O que é uma Punção Lombar?

Fonte:

 

Tradão e Edição de Imagem Científica:

 

Adaptação Científica:

Drª. Ana Sofia Correia

Validação Científica:

Prof. João Lobo Antunes

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre Neurologia pelo Prof. João Lobo Antunes: O que é uma Punção Lombar?

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O que é?

A punção lombar é um procedimento em que é utilizada uma agulha para remover uma amostra de líquido cefalo-raquidiano, que é um líquido circulante que banha o sistema nervoso. Como este líquido envolve as raízes nervosas, é possível colher uma pequena amostra inserindo uma agulha entre as vértebras lombares. Este procedimento é utilizado para diagnosticar infecções do sistema nervoso (meningite e encefalite) e outras doenças neurológicas (por exemplo, esclerose múltipla, síndrome de Guillain-Barré ou hemorragia subaracnoideia). Em situações menos frequentes, a punção lombar pode ser realizada com finalidade terapêutica, por exemplo, para tratar alguns casos de hipertensão intracraniana ou para inserir medicamentos no líquido cefalo-raquidiano.

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O que é a Meningite?

Fonte:

Tradão e Edição de Imagem Científica:

 

Adaptação Científica:

Drª. Ana Correia

Validação Científica:

Prof. Lobo Antunes

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre Neurologia pelo Prof. João Lobo Antunes: O que é a meningite?

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O que é?

A meningite é uma inflamação das membranas (meninges) que cobrem o cérebro e a medula espinhal e é frequentemente causada por uma infecção viral ou bacteriana. Outros agentes infecciosos, tais como os fungos, podem também provocar meningite e existem ainda outras causas raras que incluem as reacções medicamentosas atípicas e o lúpus eritematoso disseminado. A etiologia mais comum é a viral. Qualquer pessoa pode contrair uma meningite viral no entanto esta doença ocorre mais frequentemente nas crianças. A meningite pode ser causada por muitos vírus diferentes mas o enterovírus é o agente mais habitual.

A meningite viral causada pelo enterovírus ocorre sobretudo no Verão, embora possa ocorrer em qualquer altura do ano. A via de entrada do enterovírus no organismo é geralmente gastrointestinal e a transmissão é sobretudo fecal-oral (por exemplo, através de mãos mal lavadas contaminadas com fezes). O contágio é possível durante o período em que as pessoas infectadas têm o vírus nas fezes. Menos frequentemente, o contágio também é possível por via oral-oral ou por via respiratória. A infecção por enterovírus é geralmente assintomática ou provoca doença ligeira, resultando raramente em meningite. Excepto nos casos raros de meningite do grupo herpes, a meningite viral irá curar espontaneamente ao fim de 7 a 10 dias.

A meningite bacteriana é uma infecção muito grave e potencialmente fatal que pode afectar pessoas saudáveis, apesar dos bebés e das pessoas idosas serem mais susceptíveis. No passado, os três tipos mais comuns de meningite bacteriana eram causados pela Neisseria meningitidis, pelo Haemophilus influenzae e pelo Streptococcus pneumoniae. Actualmente o Plano Nacional de Vacinação inclui vacinas para a N. Meningitidis e para o H. influenzae, pelo que o número de casos de meningite provocada por estes agentes tem vindo a diminuir. Actualmente a causa mais frequente de meningite bacteriana na comunidade é o Streptococcus pneumoniae, existindo uma vacina disponível para as pessoas com maior risco, nomeadamente idosos, doentes crónicos e imunocomprometidos (esta vacina não está incluída no Plano Nacional de Vacinação).

Além dos bebés e dos idosos, as pessoas com doenças crónicas e/ou com deficiências do sistema imunitário apresentam um maior risco de terem uma meningite causada por bactérias ou por fungos.

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