Doença Bipolar

Diogo Medina

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre “ Doença Bipolar” com o Dr. Diogo Medina:  Doença Bipolar

A Doença bipolar é uma perturbação mental caracterizada por alterações de humor que variam entre períodos de mania e depressão.

 Os períodos de mania correspondem a estados de humor elevado ou irritável, em que a pessoa pode demonstrar uma autoestima exageradamente grande, gastar mais dinheiro do que o razoável ou até envolver-se em aventuras sexuais imprudentes.

 Nos períodos depressivos, a pessoa tende a exibir um humor distintamente baixo, perdendo o interesse e prazer pelas coisas, perdendo o apetite e assinalando grandes dificuldades em dormir.

 Ao contrário da depressão, que atinge sobretudo as mulheres, a perturbação bipolar acontece quase de igual modo entre homens e mulheres, e atinge cerca de 4% da população.

 Não existe prevenção possível para esta doença. Contudo, podem obter-se ganhos significativos de qualidade de vida através do acompanhamento médico adequado, com uma combinação de psicoterapia e medicação farmacológica.

Leia o artigo aqui: Doença bipolar

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Que sintomas são mais preocupantes em termos de doença?

Prof. António Vaz Carneiro

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre “Que sintomas são mais preocupantes em termos de doença?” com o Prof. António Vaz Carneiro: Que sintomas são mais preocupantes em termos de doença?

É sabido que todos somos um pouco hipocondríacos, isto é, nos preocupamos um pouco demais com a possibilidade de termos uma doença grave.

E isto é mais verdade quando de repente temos um sintoma inesperado, uma dor abdominal incomodativa, uma tontura prolongada, uma tosse que parece não passar, por exemplo.

A questão então coloca-se: que sintomas serão mais preocupantes em termos de gravidade, isto é, que possam significar uma doença grave?

Isto mesmo foi analisado recentemente, num estudo em que os investigadores se preocuparam em avaliar um conjunto de sintomas em doentes ambulatórios, procurando identificar os que poderiam ser provocados por uma doença cancerosa.

Os 4 sintomas seleccionados foram o aparecimento de sangue na urina ou na expectoração, dificuldade em engolir e perda de sangue pelo recto.

Os autores concluíram que apenas em 2-7% se detectou um cancro, isto é, que em cada 100 doentes com este sintomas, estes eram causados por doenças benignas em 93-98 doentes.

Que concluir?

A maior parte dos sintomas em cuidados primários – mesmo alarmantes como os citados – não representam doença maligna. No entanto, se persistirem ou se agravarem, deve procurar assistência médica imediata.

Dependências comportamentais

Fonte: 

 

 

Tradão e Edição de Imagem Científica:

Adaptação Científica:

Drª.Carolina Vaz Macedo

Validação Científica:

Prof. António Vaz Carneiro

Estas dependências incluem o jogo e, de acordo com alguns especialistas, a utilização do computador ou da Internet, as compras, a actividade sexual e o acto de comer.

O jogo problemático ou compulsivo é a dependência comportamental mais amplamente reconhecida e compreendida (ver “O que é o jogo compulsivo ou patológico?”). A dependência de computadores ou da Internet não tem sido muito estudada e deve ser considerado como factor de confusão o facto de a Internet servir provavelmente como um canal para outras dependências comportamentais, nomeadamente o sexo e as compras. De facto, de acordo com alguns especialistas na área, os conteúdos sexuais têm sido o principal condutor para a expansão da Internet.

A prevalência actual da dependência sexual é difícil de definir, em parte devido ao facto de as pessoas com estes comportamentos tenderem a ser discretas. No entanto, segundo um estudo, os relatos de dependência sexual (incluindo a dependência sexual na Internet) parecem estar a aumentar. Do mesmo modo, as estatísticas sobre o número de pessoas com dependência das compras são escassas.

Alguns investigadores acreditam que alguns casos de obesidade ligeira a moderada resultam da dependência alimentar. Apesar de ter as características comportamentais da dependência – o consumo compulsivo apesar das consequências adversas – a alimentação descontrolada parece estar associada a alguns dos mesmos fenómenos neurológicos que ocorrem com a toxicodependência. As pessoas obesas tendem a ter menos receptores D2 no corpo estriado do que as pessoas com peso normal e a redução no número de receptores é semelhante à observada em pessoas que lutam contra a toxicodependência. Da mesma forma, uma investigação mostra que as pessoas que são ligeiramente obesas têm mais receptores D2 do que as pessoas que são mais acentuadamente obesas, o que sugere que, em pessoas com dependência alimentar, a gravidade do problema pode ser influenciada pelo número de receptores D2.

O que é o jogo compulsivo e patológico?

