ser estudada.

Para que é usada

A TAC pode ser usada para estudar ou revelar a presença de massas anormais suspeitas de serem tumores cancerosos. Pode revelar o tamanho e a forma do tumor, a sua localização precisa no corpo e se é de consistência sólida ou oco. Por vezes, uma TAC pode revelar a diferença entre um tumor não canceroso e um tumor canceroso, embora muitas vezes seja necessária a realização de uma biópsia ou de outros exames para efectuar o diagnóstico final. Numa biópsia, um pequeno fragmento de tecido é removido para ser examinado num laboratório. Durante uma biópsia dirigida por TAC, o médico irá usar a TAC como orientação, à medida que insere a agulha na localização correcta, de forma a remover uma amostra do tumor.

Além de detectar o cancro, a tomografia computorizada têm muitas outras utilizações. Pode revelar a presença de abcessos e de outras infecções, de acidentes vasculares cerebrais, de traumatismos crânio-encefálicos e de hemorragias intracranianas, bem como de muitas outras doenças médicas.

Nos doentes obesos, a TAC pode constituir um instrumento diagnóstico mais útil do que a ecografia, uma vez que a presença de grande quantidade de gordura corporal pode interferir com as ondas de ultra-sons da ecografia, produzindo imagens de má qualidade.

Preparação

A tomografia computorizada geralmente não requer qualquer preparação especial. A pessoa deve remover as jóias na área que vai ser estudada. Se o doente for mulher e existir a possibilidade de estar grávida, deve comunicá-lo ao médico antes de realizar o exame.

O doente pode necessitar de ingerir um líquido com uma substância de contraste para evidenciar os órgãos ou os vasos sanguíneos na TAC. Por vezes, esta substância de contraste é injectada por via endovenosa. O doente deve comunicar ao médico se alguma vez teve uma reacção alérgica a este tipo de comtraste ou se for alérgico a alguns medicamentos. Se o doente tomar um medicamento para a diabetes denominado metformina deve perguntar ao médico se é necessário deixar de o tomar nas 48 horas que antecedem o exame, uma vez que este fármaco pode interagir com a substância de contraste.

Como é realizada

O doente deita-se numa marquesa especial do aparelho que, em seguida, vai rodar 360º à sua volta. A marquesa pode igualmente mover-se.

Seguimento

Um radiologista (um médico especializado em exames de imagem) observa e interpreta as imagens da TAC. O pessoal do serviço de radiologia deverá dizer ao doente quando deve contactar o médico para saber os resultados do exame.

Riscos

Embora a TAC implique a exposição a uma quantidade ligeiramente maior de raios X em comparação com as radiografias convencionais, este exame proporciona imagens muito mais claras.

Quando contactar o seu médico

O doente deve contactar o seu médico se sentir dores ou notar o aparecimento de eritema ou de edema no local da injecção.

Informação adicional

Sociedade Portuguesa de Radiologia e Medicina Nuclear

http://www.sprmn.pt/

Sociedade Brasileira de Radiologia

http://www.sbrad.org.br/

Sociedade Francesa de Radiologia

http://www.sfrnet.org/

Sociedade Europeia de Radiologia

http://www.eurorad.org/

Colégio Americano de Radiologia

http://www.acr.org/

Sociedade Internacional de Radiologia

http://www.isradiology.org/isr/index.php

Ressonância magnética nuclear (RMN)

Fonte:

 

Tradão e Edição de Imagem Científica:

Adaptação Científica:

Dr. André Carvalho

Validação Científica:

Dr. Tiago Pereira

O que é?

A ressonância magnética nuclear (RMN) é uma técnica de diagnóstico que utiliza um campo magnético para produzir imagens das estruturas localizadas no interior do corpo.

Durante uma RMN, o corpo encontra-se envolvido por um campo magnético muito potente e sujeito a pulsos de ondas de rádio. A máquina cria uma imagem com base na forma como os átomos de hidrogénio no seu corpo reagem com o campo magnético e com as ondas de rádio. Os sinais da RMN podem proporcionar várias imagens de múltiplos “cortes” de um órgão ou de parte do corpo. O computador da RMN pode combinar estes cortes de forma a produzir imagens tridimensionais.

Uma vez que as moléculas de água são especialmente sensíveis às forças utilizadas nesta técnica, a RMN é muito eficiente no que respeita a revelar diferenças no conteúdo de água de diferentes tecidos do corpo. Isto é particularmente importante para a detecção de tumores e para verificar se existem problemas ao nível dos tecidos moles do corpo, tais como o cérebro, a medula espinhal, o coração e os olhos.

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