Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre “Mitos e Crenças na Saúde: Os abortamentos espontâneos precoces são raros” com o Prof. Luís Graça: Os abortamentos espontâneos precoces são raros
Leia o texto do áudio aqui:
Este mito transmite grande ansiedade à mulher que aborta.
Na verdade, na espécie humana o aborto que ocorre nas primeiras 8 semanas é um acontecimento frequente que, por si só, não tem implicações significativas no futuro reprodutivo.
Grande parte dos abortos precoces ocorre em embriões mal formados, portanto inviáveis.
A grande sensibilidade dos testes de diagnóstico da gravidez identifica muitas gestações antes de elas serem clinicamente reconhecíveis, ou seja, antes de ocorrer a 1ª falta menstrual. Cerca de dois terços destas gestações não irão prosseguir, isto é, depois de ocorrida a falta menstrual verificar-se-á que não existe uma gravidez em evolução.
Das gestações clinicamente reconhecidas, isto é, que eram evolutivas 5 a 6 semanas após o 1º dia do último período menstrual, 10 a 12% virão a perder-se nas semanas seguintes.
Portanto, se teve um abortamento espontâneo precoce, considere isso como um aborrecimento e nunca como uma tragédia




