Erisipela

Produção Científica:

Dr. Hugo Morgado Dias

Validação Científica:

Dr. Fernando Guerra

O que é?

A erisipela é uma infeção da pele, que se desenvolve como resultado da contaminação por bactérias, que ultrapassam a barreira da pele. Trata-se de uma patologia mais frequente nas crianças e idosos, surgindo cerca de 200 novos casos de erisipela por cada 100000 pessoas, por ano.

 Manifestações clínicas

 A erisipela manifesta-se por áreas de pele marcadas por inchaço, vermelhidão e calor (edema, rubor e calor). Tratam-se de lesões bem demarcadas, com clara distinção entre zonas afetadas e não-afetadas. As zonas mais frequentemente afetadas pela erisipela são os membros inferiores. Outras formas podem envolver a parede abdominal, a face ou a região peri-oribitária (em redor dos olhos). Leia o resto deste artigo »

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O que é a Endocardite?

Dr. Ângelo Nobre

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre Endocardite, pelo Dr. Ângelo Nobre: “O que é a Endocardite?”

Leia aqui o texto do áudio:

A endocardite, ou endocardite infecciosa, é uma infecção com inflamação das válvulas cardíacas e do revestimento interno das câmaras cardíacas, o endocárdio. A endocardite ocorre quando microrganismos infecciosos, tais como bactérias ou fungos, entram na corrente sanguínea e se fixam no coração. Na maior parte dos casos, estes microrganismos são estreptococos, estafilococos ou estirpes de bactérias que normalmente vivem na superfície do corpo. O microrganismo infectante entra na corrente sanguínea através de uma ferida cutânea causada por uma doença ou uma lesão da pele, um procedimento médico ou dentário ou uma picada na pele, especialmente nos consumidores de drogas endovenosas.

Dependendo da agressividade (virulência) do germe infectante, a lesão do coração causada pela endocardite pode ser rápida e grave (endocardite aguda) ou mais lenta e menos dramática (endocardite subaguda).

Leia ainda o artigo sobre Endocardite: “O que é a Endocardite?

O que é a Endocardite

Fonte: 

Tradão e Edição de Imagem Científica:

Adaptação Científica:

Drª.Carolina Vaz Macedo

Validação Científica:

Prof. António Vaz Carneiro

Leia o artigo aqui:

O que é?

A endocardite, ou endocardite infecciosa, é uma infecção com inflamação das válvulas cardíacas e do revestimento interno das câmaras cardíacas, o endocárdio. A endocardite ocorre quando microrganismos infecciosos, tais como bactérias ou fungos, entram na corrente sanguínea e se fixam no coração. Na maior parte dos casos, estes microrganismos são estreptococos, estafilococos ou estirpes de bactérias que normalmente vivem na superfície do corpo. O microrganismo infectante entra na corrente sanguínea através de uma ferida cutânea causada por uma doença ou uma lesão da pele, um procedimento médico ou dentário ou uma picada na pele, especialmente nos consumidores de drogas endovenosas.

Dependendo da agressividade (virulência) do germe infectante, a lesão do coração causada pela endocardite pode ser rápida e grave (endocardite aguda) ou mais lenta e menos dramática (endocardite subaguda).

  • Endocardite aguda ― A endocardite aguda ocorre frequentemente quando uma estirpe agressiva de bactérias da pele, especialmente estafilococos, entra na circulação sanguínea e ataca uma válvula cardíaca normal, sem lesões. Quando estas bactérias começam a multiplicar-se dentro do coração podem enviar pequenos agregados de bactérias, denominados êmbolos sépticos, para a corrente sanguínea, disseminando a infecção para outros órgãos, especialmente para os rins, os pulmões e o cérebro. Os consumidores de drogas endovenosas apresentam um risco muito elevado de desenvolverem endocardite aguda devido ao facto de numerosas punções por agulhas proporcionarem a bactérias agressivas, como os estafilococos, muitas oportunidades de entrarem no sangue através das feridas da pele. A utilização de utensílios sujos para preparar e injectar as drogas aumenta o risco. Se não for tratado, este tipo de endocardite pode ser fatal em menos de seis semanas.
  • Endocardite subaguda ― Esta forma de endocardite é mais frequentemente causada por um dos estreptococos do grupo viridans (Streptococcus sanguis, mutans, mitis ou milleri) que normalmente residem na boca ou na garganta. O Streptococcus bovis ou o Streptococcus equines podem igualmente causar uma endocardite subaguda, tipicamente nos doentes que apresentam alguma forma de cancro gastrointestinal, geralmente um cancro do cólon. A endocardite subaguda tende a envolver as válvulas cardíacas que já se encontram lesadas e geralmente apresenta uma menor probabilidade de causar êmbolos sépticos do que a endocardite aguda. Se não for tratada, a endocardite bacteriana subaguda pode agravar-se durante até um ano antes de ser fatal.

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O que é um Teste da Tuberculina?

Fonte:

Tradão e Edição de Imagem Científica:

 

Adaptação Científica:

Dr. Nuno Ferreira

Validação Científica:

Dr. Jorge Crespo

Leia o artigo aqui:

O que é?

A tuberculose é uma infecção bacteriana que afecta mais frequentemente os pulmões mas pode envolver muitos outros órgãos. Apesar de existirem antibióticos capazes de curar a infecção, a tuberculose continua a ser uma das principais causas de morte a nível mundial. O teste cutâneo para a tuberculose, também denominado prova da tuberculina, prova de Mantoux ou teste de PPD (“purified protein derivative”), revela se a pessoa foi alguma vez infectada pela bactéria que causa a tuberculose. Basicamente, este teste consiste na injecção de proteínas derivadas da bactéria da tuberculose, na pele do antebraço. Cerca de dois a três dias depois, observa-se o local da injecção. O inchaço e vermelhidão indicam, regra geral, um resultado positivo. As infecções provocadas por estas bactérias podem estar activas ou inactivas. O teste da tuberculina não distingue, quando positivo, se a infecção está activa ou inactiva. São a sua intensidade, os dados clínicos (tosse com expectoração, febre) e outros exames complementares de diagnóstico (radiografias do tórax, colheitas de expectoração e avaliações de outros órgãos potencialmente envolvidos) que o definem. Nas infecções activas, as bactérias estão a reproduzir-se rapidamente e a pessoa é contagiosa quando tosse, tendo de ser tratada. Nas pessoas com infecções inactivas, as bactérias estão vivas no interior dos pulmões, mas “adormecidas”. Uma vez que as infecções inactivas podem vir, mais tarde, a “acordar” e tornar-se activas, é importante reconhecê-las e prevenir a sua reactivação quando se realizam tratamentos médicos que a possam facilitar.