O que são Dependências comportamentais?

Prof. Luís Filipe Gomes

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobreDependências comportamentais” com o Professor Luís Filipe Gomes: Dependências comportamentais

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Estas dependências incluem o jogo e, de acordo com alguns especialistas, a utilização do computador ou da Internet, as compras, a actividade sexual e o acto de comer.

O jogo problemático ou compulsivo é a dependência comportamental mais amplamente reconhecida e compreendida. A dependência de computadores ou da Internet não tem sido muito estudada e deve-se ter em atenção que a Internet serve provavelmente como um canal para outras dependências comportamentais, nomeadamente o sexo e as compras. De facto, de acordo com alguns especialistas na área, os conteúdos sexuais têm sido o principal condutor para a expansão da Internet.

A prevalência actual da dependência sexual, incluindo na internet, é difícil de definir, em parte devido ao facto de as pessoas com estes comportamentos tenderem a ser discretas, mas parece estar a aumentar.

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Tabaco e a Gravidez

"Papa Bem: Uma abordagem à obesidade infantil"

O fumo do tabaco durante a gravidez tem implicações bastante negativas para a saúde do bebé, entre elas a redução do seu peso ao nascimento. O vídeo “Tabaco e gravidez não combinam de vez” demonstra como é que o fumo do tabaco pode afectar o bebé ainda na barriga da sua mãe e a importância de não fumar durante a gravidez.

Veja o vídeo aqui:

Edição da Manhã, SIC Notícias: Dia do Não Fumador em análise pela Drª Alexandra Fernandes

Drª. Alexandra Fernandes

No Dia do Não Fumador, a Dr.ª Alexandra Fernandes, Consultora científica do Programa Harvard Medical School-Portugal / USF Fernão Ferro Mais, esteve no programa Edição da Manhã, da SIC Notícias, para falar sobre o tabagismo na adolescência.

Veja o vídeo aqui:

Faça o Quiz aqui: “Tabagismo na Adolescência”

A Nicotina

Fonte:

Tradão e Edição de Imagem Científica:

 

Adaptação Científica:

Drª.Carolina Macedo

Validação Científica:

Prof. António Vaz Carneiro

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre Dependência, pelo Prof. Jaime Correia de Sousa: A Nicotina

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As formas mais populares desta substância incluem os cigarros, os charutos e o tabaco de mascar (rapé). Se fumar, pode encontrar-se incluído numa minoria cada vez mais reduzida. O que costumava ser um hábito comum e aceite é agora proibido na maioria dos locais de trabalho, restaurantes e espaços públicos. Pode dar por si a esconder o seu hábito dos colegas de trabalho e dos membros da sua família, ficando de pé, à chuva, para poder fumar fora do local de trabalho ou a conduzir no carro só para fumar um cigarro.

Em Portugal, em 2005/2006 cerca de 21% dos homens e 11% das mulheres fumavam – uma tendência descrescente face a números anteriores. A maioria dos fumadores encontra-se bem informada dos efeitos prejudiciais para a saúde causados pelo tabaco, que mata cerca de 13.000 pessoas por ano em Portugal – um valor 3 vezes superior ao das mortes associadas ao álcool. Em cada ano, metade dos fumadores dizem que querem deixar de fumar, mas apenas cerca de 6% dos que tentam são bem sucedidos por mais de um mês. Mas, se essa tem sido a sua experiência, não seja demasiado rígido consigo mesmo: em média, uma pessoa faz entre cinco e sete tentativas para deixar de fumar antes de parar definitivamente.

Como é que a nicotina afecta o indivíduo?

A nicotina faz a pessoa sentir-se alerta, energética e com a mente aguçada, visto que desencadeia uma libertação de adrenalina que, por sua vez, aumenta a frequência cardíaca, a pressão sanguínea e a frequência respiratória. Ao contrário de outras substâncias que causam dependência, a nicotina não causa sensação de euforia ou de prazer, embora possa por vezes ser sentida uma ligeira “adrenalina”. As pessoas que consomem tabaco dizem que isso as acalma, mas uma investigação indica que o efeito calmante é, na realidade, um alívio dos sintomas desagradáveis da abstinência e um resultado das alterações nos padrões da respiração em vez de um efeito primário da própria droga.

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Dependências comportamentais

Fonte: 

 

 

Tradão e Edição de Imagem Científica:

Adaptação Científica:

Drª.Carolina Vaz Macedo

Validação Científica:

Prof. António Vaz Carneiro

Estas dependências incluem o jogo e, de acordo com alguns especialistas, a utilização do computador ou da Internet, as compras, a actividade sexual e o acto de comer.

