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Tradução e Edição de Imagem Científica:

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Adaptação Científica:
 Dr. André Carvalho |
Validação Científica:
 Prof. João Lobo Antunes |
Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre Neurologia pelo Prof. João Lobo Antunes: O que é um Traumatismo da medula espinhal?
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O que é?

A medula espinhal transmite os sinais nervosos do cérebro para o resto do corpo. O traumatismo da medula espinhal pode resultar em diversas lesões. Nos países europeus cerca de metade ocorre na sequência de acidentes de viação, 35 a 42% depois de quedas e entre 11 e 12% após lesões relacionadas com a prática de desporto. Mais de 80% dos casos de traumatismo da medula espinhal ocorrem em pessoas com idade compreendida entre os 15 e os 35 anos. Cerca 80% dos indivíduos afectados são do sexo masculino e até um quarto dos casos verificam-se após uma ingestão significativa de álcool. A maior parte das lesões da medula espinhal ocorrem ao nível da região cervical, ou seja, no pescoço. O seu traumatismo pode resultar numa equimose da própria medula espinhal, numa perturbação da sua irrigação sanguínea ou numa secção (corte) da mesma. As lesões da medula espinhal são graves e podem provocar uma diminuição da força, da coordenação e da sensibilidade, bem como de outras funções, tais como o controlo da bexiga.
Sinais e Sintomas
Os sinais e sintomas de um traumatismo da medula espinhal variam dependendo da localização e da gravidade da lesão. Um traumatismo completo da medula espinhal resulta numa perda total da sensibilidade e da capacidade para o indivíduo se mover que ocorre aproximadamente abaixo do nível da lesão. Por exemplo, uma pessoa lesada a meio do pescoço irá perder a sensibilidade e será incapaz de se mover abaixo do meio do pescoço. Quase metade das lesões da medula espinhal são completas e caso ocorram na parte superior do pescoço podem comprometer a capacidade para respirar e exigir que a pessoa tenha de recorrer a um ventilador mecânico para sobreviver.
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