Embora oficialmente designado como uma perturbação do controlo dos impulsos (ver “Um problema de impulso?”, o jogo patológico é considerado uma dependência caso preencha os “critérios dos três Cs” (desejo intenso [“craving”], perda de controlo e uso contínuo apesar das consequências adversas). De acordo com os Jogadores Anónimos (Estados Unidos da América), os jogadores compulsivos responderão “sim” a, pelo menos, sete das seguintes vinte questões:

  1. Alguma vez perdeu tempo de trabalho ou de escola devido ao jogo?
  2. Alguma vez o jogo tornou infeliz a sua vida doméstica?
  3. O jogo afectou a sua reputação?
  4. Alguma vez sentiu remorsos depois de jogar?
  5. Alguma vez jogou para arranjar dinheiro para pagar dívidas ou para resolver dificuldades financeiras?
  6. O jogo causou um decréscimo na sua ambição ou no seu rendimento?
  7. Depois de perder, sentiu que tinha que regressar o mais rapidamente possível e voltar a ganhar o dinheiro que perdeu?
  8. Depois de ganhar, teve uma vontade intensa de regressar e ganhar ainda mais dinheiro?
  9. Joga frequentemente até perder o seu último euro?
  10. Alguma vez pediu dinheiro emprestado para financiar o seu jogo?
  11. Alguma vez vendeu algo para financiar o jogo?
  12. Sentiu-se relutante em utilizar “dinheiro do jogo” em despesas normais?
  13. O jogo tornou-o descuidado relativamente ao seu próprio bem-estar ou ao da sua família?
  14. Alguma vez jogou durante um período de tempo superior ao que tinha planeado?
  15. Alguma vez jogou para escapar a preocupações, sarilhos, tédio ou à solidão?
  16. Alguma vez cometeu ou considerou cometer um acto ilegal para financiar o jogo?
  17. O jogo causou-lhe dificuldades em dormir?
  18. As discussões, as desilusões ou as frustrações criam dentro de si uma vontade de jogar?
  19. Alguma vez teve vontade de celebrar o facto de ter ganho uma quantia razoável em poucas horas de jogo?
  20. Alguma vez considerou a autodestruição ou o suicídio como resultado do seu jogo?

Como é que a dependência comportamental afecta o indivíduo?

Os comportamentos acima mencionados podem provocar uma resposta semelhante à de certas drogas que produzem um aumento de dopamina no cérebro, tal como é evidenciado pelas técnicas modernas de imagiologia cerebral. Por exemplo, cientistas examinaram o cérebro de pessoas enquanto estas participavam num jogo de sorte semelhante à roleta. Quando os indivíduos estavam a prever “ganhar o jogo” e, portanto, receber uma recompensa monetária, os seus centros de recompensa cerebral activaram-se quase da mesma maneira que ocorre em pessoas com dependência de cocaína a quem é dada esta droga.

Sugestões para abandonar o hábito

Consulte as sugestões para abandonar a nicotina, uma vez que o aconselhamento básico é semelhante, já que as dependências comportamentais tendem a ser estimulantes. A Substance Abuse and Mental Health Services Administration (SAMHSA) proporciona um “Problem Gambling Toolkit”, que apresenta os seguintes conselhos para os familiares de jogadores problemáticos:

  • Retire ao jogador todos os cartões de crédito.
  • Deposite o ordenado do jogador numa conta apenas em seu nome e acorde em entregar-lhe uma quantia semanal em dinheiro.
  • Contacte os credores, explique o problema do jogador e prometa apresentar um plano de reembolso dentro de 45 dias.

Se o indivíduo continuar a jogar:

  • Retire o seu nome de todos os cartões de crédito e contas bancárias conjuntas.
  • Alerte todos os credores e peça-lhes para não aumentarem mais o crédito do jogador.
  • Assuma o pagamento das contas domésticas, se possível.
  • Abra uma caixa de depósito de valores separada para guardar os bens que o jogador poderá querer vender para obter dinheiro.
  • Identifique os rendimentos e o património, estabeleça um plano de despesas e passe o controlo das finanças para um não jogador.

Medicamentos para ajudar a abandonar o hábito

Houve diversos medicamentos que se revelaram promissores para o tratamento do jogo patológico, mas nenhum se encontra actualmente aprovado para este efeito. Um estudo demonstrou que doses baixas de nalmefeno, um medicamento que actua de forma semelhante à naltrexona, se associaram a melhoria dos sintomas do jogo patológico, mas este medicamento não se encontra actualmente disponível sob a forma de comprimidos excepto para fins de investigação. Vários estudos indicam que a naltrexona também melhora os sintomas do jogo patológico e um estudo de caso referiu os benefícios do medicamento para tratar a dependência sexual. Outros medicamentos que se mostraram promissores para a dependência do jogo incluem o topiramato e os antidepressivos fluvoxamina e bupropiona.

A literatura sobre o tratamento bem sucedido da dependência sexual é ainda mais escassa; no entanto, dois estudos de caso revelaram uma redução dramática dos sintomas nas pessoas tratadas com naltrexona. Outras pessoas em estudos de caso apresentaram benefícios com antidepressivos, com anticonvulsivantes e mesmo com agentes hormonais.