O jogo problemático ou compulsivo é a dependência comportamental mais amplamente reconhecida e compreendida (ver “O que é o jogo compulsivo ou patológico?”). A dependência de computadores ou da Internet não tem sido muito estudada e deve ser considerado como factor de confusão o facto de a Internet servir provavelmente como um canal para outras dependências comportamentais, nomeadamente o sexo e as compras. De facto, de acordo com alguns especialistas na área, os conteúdos sexuais têm sido o principal condutor para a expansão da Internet.

A prevalência actual da dependência sexual é difícil de definir, em parte devido ao facto de as pessoas com estes comportamentos tenderem a ser discretas. No entanto, segundo um estudo, os relatos de dependência sexual (incluindo a dependência sexual na Internet) parecem estar a aumentar. Do mesmo modo, as estatísticas sobre o número de pessoas com dependência das compras são escassas.

Alguns investigadores acreditam que alguns casos de obesidade ligeira a moderada resultam da dependência alimentar. Apesar de ter as características comportamentais da dependência – o consumo compulsivo apesar das consequências adversas – a alimentação descontrolada parece estar associada a alguns dos mesmos fenómenos neurológicos que ocorrem com a toxicodependência. As pessoas obesas tendem a ter menos receptores D2 no corpo estriado do que as pessoas com peso normal e a redução no número de receptores é semelhante à observada em pessoas que lutam contra a toxicodependência. Da mesma forma, uma investigação mostra que as pessoas que são ligeiramente obesas têm mais receptores D2 do que as pessoas que são mais acentuadamente obesas, o que sugere que, em pessoas com dependência alimentar, a gravidade do problema pode ser influenciada pelo número de receptores D2.

O que é o jogo compulsivo e patológico?

Embora oficialmente designado como uma perturbação do controlo dos impulsos (ver “Um problema de impulso?”, o jogo patológico é considerado uma dependência caso preencha os “critérios dos três Cs” (desejo intenso [“craving”], perda de controlo e uso contínuo apesar das consequências adversas). De acordo com os Jogadores Anónimos (Estados Unidos da América), os jogadores compulsivos responderão “sim” a, pelo menos, sete das seguintes vinte questões:

  1. Alguma vez perdeu tempo de trabalho ou de escola devido ao jogo?
  2. Alguma vez o jogo tornou infeliz a sua vida doméstica?
  3. O jogo afectou a sua reputação?
  4. Alguma vez sentiu remorsos depois de jogar?
  5. Alguma vez jogou para arranjar dinheiro para pagar dívidas ou para resolver dificuldades financeiras?
  6. O jogo causou um decréscimo na sua ambição ou no seu rendimento?
  7. Depois de perder, sentiu que tinha que regressar o mais rapidamente possível e voltar a ganhar o dinheiro que perdeu?
  8. Depois de ganhar, teve uma vontade intensa de regressar e ganhar ainda mais dinheiro?
  9. Joga frequentemente até perder o seu último euro?
  10. Alguma vez pediu dinheiro emprestado para financiar o seu jogo?
  11. Alguma vez vendeu algo para financiar o jogo?
  12. Sentiu-se relutante em utilizar “dinheiro do jogo” em despesas normais?
  13. O jogo tornou-o descuidado relativamente ao seu próprio bem-estar ou ao da sua família?
  14. Alguma vez jogou durante um período de tempo superior ao que tinha planeado?
  15. Alguma vez jogou para escapar a preocupações, sarilhos, tédio ou à solidão?
  16. Alguma vez cometeu ou considerou cometer um acto ilegal para financiar o jogo?
  17. O jogo causou-lhe dificuldades em dormir?
  18. As discussões, as desilusões ou as frustrações criam dentro de si uma vontade de jogar?
  19. Alguma vez teve vontade de celebrar o facto de ter ganho uma quantia razoável em poucas horas de jogo?
  20. Alguma vez considerou a autodestruição ou o suicídio como resultado do seu jogo?

Como é que a dependência comportamental afecta o indivíduo?

Os comportamentos acima mencionados podem provocar uma resposta semelhante à de certas drogas que produzem um aumento de dopamina no cérebro, tal como é evidenciado pelas técnicas modernas de imagiologia cerebral. Por exemplo, cientistas examinaram o cérebro de pessoas enquanto estas participavam num jogo de sorte semelhante à roleta. Quando os indivíduos estavam a prever “ganhar o jogo” e, portanto, receber uma recompensa monetária, os seus centros de recompensa cerebral activaram-se quase da mesma maneira que ocorre em pessoas com dependência de cocaína a quem é dada esta droga.

