A segurança dos medicamentos

Prof. António Vaz Carneiro

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre “A segurança dos medicamentos” com o Prof. António Vaz Carneiro:A segurança dos medicamentos

Após o medicamento estar no mercado e já ter sido comparticipado, haverá algo mais que tenhamos de saber?

Claro que sim!

Na maior parte dos ensaios clínicos que serviram de base à aprovação de medicamentos foram estudados centenas ou alguns milhares de doentes. Isto é devido ao facto destes estudos serem muito dispendiosos e muito difíceis de ser realizados pelo que a indústria farmacêutica procura obter resultados com o mínimo de doentes e tempo gasto.

É claro que só quando o medicamento está a ser tomado por centenas de milhares ou milhões de pessoas é que se detectam os chamados efeitos adversos raros, mas graves.

As agências do medicamento, como é o caso do Infarmed, são responsáveis por montar o chamado sistema de farmacovigilância, em que se procuram detectar os efeitos adversos dos medicamentos que os doentes estão a tomar.

Estes são reportados pelos médicos e pelos doentes ou suas famílias.

Deste modo, fica-se com uma ideia muito boa da segurança real dos medicamentos que está a tomar. Se tiver alguma reacção fora do comum à tomada de um medicamento, não deixe de comunicá-lo ao seu médico, para que ele possa notificar esse efeito adverso ao Infarmed.

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O que é um ensaio clínico?

Prof. António Vaz Carneiro

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre “O que é um ensaio clínico?” com o Prof. António Vaz Carneiro: O que é um ensaio clínico?

A fase final do processo de desenvolvimento de um medicamento implica a realização de um estudo com essa substância num determinado número de doentes com a doença que se quer tratar.

É o chamado ensaio clínico.

O que fazemos é – classicamente – dividir os doentes em dois grupos, administrando a substância activa a um deles, e uma substância não-activa (a que chamamos placebo) ao outro.

O 1º grupo (a que foi administrada a substância activa) chama-se experimental, o 2º chama-se grupo de controlo.

E porquê de controlo?

Porque deste modo detectamos com mais rigor o eventual benefício da medicação.

Um exemplo: uma grande parte dos doentes com bronquite aguda acaba por se curar sozinhos, isto é, sem tratamento específico. Se estivermos a testar um novo antibiótico para o tratamento da bronquite, então é fundamental perceber se com a administração daquele a cura se dá por exemplo num período de tempo mais curto, ou o se doente recupera mais depressa. Para isso é que é necessário o tal grupo de controlo, para podermos comparar a evolução da doença entre os dois e o efeito da intervenção.

No final de um ensaio clínico – se tudo correu bem – teremos então os resultados do benefício do medicamento e este fica pronto para ser comercializado e chegar ao público.

As receitas electrónicas também podem conter erros

Prof. António Vaz Carneiro

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre “As receitas electrónicas também podem conter erros” com o Prof. António Vaz Carneiro: As receitas electrónicas também podem conter erros

Toda a gente sabe que uma receita escrita manualmente pode dar origem a erros, nomeadamente por dificuldade de decifração da escrita do médico prescritor.

Existe até uma definição de uma caligrafia impossível de ler: é a “letra de médico”.

Com os sistemas de prescrição electrónicos presentemente cada vez mais utilizados no nosso Sistema Nacional de Saúde, em que os médicos utilizam um computador e respetiva impressora para emitir uma receita, estes problemas de caligrafia deixam naturalmente de existir, já que sai tudo devidamente impresso.

Ultrapassou-se finalmente o problema dos erros ligados às prescrições ?

Bom, parece que não.

Um estudo recentemente publicado nos Estados Unidos pegou em cerca de 4.000 recitas geradas eletronicamente e submeteu-as a um rigoroso escrutínio por um grupo de peritos médicos e farmacêuticos. Estes identificaram problemas em 1 em cada 10 receitas, em que mais frequentemente faltavam a dosagem da medicação, a frequência da sua toma e até a duração total do tratamento.

Estes resultados sugerem que deve ter atenção às suas receitas, para garantir que toda a informação necessária nelas se encontra e, caso falte, possa falar com o seu médico para a sua correção.

Dicas sobre Saúde

Com o tratamento apropriado, as pessoas que sofrem de insuficiência cardíaca podem frequentemente gozar de muitos anos de vida produtiva!

Mitos e Crenças na Saúde: a grávida não deve tomar medicamentos

Prof. Luis Graça

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobreMitos e Crenças na Saúde: a grávida não deve tomar medicamentos” com o Prof. Luís Graça: A grávida não deve tomar medicamentos

Leia o texto do áudio aqui:

Este não é apenas um mito, é um disparate.

A maior parte dos medicamentos de uso comum (analgésicos, anti-nauseosos, antibióticos, etc.) não tem quaisquer efeitos negativos sobre o embrião ou o feto.

Pelo contrário, muitas vezes a doença que carece de ser medicada terá mais efeitos agressivos sobre o bebé do que o tratamento que for prescrito. É este o caso das infeções dentárias ou urinárias, que, mesmo que não provoquem sintomas significativos na grávida, se não forem tratadas com um antibiótico poderão ser o ponto de partida para o desencadeamento de um parto prematuro.

Assim, não receie os tratamentos que o seu médico lhe prescrever e cumpra rigorosamente as doses e o tempo de tratamento indicados. Se, mesmo assim, tiver dúvidas, faça-lhe as perguntas que entender. Todos nós conhecemos e compreendemos os mitos que estão na base dos seus naturais receios.

E já agora: se tiver uma dor de cabeça ou uma dor de dentes, não hesite em tomar um comprimido de paracetamol, pois é totalmente inócuo para o seu bebé.

O que é o Tremor Essencial?

Prof. Mario Miguel Rosa

Oiça, o áudio sobre o Tremor Essencial, pelo Prof. Mário Miguel Rosa:O que é o Tremor Essencial?

Leia o texto do áudio aqui:

O tremor essencial consiste no “estremecer” constante, involuntário e incontrolável das mãos, membros, cabeça ou voz. Por vezes, o tremor é uma reacção natural do organismo a situações de fadiga, irritação ou medo. Este também pode ser um efeito secundário do abuso de cafeína, de acção medicamentosa, ou de privação ou desmame de uma droga ou de um medicamento. Todavia, quando estes tremores ocorrem durante actividades quotidianas normais, e sem motivo físico, químico ou emocional aparente, podemos estar perante uma doença do foro neurológico designada por tremor essencial.

O tremor essencial distingue-se da doença de Parkinson, uma outra doença do foro neurológico, porque, ao contrário desta última, o tremor essencial é mais notório quando o corpo está em actividade, como por exemplo quando escreve ou serve uma bebida.

O tremor essencial é muito mais vulgar do que a doença de Parkinson.

Novo medicamento para a fibrose pulmonar

Fonte: 

Tradução e Edição de Imagem Científica:

 

Um medicamento que ajuda a bloquear a formação de tecido fibroso (tecido cicatricial) parece promissor para a fibrose pulmonar idiopática. Nesta doença, os pulmões acumulam tecido fibroso. Não existe causa aparente nem tratamento eficaz. A fibrose pulmonar idiopática afecta cerca de 50.000 pessoas nos Estados Unidos da América. O estudo envolveu 423 pessoas. Metade tomou um novo medicamento denominado BIBF 1120, e a outra metade tomou um placebo. As pessoas que tomaram o medicamento apresentaram uma melhor função pulmonar, bem como uma melhor qualidade de vida. O estudo foi publicado em 22 de Setembro na revista New England Journal of Medicine e a HealthDay News escreveu sobre ele em 21de Setembro.

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