A adesão à terapêutica pode ser definida como o nível de concordância do comportamento do doente, no que diz respeito à medicação ou à execução de mudanças no estilo de vida, relativamente a conselhos de saúde.Duas grandes categorias de não adesão estão identificadas: não intencional ou acidental e intencional ou deliberada.
No primeiro caso os doentes desconhecem que não estão a cumprir a terapêutica; razões para tal incluem a não compreensão do esquema prescrito (sendo que uma má comunicação médico-doente é um factor de extrema importância), técnica de utilização de dispositivos de inalação incorrecta (ou mesmo incapacidade física de utilizar adequadamente os inaladores) e barreiras de linguagem.
No caso da não aderência intencional, há uma decisão consciente por parte do doente de rejeitar, até certo grau, quer o diagnóstico, quer a terapêutica; neste tipo de não adesão poderá ocorrer redução da frequência das tomas ou do número de medicamentos para o nível que os doentes acreditem ser necessário ou apropriado, ou mesmo suspensão de terapêuticas que acreditem ser desnecessárias, ineficazes ou perigosas; no entanto, factores socioeconómicos podem ser responsáveis por dificuldade em adquirir a medicação e esta situação verifica-se cada vez mais na prática clínica.
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