Cesariana

Raquel Correia

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobreCesariana” com o Raquel Correia: Cesariana

Leia o texto do áudio aqui:

A cesariana é a cirurgia que permite o nascimento do bebé através da barriga da mãe, quando é impossível ou não é aconselhado o parto pela vagina.

A suspeita de “sofrimento” do feto, e doenças como a hipertensão arterial grave ou a diabetes descompensada na grávida, incluem-se entre os motivos para se optar por uma cesariana.

Durante a cirurgia é dada uma anestesia regional à grávida (a chamada “epidural”), impedindo que sinta dores durante o parto, mas permitindo à mulher estar acordada e alerta durante o nascimento do bebé, respirando normalmente por si própria. Apesar da anestesia, é normal sentir um ligeiro desconforto ou sentir que lhe estão a tocar, mas a grávida não sentirá verdadeiramente dor.

Apesar de ser geralmente segura, a cesariana é uma cirurgia, e como tal tem alguns riscos associados, pelo que o parto por via vaginal deve, sempre que possível, ser preferido pelos seus vários benefícios.

Leia o artigo aqui: Cesariana

Anúncios

Mitos e Crenças na Saúde: depois de uma cesariana, sempre uma cesariana

Prof. Luis Graça

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobreMitos e Crenças na Saúde: depois de uma cesariana, sempre uma cesariana” com o Prof. Luís Graça: Depois de uma cesariana, sempre uma cesariana

Leia o texto do áudio aqui

Este é um verdadeiro mito. De facto, a maioria das cesarianas de repetição são efetuadas eletivamente e, muitas vezes, a decisão é influenciada por um deficiente aconselhamento clínico.

Em muitas circunstâncias, uma mulher que foi submetida a uma cesariana poderá ter um parto vaginal numa gravidez seguinte. Cerca de 2 terços das grávidas com uma cesariana anterior serão candidatas para uma prova de parto vaginal. Com uma seleção apropriada e vigilância adequada do trabalho de parto, entre 60 e 80% destas grávidas terão mesmo um parto vaginal.

As grávidas candidatas a uma prova de trabalho de parto são, na maior parte, aquelas em que a cesariana na gravidez anterior foi efetuada por uma razão que não se repete na gestação em curso, como, por exemplo, o sofrimento fetal intra-parto, a gravidez gemelar, a apresentação fetal anómala, etc.

O Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia recomenda que, ponderados cuidadosamente os fatores envolvidos e feito o devido aconselhamento, seja dada a oportunidade de uma prova de parto vaginal a todas as grávidas com uma cesariana anterior em que a história clínica mostre um baixo índice de risco de complicações.


Infertilidade feminina

Sofia Ribeiro

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobreInfertilidade feminina” com a Drª Sofia Ribeiro: Infertilidade feminina

Leia o texto do áudio aqui:

Cerca de 10% dos casais é infértil, ou seja, não consegue alcançar a gravidez após um ano de tentativas.

Durante a avaliação da situação, o médico investiga possíveis problemas na saúde do homem ou da mulher, podendo socorrer-se de exames sanguíneos ou imagiológicos.

Na mulher, a frequência da ovulação pode estar diminuída por perturbações alimentares e pesos extremos, exercício físico exagerado ou problemas hormonais. Assim, a manutenção de um estilo de vida saudável, a evicção de álcool, tabaco ou drogas, e o consumo de um máximo de um café por dia são essenciais para que a concepção ocorra mais facilmente.

O tratamento da infertilidade pode incluir medicamentos hormonais ou procedimentos complexos em laboratório, como a célebre fertilização in vitro.

Tanto a avaliação como o tratamento da infertilidade são morosos e podem criar alguma frustração no casal. No entanto, mais de metade dos casais que procuram ajuda médica conseguem uma gravidez.

