Mitos e Crenças na Saúde: a grávida não deve tomar medicamentos

Prof. Luis Graça

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobreMitos e Crenças na Saúde: a grávida não deve tomar medicamentos” com o Prof. Luís Graça: A grávida não deve tomar medicamentos

Leia o texto do áudio aqui:

Este não é apenas um mito, é um disparate.

A maior parte dos medicamentos de uso comum (analgésicos, anti-nauseosos, antibióticos, etc.) não tem quaisquer efeitos negativos sobre o embrião ou o feto.

Pelo contrário, muitas vezes a doença que carece de ser medicada terá mais efeitos agressivos sobre o bebé do que o tratamento que for prescrito. É este o caso das infeções dentárias ou urinárias, que, mesmo que não provoquem sintomas significativos na grávida, se não forem tratadas com um antibiótico poderão ser o ponto de partida para o desencadeamento de um parto prematuro.

Assim, não receie os tratamentos que o seu médico lhe prescrever e cumpra rigorosamente as doses e o tempo de tratamento indicados. Se, mesmo assim, tiver dúvidas, faça-lhe as perguntas que entender. Todos nós conhecemos e compreendemos os mitos que estão na base dos seus naturais receios.

E já agora: se tiver uma dor de cabeça ou uma dor de dentes, não hesite em tomar um comprimido de paracetamol, pois é totalmente inócuo para o seu bebé.

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Os efeitos secundários do tratamento do cancro

Prof. Luis Filipe Silva

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobreOs efeitos secundários do tratamento do cancro” com Com o Professor Luís Filipe Silva: Os efeitos secundários do tratamento do cancro

Leia o artigo aqui:

Tratamentos usados actualmente na luta contra o cancro, como a radioterapia ou a quimioterapia, podem originar efeitos secundários difíceis de enfrentar para o doente oncológico.
Quer os compostos, quer as radiações utilizadas, funcionam melhor em células que se dividem rapidamente, como é o caso das célula cancerígenas.

Mas os tratamentos podem também afectar células normais, com uma divisão acelerada, o que pode estar na origem de alguns dos sintomas que aparecem.

São exemplos:
–    as células da medula dos ossos,
–    as células das raízes do cabelo,
–    das unhas,
–    ou dos epitélios do tubo digestivo.

Sendo assim, para além dos sintomas provocados pela própria doença, podem surgir outros associados aos períodos de tratamento, que dependem do tipo e duração do tratamento, e da resposta do próprio corpo, e que se espera desapareçam no final.

Todos estes sintomas podem ser atenuados com medidas de tranquilização.
São exemplos a anemia, a fadiga, a queda ou enfraquecimento do cabelo, problemas de pele, vómitos, diarreia ou falta de apetite.
Fale com o seu médico. Existem antieméticos que funcionam muito bem para a náusea. Possivelmente terá que encontrar aquele que funciona melhor consigo. Alguns truques também podem ajudar: escolher certos alimentos, preferir refeições frias ou mornas; programar os seus períodos de actividade e descanso para evitar a fadiga.

Escolha informar-se.
Cuide de si!

Conteúdo produzido no âmbito do projecto de produção de Informação do Programa Harvard Medical School-Portugal ” criação um sistema de informação cancro hereditário, com ênfase – cancro da mama e colo-rectal. ”
Este trabalho é co-financiado através da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, QREN E COMPETE