Os efeitos secundários do tratamento do cancro

Prof. Luis Filipe Silva

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Tratamentos usados actualmente na luta contra o cancro, como a radioterapia ou a quimioterapia, podem originar efeitos secundários difíceis de enfrentar para o doente oncológico.
Quer os compostos, quer as radiações utilizadas, funcionam melhor em células que se dividem rapidamente, como é o caso das célula cancerígenas.

Mas os tratamentos podem também afectar células normais, com uma divisão acelerada, o que pode estar na origem de alguns dos sintomas que aparecem.

São exemplos:
–    as células da medula dos ossos,
–    as células das raízes do cabelo,
–    das unhas,
–    ou dos epitélios do tubo digestivo.

Sendo assim, para além dos sintomas provocados pela própria doença, podem surgir outros associados aos períodos de tratamento, que dependem do tipo e duração do tratamento, e da resposta do próprio corpo, e que se espera desapareçam no final.

Todos estes sintomas podem ser atenuados com medidas de tranquilização.
São exemplos a anemia, a fadiga, a queda ou enfraquecimento do cabelo, problemas de pele, vómitos, diarreia ou falta de apetite.
Fale com o seu médico. Existem antieméticos que funcionam muito bem para a náusea. Possivelmente terá que encontrar aquele que funciona melhor consigo. Alguns truques também podem ajudar: escolher certos alimentos, preferir refeições frias ou mornas; programar os seus períodos de actividade e descanso para evitar a fadiga.

Escolha informar-se.
Cuide de si!

Conteúdo produzido no âmbito do projecto de produção de Informação do Programa Harvard Medical School-Portugal ” criação um sistema de informação cancro hereditário, com ênfase – cancro da mama e colo-rectal. ”
Este trabalho é co-financiado através da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, QREN E COMPETE

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O que é o teste genético?

Prof. Luis Filipe Silva

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O teste genético é uma análise feita aos genes de um individuo, para identificar se existem alterações (erros) que podem ser responsáveis pelo aparecimento de uma dada doença.
Este tipo de testes, é utilizado por exemplo para identificar pessoas com uma maior propensão para desenvolver cancro.

Mas quem são estas pessoas?

Pertencem a famílias em que há muitos casos de cancro, quase sempre em idades jovens. No síndrome do cancro da mama, podem ser casos quer de cancro da mama ou quer do ovário.
Nas últimas décadas foram identificados alguns genes que, quando estão alterados numa família, aumentam a sua propensão para o cancro.
São alterações muito específicas, e nem todos os familiares serão portadores destas alterações.
Por isso estas famílias devem ser acompanhadas por um médico ou geneticista, numa consulta especializada de genética (ou consulta de risco familiar), de modo a analisar cada caso individual.
O teste genético é realizado no âmbito desta consulta, proposto pelo médico se houver uma forte suspeita de cancro hereditário.
Não é um exame obrigatório, e porque levanta muitas questões a nível pessoal e emocional deve ser acompanhado por dois períodos de aconselhamento por parte de profissionais especializados.
É um teste simples para a pessoa, realizado a partir de uma amostra de sangue e é sempre feito primeiro num familiar doente.

Informe-se junto do seu médico!
Cuide de si.

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Consulta de risco familiar

Prof. Luis Filipe Silva

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Leia aqui o artigo:

No nosso quotidiano, vivemos em permanente exposição a situações dos riscos mais diversos (por ex. o andar de carro, o stress profissional,…). Sendo que a nossa percepção dos mesmos nos leva a tomar atitudes no sentido de os minimizar ou mesmo eliminar.

A ocorrência de cancro está também associada a um risco, que pode ser maior ou menor conforme o tipo de cancro, conforme a história familiar de cancro do individuo e conforme os seus comportamentos em termos de saúde individual.
Por exemplo,  estima-se que 1 em cada 9 mulheres virão a ter cancro da mama, provavelmente depois da menopausa.  Sendo que este risco aumenta significativamente quando existe uma história familiar.

Felizmente, existem poucas famílias com cancro hereditário – apenas 5-10% de todos os casos de cancro. No entanto, os portadores de uma alteração genética hereditária podem ter um risco bastante aumentado de virem a ter cancro no futuro. Estima-se, por exemplo, que uma mulher com uma alteração no gene BRCA1 associada ao cancro da mama, tenha entre 50 a 85% de probabilidade de desenvolver cancro da mama, até aos 70 anos de idade.

Para estas famílias, existe uma consulta especializada para as avaliar: a consulta de risco familiar, que tem sede no Instituto Português de Oncologia e nos Hospitais Centrais.

Nesta consulta, médicos ou geneticistas estudam cada caso específico.
Para isso, recorrem a dados de patologia, genética e software de cálculo de risco, podendo mesmo aconselhar a realização de testes genéticos complementares.

A consulta de risco é um serviço do sistema nacional de saúde, acessível através do seu médico de família.

Informe-se junto do seu médico!
Cuide de si.

