Doença arterial periférica

Prof. José Fernandes e Fernandes

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Na doença arterial periférica não existe um fluxo suficiente de sangue nas pernas. Esta situação é geralmente causada pela aterosclerose, em que depósitos de gordura, denominados placas, se acumulam ao longo das paredes dos vasos sanguíneos, diminuindo o calibre do vaso e reduzindo a quantidade de sangue que consegue passar. O sintoma mais comum de doença é a claudicação intermitente ― dores ou cãibras nas pernas ou nas nádegas que começam quando faz exercício e que desaparecem quando fica em repouso. A dor é frequentemente descrita como uma dor profunda, especialmente nos músculos da barriga da perna e pode estender-se até ao pé ou para cima, para a coxa e para a nádega.

Os factores de risco para uma doença arterial periférica são semelhantes aos factores de risco para a doença coronária e incluem: hábitos tabágicos, hipertensão, diabetes ou obesidade.

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Dicas sobre Saúde

Sabia que as doenças e os problemas causados pela obesidade melhoram, frequentemente, à medida que um indivíduo perde peso.

Dicas sobre Saúde

Conheça algumas causas de obesidade: influência genética, distúrbios alimentares, estilos de vida, gravidez e alguns medicamentos.

Papa Bem: alimentar é educar!

Profª Isabel Loureiro

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O combate à obesidade infantil é considerado um dos maiores desafios para a Saúde Pública do séc XXI.

O ambiente atual pode estimular comportamentos menos saudáveis. Alimentação saudável e uma vida ativa, especialmente nos primeiros tempos de vida, são muito importantes para criar gostos e hábitos que protegem a criança.

As refeições da criança são oportunidades únicas para promover preferências alimentares saudáveis e aprender a partilhar com a família os afetos e as vivências do seu dia a dia.

É bom sentarem-se todos à mesa, num ambiente tranquilo, sem distrações, como brinquedos e a televisão. As quantidades que se põem no prato devem ser adequadas à idade da criança e há que respeitar o seu ritmo e sinais: de fome, de que já está satisfeita, ou de que precisa de uma pausa. Obrigar, ralhar ou castigar a criança para comer é desaconselhado.

Os pais devem saber que são a sua principal referência. Assim, comer bem, praticar atividade física com o seu filho, explicar-lhe os porquês das escolhas são um bom começo. Contribui para o desenvolvimento físico, emocional e a adquirir hábitos que previnem situações, como a obesidade.

Obesidade Infantil: Gerações em Risco

Dra. Maria Daniel Vaz Almeida

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O excesso de peso e a obesidade na infância constituem um problema de saúde pública de enormes proporções e repercussões a nível mundial. A gravidade do problema é tal que se pode falar de gerações em risco. Mas não se estará a dramatizar ao falar de “gerações em risco”? Não, o que se quer transmitir é que a obesidade é efetivamente uma doença. E é uma doença crónica. Isto é, pode ser controlada mas não tem cura. E quanto mais cedo na vida se instalar maiores serão as consequências para os indivíduos e para a sociedade. Na verdade, nas crianças, a ingestão alimentar excessiva em relação aos gastos provoca não só aumento do volume das células gordas mas também um aumento do seu número. Esta é uma das razões para a doença se tornar crónica e em parte explica a dificuldade que os obesos têm em perder peso e em se manterem assim. Daí ser imprescindível prevenir a doença, o que começa logo à nascença com o aleitamento materno.

Obesidade pediátrica: não uma mas muitas doenças para a vida

Dra Carla Rego

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Não se fica obeso de um dia para o outro, vai-se ficando obeso!

Saba-se atualmente que há várias obesidades:

  • há obesidades que dependem de doenças das hormonas ou outras (são raras);
  • há obesidades que dependem apenas do comportamento de vida pouco saudáveis caracterizados por erros alimentares e sedentarismo;
  • e há obesidades que acontecem em crianças que têm maior predisposição genética para ficarem obesas.

Uma grávida obesa ou pais obesos têm maior probabilidade de ter filhos que venham a ser obesos perpetuando, assim, o ciclo de obesidade.

Uma criança obesa tem mais de 50% de hipótese de ser um adulto obeso. Já um adolescente obeso tem cerca de 90% de hipóteses de se manter um adulto obeso.

A obesidade é uma doença complexa, crónica que desde cedo se faz acompanhar de outras doenças. Efectivamente, em crianças e adolescentes portuguesas obesos com idades entre 2 – 18 anos, 14 em cada 100 tem colesterol elevado; 30 em cada 100 tem risco de vir a ter ou já tem hipertensão arterial; 13 em cada 100 tem risco de diabetes e 50 em cada 100 tem não apenas uma, mas mais do que duas destas doenças, para além da sua propria obesidade.

Para além destas doenças cardiometabólicas, que são para toda a vida, a obesidade compromete ainda a felicidade e o bem-estar.

Temos pois que pensar que se não evitamos e tratamos precocemente a obesidade pediátrica, suceder-nos-á uma geração de obesos e doentes que viverão com menos qualidade e menos tempo que os seus próprios pais.

Os doentes obesos despendem mais recursos em saúde

Prof. António Vaz Carneiro

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A obesidade é um problema de saúde pública muito importante.

Em alguns países desenvolvidos, como os Estados Unidos, a taxa de obesos e muito obesos chega a 30% da população.

A obesidade constitui um factor de risco cardiovascular, oncológico e reumatológico, pelo que a manutenção de um peso ideal tem grande importância para a sua saúde.

Mas será que os pacientes obesos gastam mais dinheiro ao Serviço Nacional de Saúde? Segundo um estudo recentemente publicado, os gastos em saúde vão aumentando com a idade (um facto conhecido), mas numa percentagem superior nos pacientes obesos.

Nas mulheres, estas despesas revelaram-se mais altas logo a partir dos 22 anos, atingiram o seu máximo aos 66 e mantiveram-se até uma média de 77 anos.

Nos homens este aumento médio na despesa verificou-se mais tarde, apenas aos 48 anos, atingindo o seu pico aos 67 anos.

Ora aqui está mais uma razão para perder peso, caso seja obeso ou tenha peso a mais.