Diabetes gestacional

Dr. Pedro Azevedo

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A diabetes gestacional é o aparecimento, durante a gravidez, de níveis mais elevados de açúcar no sangue do que os esperados, surgindo na sequência de um bloqueio hormonal, quando a glicose do sangue não consegue ser removida para dentro das células que a utilizam como combustível.

Este problema afecta uma em cada vinte grávidas, a maioria no 3.º trimestre, e na maior parte das mulheres desaparece quando a gravidez termina. Porém, as grávidas que tiveram diabetes gestacional apresentam maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 fora da gravidez.

Os sintomas incluem aumento da sede, micções mais frequentes, perda de peso apesar do aumento do apetite, infecções por fungos, entre outros. Contudo, a maioria das mulheres não apresenta sintomas e é necessário fazer o rastreio. O diagnóstico faz-se através da prova da tolerância à glicose oral, devendo acontecer entre as 24 e as 28 semanas de gravidez.

As mulheres que têm excesso de peso, história familiar de diabetes ou que apresentem sinais/sintomas sugestivos de diabetes têm maior risco para diabetes gestacional.

Na maioria dos casos, esta doença não pode ser prevenida, no entanto, um controlo cuidadoso do peso antes da gravidez pode reduzir o risco, já que esta doença acarreta complicações na altura do parto por bebés maiores que o previsto e aumenta o risco de morte fetal.

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Diabetes Gestacional

Fonte:

Tradão e Edição de Imagem Científica:

 

Adaptação Científica:

Dr. André Carvalho

Validação Científica:

Profª. Olinda Marques

O que é?

A diabetes gestacional é o aparecimento de níveis mais elevados de açúcar (glicose) no sangue do que os esperados durante a gravidez. Tal como acontece nos outros tipos de diabetes, a diabetes gestacional surge quando a glicose na circulação sanguínea não consegue ser removida eficientemente para dentro das células do organismo, como as células musculares, que normalmente utilizam a glicose como combustível. A insulina é a hormona que ajuda a remover a glicose da circulação sanguínea para dentro das células. Na diabetes gestacional, o organismo não responde bem à insulina, a menos que esta possa ser produzida ou fornecida em maiores quantidades.

Este problema afecta uma em cada vinte grávidas e na maior parte das mulheres desaparece quando a gravidez termina. Porém, as grávidas que tiveram diabetes gestacional apresentam um risco acrescido de desenvolverem diabetes tipo 2 anos mais tarde.

A diabetes ocorre durante a gravidez em consequência das hormonas produzidas neste período tornarem o organismo mais resistente aos efeitos da insulina (hormona de crescimento e lactogénio placentário humano). Estas hormonas, embora essenciais para uma gravidez e um feto saudáveis, bloqueiam parcialmente a acção da insulina. Na maior parte das mulheres, o seu pâncreas reage a esta situação produzindo uma quantidade adicional de insulina, suficiente para ultrapassar a resistência a esta hormona. Porém, nas mulheres com diabetes gestacional, não é produzida insulina suplementar suficiente, pelo que a glicose se acumula na circulação sanguínea surgindo a diabetes.

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