O meu filho pode ser obeso?

"Uma abordagem à obesidade infantil"

Qualquer criança pode vir a ser obesa. Acompanhar o crescimento da criança é essencial para o diagnóstico, o tratamento e para a prevenção da obesidade infantil. Tal acompanhamento é feito nas consultas de saúde infantil de rotina. Estas consultas são oportunidades únicas para identificar sinais de alerta de que a criança está em risco de ter obesidade. Assim, é possível atuar com medidas de prevenção e tratamento antes que a obesidade se instale.

Saber como é feito o acompanhamento do crescimento da criança e quais os principais sinais de alerta para o risco de obesidade infantil pode ser muito importante. Desta forma, será muito mais fácil esclarecer as suas dúvidas, procurar a ajuda necessária junto dos profissionais de saúde, e contribuir para a prevenção da obesidade na sua criança. Confira a seguir.

Peso e altura: a primeira análise

O primeiro passo para fazer o diagnóstico da obesidade ou identificar sinais de alerta para o risco de obesidade é acompanhar o crescimento da criança através do seu peso e altura.

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Mitos e Crenças na Saúde: A grávida não deve aumentar mais de 10 quilos!

Autor: Prof. Luis Graça

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre Mitos e Crenças na saúde, pelo Prof. Luis Graça: “A grávida não deve aumentar mais de 10 quilos!”

Leia o artigo aqui:

Este é um dos temas em que se ouvem e lêem maiores disparates.

Está bem evidenciado que o aumento médio de peso em mulheres com um Índice de Massa Corporal normal antes de engravidarem deve rondar os 12,5 kg, com variação entre os 10 e os 15 kg. Este aumento de peso não deve ser uniforme: cerca de 4 kg nas primeiras 20 semanas e 8,5 kg nas últimas 20.

As componentes do aumento ponderal na grávida são diversas. Se, no termo, o conjunto do feto, placenta e líquido amniótico corresponde a cerca de 5 kg, há que adicionar o correspondente à expansão do volume do sangue (cerca de 1,5kg), o aumento de peso do útero e das mamas (mais 1,5kg), do líquido fisiologicamente retido fora dos vasos e das reservas calóricas da grávida (que somam 4 a 5 kg), o que perfaz 12 a 13 kg.

Aumentos ponderais muito pequenos (inferiores a 7kg) correspondem habitualmente a dietas excessivamente restritivas, que se podem associar a deficiente crescimento do feto e a anomalias do desenvolvimento neuro-comportamental da criança.

Aumentos ponderais excessivos (16kg ou mais) têm uma relação estreita com o nascimento de bébés com mais de 4 kg, com as inerentes complicações do parto, e/ou com o aparecimento de diabetes gestacional na mulher grávida.