Leia o artigo aqui: Infertilidade feminina

Mitos e Crenças na Saúde: A cesariana é o tipo de parto mais vantajoso para o seu bebé

Prof. Luís Graça

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre Mitos e Crenças na saúde, pelo Prof. Luis Graça: “A cesariana é o tipo de parto mais vantajoso para o seu bebé”

Leia o artigo aqui:

A resposta a esta pergunta é NÃO. De facto, numa mulher saudável com uma gravidez normal de um só feto, de termo ou próximo do termo, e que entre espontaneamente em trabalho de parto, a cesariana só terá indicação se o feto mostrar sinais de “sofrimento” no decurso do parto (o que é raro) ou se ocorrer uma paragem secundária da dilatação e/ou da progressão do móvel fetal.

Leia o resto deste artigo »

Mitos e Crenças na Saúde: É seguro fazer nascer o bebé logo que a gravidez chega ao termo

Autor: Prof. Luis Graça

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre Mitos e Crenças na saúde, pelo Prof. Luis Graça: “É seguro fazer nascer o bebé logo que a gravidez chega ao termo”

Leia o artigo aqui:

A gravidez normal dura, em média, 40 semanas contadas a partir do 1º dia da última menstruação, mas considera-se que o termo se atinge depois de completadas as 37 semanas. Isto não significa que todos os bebés tenham atingido, neste momento, a maturidade completa. Por estes motivos, a gravidez normal, desde que correctamente vigiada, pode prosseguir em segurança até se ultrapassarem as 41 semanas, altura em que deve ponderar-se a indução do parto.

Leia o resto deste artigo »

Mitos e Crenças na Saúde: A cesariana é o tipo de parto mais vantajoso para o seu bebé?

Prof. Luis Graça

O Professor Luís Graça, obstetra, esteve hoje na Edição da Manhã da SIC Notícias para falar de Mitos e Crenças na Saúde, especificamente se a cesariana é o tipo de parto mais vantajoso para o seu bebé.

Veja o vídeo aqui:
Leia aqui o artigo:
A resposta a esta pergunta é NÃO. De facto, numa mulher saudável com uma gravidez normal de um só feto, de termo ou próximo do termo, e que entre espontaneamente em trabalho de parto, a cesariana só terá indicação se o feto mostrar sinais de “sofrimento” no decurso do parto (o que é raro) ou se ocorrer uma paragem secundária da dilatação e/ou da progressão do móvel fetal. Leia o resto deste artigo »

Cesariana

Fonte: 

 

Tradão e Edição de Imagem Científica:

Adaptação Científica:

Carolina Vaz Macedo

Validação Científica:

Prof. Luís Graça

O que é

Uma cesariana é uma cirurgia que permite o nascimento de um bebé através do abdómen materno, quando é impossível ou não é aconselhado o parto pela via vaginal. Por vezes, a cesariana é programada para ser efectuada antes do início do trabalho de parto (TP) (cesariana electiva), mas na maior parte das vezes é efectuada no decurso do TP (cesariana intra-parto).

Em Portugal mais de 30% dos nascimentos são realizados por cesariana, uma percentagem análoga à dos Estados Unidos da América (32,3% em 2008). Noutros países esta prática é menos frequente, rondando os 25% a taxa média nos países da União Europeia, mas com grande variação de país para país (cerca de 20% no Reino Unido e ainda menor na Holanda e na Finlândia).

Qual a finalidade

A decisão de quando e em que circunstâncias é necessária uma cesariana continua a constituir um assunto muito controverso. Identificam-se causas relacionadas directamente com o feto, com a grávida e com ambos.

No que respeita ao feto, as situações relacionadas com a restrição do crescimento intra-uterino, o trabalho de parto iniciado muito longe do termo, as apresentações fetais anómalas, a gravidez múltipla com o 1º gémeo numa situação não de vértice e muitas outras são, geralmente, consideradas como indicação formal para cesariana electiva. A causa fetal mais frequente de cesariana intra-parto é a suspeição de hipoxia fetal (“sofrimento fetal”) e, muito mais raramente, os acidentes agudos, de que é exemplo o prolapso do cordão umbilical.

Leia o resto deste artigo »