Poluição indoor e exposição alergénica

Dr. José Luís Plácido

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobrePoluição indoor e exposição alergénica” com o Dr. José Luís Plácido: Poluição indoor e exposição alergénica

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Nas sociedades urbanas ocidentais cerca de 90% do tempo passa-se no interior de edifícios pelo que a qualidade do ar no seu interior assume um papel determinante.

Os principais poluentes no interior das habitações são o monóxido e o dióxido de carbono, libertados pela combustão de lareiras, aquecedores e fumo do cigarro, os compostos orgânicos voláteis, emitidos por materiais de construção como colas, tintas, vernizes e madeiras, o formaldeído, proveniente de materiais de construção, madeiras, fogões e esquentadores de gás e ainda os contaminantes biológicos, sobretudo os alergénios domésticos, como os ácaros, animais e insetos.

Uma adequada ventilação, a instalação de sistemas de aquecimento e de exaustão de gases dos esquentadores e fogões, a eliminação do fumo do tabaco e evicção aos alergénios domésticos são algumas medidas que permitirão obter uma boa qualidade de ar interior e assim prevenir o aparecimento ou o agravamento das doenças respiratórias.

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Fatores familiares e genéticos na asma de difícil controlo

Drª. Marianela Vaz

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre “Fatores familiares e genéticos na asma de difícil controlo” com a Drª Marianela Vaz: Fatores familiares e genéticos na asma de difícil controlo

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Cerca de 7-10% dos doentes asmáticos têm sintomas e limitações importantes, exacerbações frequentes e/ou redução persistente da função respiratória, apesar de corretamente medicados. Esta pequena percentagem de doentes de difícil controlo é responsável por grande parte dos custos associados com a asma.

Um número elevado de asmáticos possuem familiares com o mesmo problema, mas a natureza exata da hereditariedade permanece por esclarecer. Existem vários tipos de genes associados à atopia, aos mecanismos da doença e à resposta ao tratamento. Sabe-se que a atopia, isto é a tendência para produzir anticorpos de tipo IgE em resposta à exposição a alergénios, é o fator mais associado à asma e outras doenças alérgicas. No entanto parece que serão os outros genes que estarão relacionados com os tipos clínicos, fisiopatológicos e funcionais de mais difícil controlo.

Questionário “Controlo da Asma e Rinite Alérgica Teste”

Para saber o seu grau de controlo, preencha o questionário CARAT “Controlo da Asma e Rinite Alérgica Teste”:CARAT.swf

Sabe o que são Provas Funcionais Respiratórias?

As Provas de Função Respiratória avaliam as capacidades do sistema respiratório ajudando no diagnóstico de várias doenças respiratórias, na avaliação de resposta a tratamentos e na repercussão respiratória da exposição a agentes agressores, como por exemplo o tabaco. São exames simples e indolores, mas que requerem a colaboração activa do paciente, de forma a garantir fiabilidade e precisão dos resultados. Na asma, as Provas de Função Respiratória estão recomendadas para o diagnóstico e seguimento da doença, complementando a entrevista médica. No entanto, de acordo com o 1º Inquérito Nacional sobre Asma apenas metade dos portugueses com asma realizou estas provas. A prova de broncodilatação é o principal exame para o diagnóstico de asma. É habitualmente realizada por espirometria, permitindo demonstrar uma característica fundamental da asma – a variabilidade da obstrução das vias aéreas. Recentemente começamos a poder estimar a inflamação brônquica, típica das doenças alérgicas respiratórias, através da medição do óxido nítrico exalado. Em alguns casos é necessária a realização de outras provas. Veja as principais no vídeo.

Veja o vídeo aqui:

Sintomas da asma

Por vezes é difícil diagnosticar a asma. O doente não se sente bem mas não sabe interpretar os sinais. Por isso esteja atento aos seguintes sintomas: falta de ar, pieira/chiadeira (“gatinhos”), tosse e aperto no peito. Se sentir algum destes sintomas contacte o seu médico. A asma pode ser controlada.

Veja o vídeo aqui:

O que é a asma?

A asma é uma inflamação dos brônquios, os tubinhos que levam e trazem ar para os pulmões. Em contacto com determinados agentes, os brônquios apertam-se e dificultam a passagem do ar, fazendo com que tenhas dificuldade em respirar.

Veja o vídeo aqui:

Sabe o que é o teste cutâneo de alergia por picada?

Fonte: 

Tradão e Edição de Imagem Científica:

 

Adaptação Científica:

Drª. Ana Correia

Validação Científica:

Profª. Ana Todo-Bom

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O que é?

O teste cutâneo de alergia por picada permite avaliar uma reacção cutânea às substâncias que frequentemente causam alergia (alergénios), presentes em alimentos, fungos, ácaros, pólenes ou proteínas animais. Se o doente for alérgico a uma determinada substância, irá provavelmente desenvolver uma reacção cutânea quando as suas células entram em contacto com esse alergénio.

As pessoas com manifestações de alergia podem conseguir identificar as substâncias que desencadeiam os seus sintomas alérgicos, mesmo sem realizar os testes, e manter a alergia controlada com a evicção dessas substâncias e com a medicação apropriada. No entanto, pode ser útil saber com rigor qual o alergénio responsável pela doença alérgica. Isto permite estabelecer medidas mais eficazes para a evicção do alergénio e adequar a terapêutica à exposição. Por exemplo, no caso de um doente com alergia aos pólenes, detectar o tipo de pólen específico que provoca a reacção alérgica permite que o doente saiba que plantas deve evitar e quais os meses em que deve ter cuidados adicionais (meses com maior concentração desse pólen no ar). A realização de testes cutâneos é particularmente importante se o doente apresentar sintomas graves de alergia e não tiver a certeza do que os está a causar. Caso a alergia seja mais grave, os resultados dos testes são importantes para ponderar um tratamento com vacinas para o alergénio responsável pelas queixas do doente (imunoterapia).

O teste cutâneo por picada (também conhecido como “prick test”) é geralmente a primeira opção quando há uma suspeita de alergia porque é simples, rápido, pouco dispendioso e tem poucos riscos.

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