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Conhecer o cancro da mama no homem

Prof. Luis Filipe Silva

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Leia o artigo aqui:

No homem o cancro da mama é pouco frequente (apenas 1% de todos os casos diagnosticados), podendo estar associado a uma história familiar de cancro da mama (feminino ou masculino), a uma maior exposição a radiações (comuns em radioterapia), ou a níveis elevados de estrogéneos (decorrentes de medicação ou de algumas patologias, como a cirrose).
Na realidade, a mama do homem e da mulher são iguais até à puberdade, sendo as alterações hormonais típicas da adolescência e da vida da mulher, os fatores que predispõem a mama feminina a alterações que aumentam o seu risco de cancro.
As probabilidades de sucesso no tratamento do cancro da mama no homem são idênticas às de uma mulher com cancro na mesma fase de desenvolvimento. Embora o cancro no homem, por não ser esperado, seja geralmente detetado mais tarde. Por existir  pouco tecido mamário, a dispersão da doença para o sistema linfático pode ser também mais rápida.

Fatores que dificultam o tratamento.

Esteja atento: se detetar um nódulo (muitas vezes indolor), uma retração, inversão ou escorrência do mamilo, ou alterações de textura na pele, contacte o seu médico.

Cuide de si!

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A importância da deteção precoce do cancro da mama

Prof. Luis Filipe Silva

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Leia aqui o artigo:

O cancro da mama é o cancro mais comum entre as mulheres de todo o mundo, e também o mais mortal.
Detectá-lo numa fase inicial, assintomática, pode fazer toda a diferença.
Numa fase inicial o cancro tem uma dimensão reduzida (menos de 1cm, como uma ervilha), sendo a sua remoção cirúrgica geralmente simples, e com uma probabilidade de cura de quase 100%.
Quando o tumor atinge 1-2 cm, já é palpável… e também geralmente mais difícil de tratar!
Um cancro maior e mais invasivo pode exigir cirurgias mais extensas com eventual perda de tecido mamário e tratamentos mais agressivos, como a quimioterapia.

Mas como detetamos precocemente o cancro da mama?

Existem vários exames que permitem visualizar o interior da mama.
Exames estes que são muitas vezes complementares.

Aquele que foi eleito como o melhor método regular de deteção, é a mamografia.

Em Portugal, como noutros países, a mamografia foi implementada como método de rastreio populacional, gratuito para mulheres entre os 45 e os 69 anos de idade e com uma frequência de 2 em 2 anos.

Em quase todo o país, o serviço é garantido pela Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Não deixe escapar esta oportunidade!
O cancro da mama pode e (deve!) ser detectado atempadamente.
Cuide se si.

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Edição da Manhã, SIC Notícias: Cancro da Mama pelo Prof. Luís Costa

Prof. Luis Costa

O Prof. Luís Costa, Consultor científico do Programa Harvard Medical School-Portugal/Sociedade Portuguesa de Oncologia, esteve no programa Edição da Manhã, da SIC Notícias, para falar sobre o Cancro da Mama, em antecipação ao Dia Nacional da Prevenção do Cancro da Mama, assinalado no dia 30 de Outubro.

Veja o vídeo aqui:

Veja também o artigo: O que é o Cancro da Mama?

Faça o Quiz aqui: Questionário sobre o Cancro da Mama

Cancro da vesicular biliar e das vias biliares

Fonte:

 

Tradão e Edição de Imagem Científica:

Adaptação Científica:

Dr. André Carvalho

Validação Científica:

Prof. Luis Costa

O que é?

A vesícula biliar é uma bolsa pequena, em forma de pêra, que se situa por baixo do fígado, na parte superior do abdómen e onde é armazenada a bílis. Este líquido, produzido pelo fígado e armazenado na vesícula ajuda a digerir as gorduras. A vesícula biliar liberta a bílis para o intestino delgado através do colédoco, um tubo fino que liga o fígado e a vesícula biliar ao intestino delgado. O cancro da vesícula biliar e das vias biliares desenvolve-se quando células anormais destas estruturas se multiplicam e crescem rapidamente.

A maior parte dos cancros da vesícula biliar e das vias biliares são adenocarcinomas ― cancros formados a partir das células que revestem as glândulas e os canais. O adenocarcinoma das vias biliares forma-se a partir das glândulas mucosas que revestem estes canais e pode desenvolver-se em qualquer parte deste sistema de drenagem da bílis.

Os cancros da vesícula biliar e das vias biliares são raros, sendo o cancro da vesícula biliar mais comum nas mulheres do que nos homens. As pessoas com cálculos biliares apresentam um risco ligeiramente aumentado de desenvolverem este tipo de cancros, os quais também foram associados a infecções provocadas por um parasita denominado de Fascíola hepática. Estes tumores estão igualmente associados à colangite esclerosante, colite ulcerosa e à cirrose hepática, isto é, às doenças que podem causar inflamação e formação de cicatrizes nas vias biliares, no cólon ou no fígado, respectivamente.

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