Sugestões para abandonar o hábito

Consulte as sugestões para abandonar a nicotina, uma vez que o aconselhamento básico é semelhante, já que as dependências comportamentais tendem a ser estimulantes. A Substance Abuse and Mental Health Services Administration (SAMHSA) proporciona um “Problem Gambling Toolkit”, que apresenta os seguintes conselhos para os familiares de jogadores problemáticos:

  • Retire ao jogador todos os cartões de crédito.
  • Deposite o ordenado do jogador numa conta apenas em seu nome e acorde em entregar-lhe uma quantia semanal em dinheiro.
  • Contacte os credores, explique o problema do jogador e prometa apresentar um plano de reembolso dentro de 45 dias.

Se o indivíduo continuar a jogar:

  • Retire o seu nome de todos os cartões de crédito e contas bancárias conjuntas.
  • Alerte todos os credores e peça-lhes para não aumentarem mais o crédito do jogador.
  • Assuma o pagamento das contas domésticas, se possível.
  • Abra uma caixa de depósito de valores separada para guardar os bens que o jogador poderá querer vender para obter dinheiro.
  • Identifique os rendimentos e o património, estabeleça um plano de despesas e passe o controlo das finanças para um não jogador.

Medicamentos para ajudar a abandonar o hábito

Houve diversos medicamentos que se revelaram promissores para o tratamento do jogo patológico, mas nenhum se encontra actualmente aprovado para este efeito. Um estudo demonstrou que doses baixas de nalmefeno, um medicamento que actua de forma semelhante à naltrexona, se associaram a melhoria dos sintomas do jogo patológico, mas este medicamento não se encontra actualmente disponível sob a forma de comprimidos excepto para fins de investigação. Vários estudos indicam que a naltrexona também melhora os sintomas do jogo patológico e um estudo de caso referiu os benefícios do medicamento para tratar a dependência sexual. Outros medicamentos que se mostraram promissores para a dependência do jogo incluem o topiramato e os antidepressivos fluvoxamina e bupropiona.

A literatura sobre o tratamento bem sucedido da dependência sexual é ainda mais escassa; no entanto, dois estudos de caso revelaram uma redução dramática dos sintomas nas pessoas tratadas com naltrexona. Outras pessoas em estudos de caso apresentaram benefícios com antidepressivos, com anticonvulsivantes e mesmo com agentes hormonais.

Tabagismo: Um inimigo da longevidade?

Fonte: 

Tradão e Edição de Imagem Científica:

 

Adaptação Científica:

Dr. Nuno Ferreira

Validação Científica:

Prof. António Vaz Carneiro

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobre Dependências pelo Dr. Carlos Martins: Tabagismo

Faça o Quiz aqui: Questionário sobre Tabagismo

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Apesar dos malefícios causados pelo tabaco terem sido detalhados exaustivamente, há ainda muitas pessoas que começam, ou não abandonam, o acto de fumar. Segundo um estudo recente do departamento de epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge quase 27.6% dos homens e 10.6% das mulheres continuam a fumar. Felizmente, entre as pessoas com idade igual ou superior a 65 anos, a percentagem de fumadores é mais baixa, na ordem dos 12.6%.

Se quiser viver uma vida longa e saudável, certifique-se de que se encontra incluído no grupo dos não fumadores.. Uma linha de investigação extensa indica que o tabagismo aumenta o risco de mais de 10 cancros diferentes, desde o cancro do pulmão e o cancro da bexiga até à leucémia mielóide. Por exemplo um estudo publicado no Journal of the National Cancer Institute verificou que as pessoas que tinham fumado durante pelo menos 20 anos apresentavam um aumento significativo no risco de morrerem devido a um cancro colorrectal – os homens em 32% e as mulheres em 41% – em comparação com as pessoas que nunca tinham fumado. O tabagismo passivo também mata, sendo responsável por um número considerável de mortes, apesar de inferior ao número de mortes nos fumadores devido a complicações do tabagismo crónico.

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Quizz: teste os seus conhecimentos sobre tabagismo.

Hoje assinala-se o Dia Mundial Sem Tabaco: descubra se o tabagismo é mais prejudicial em determinadas idades, se alguma vez é tarde de mais para deixar de fumar ou se deixar de fumar agora pode eliminar anos de prejuízos. Aceita o desafio? Faça o quizz.

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